quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Entrevista com Marciano Vasques

Terça-feira, 23 de Junho de 2009













Entrevista dada por Regina Sormani ao escritor Marciano Vasques para o Jornal Da Zona Leste, em São Paulo.

Vice-Versa de junho de 2009

Domingo, 31 de Maio de 2009






























Lucília Garcez pergunta e Alessandra Roscoe responde:

1. Como o contato com seus filhos influencia na sua criatividade para elaborar textos infantis?

Bom, eu não me canso de dizer que a maternidade foi que me trouxe para a literatura infanto-juvenil. Meu primeiro livro, que tive a alegria de ver adaptado para o cinema com o lindo curta dirigido por Ìtalo Cajueiro, com trilha sonora do músico Tavinho Moura, fiz em parceria com minha filha mais velha, Beatriz, e a pedido dela numa noite de muita agitação e pouco sono. Contei e recontei a mesma história na beira da cama por quase dois anos até que, cansada de tantas mudanças, ela me puxou pelo braço e pediu que eu escrevesse a "nossa história". Depois pediu pra ilustrar. Minhas situações com as crianças em casa sempre servem de inspiração: uma frase dita, um sonho contado pela manhã, uma dificuldade que eles enfrentam na escola, enfim, tudo pode virar história. O enredo do Jacaré Bilé surgiu assim, numa noite em que a família estava reunida na mesa do jantar e Felipe, meu filho do meio, super guloso e tonto de sono, caiu com o rosto num prato de sopa. A babá que cuidava dele, que era do sertão do Ceará, com seu sotaque cheio de ritmo: " _Esse menino vive bilé!" Bilé para mim era meio doidinho, mas lá no sertão da Luzia é exatamente, tonto de sono. Assim surgiu a ideia da historia do jacaré que vive bilé durante o dia por passar as noites acordado perseguindo a lua, que ele imaginava ser uma tapioca esquecida no céu!

2. Como o fato de você ser uma profissinal do jornalismo contribui para a produção de textos infantis?

Sempre brinco que mesmo como jornalista, vivo cercada de histórias. No jornalismo, conto histórias de verdade de gente de verdade, mas é na literatura que posso inventar mundos e personagens. Trabalhei muito tempo em TV e mesmo para cobrir assuntos técnicos demais, como política e economia, eu busco o lado mais humano e de certa forma historiado de narrar este ou aquele fato. Meus textos, sejam jornalísticos ou literários são muito visuais, partem de imagens que construo daquilo que pretendo contar, mostrar. Acho que jornalismo e literatura sempre estiveram muito próximos, ambos têm como matéria-prima a palavra. No meu caso, uma atividade complementa a outra. O fundamental tanto em uma, quanto em outra atividade é a base que vem da leitura. Eu sempre fui uma leitora voraz e desde que me entendo por gente, escrevo: cartas, poesias guardadas em cadernos, que vez ou outra encontro em gavetas, histórias e matérias - ainda criança, arrisquei meu primeiro jornal, um pasquim familiar, depois vieram os jornaizinhos da escola, do grêmio estudantil na faculdade, enfim, escrever faz parte dos meus hábitos diários, ando com um caderninho na bolsa, onde escrevo frases, palavras soltas, algo de uma entrevista que me inspira. São sementes de inspiração que muitas vezes brotam histórias.


3. Fale do seu trabalho no hospital.

Esta foi uma grande surpresa, publiquei o ano passado um conto sobre o tempo numa revista voltada para pais sobre o universo das crianças. A editora que me pediu o conto estava desesperada correndo contra o relógio. Fiquei com essa ideia de corre-corre e falta de tempo martelando na cabeça e em menos de uma hora surgiu o conto: Caixinha de Guardar o Tempo, sobre uma menina que aprende a guardar o melhor de cada tempo vivido. Na mesma semana em que saiu a revista, fui convidada para contar histórias para um grupo de pacientes de Alzheimer. Contei a eles o conto sobre o tempo e uma história que narro num tapete, chamada Jardim Encantado. Disse a eles que aquele jardim, que carrego numa mala de histórias com as lembranças todas de seus cheiros e cores, era uma das coisas que eu guardaria em minha caixinha de guardar o tempo. Convidei outra escritora e contadora de histórias, Tatiana Oliveira, que é bastante habilidosa com trabalhos manuais para ir comigo e propus que incentivássemos os pacientes em tratamento de Alzheimer a fazer cada um a sua caixinha. O Mal de Alzheimer é uma doença muito cruel que ataca principalmente a memória, os pacientes perdem até mesmo a noção do presente.Foi incrível a resposta, muitos dos pacientes que nunca haviam verbalizado nada contaram casos da infância, alguns se emocionaram, outros cantaram e no encontro seguinte ( os encontros são semanais, eles passam a tarde em atividades no hospital e voltam para casa, não estão internados e todas as atividades têm a arte como linha mestra: pintura, dança, argila, histórias...) trouxeram objetos para guardar em suas caixinhas. Percebemos que por meio das histórias eles começaram a buscar no passado, elementos para construir o presente que por causa da doença eles estão perdendo. Ficamos muito felizes. Este ano ainda não retomamos as atividades, mas os médicos que coordenam o grupo já atestaram importantes melhoras no quadro clínico. O trabalho é voluntário e muito enriquecedor.

4. O que você recomendaria a alguém que quer se tranformar num bom contador de histórias. E não se esqueça de botar a boca no trombone.

Acho que somos todos contadores de histórias, pois quando narramos algo que vivenciamos usamos todo o arsenal de gestos e entonações e convencemos. Os avós, pais e professores quando contam uma situação do dia-a-dia engraçada, fazem rir. Claro que algumas pessoas têm mais talentos que outras, mas contar histórias todos nós sabemos, ainda bem! O fundamental é perceber com todas as cores e nuances, seja a situação a ser narrada ou a história que se quer contar. Quando contamos algo que vivenciamos, temos aquilo internalizado, vivenciado, o mesmo deve acontecer com as histórias. Mas é possível aperfeiçoar, repetir a mesma história para o mesmo ouvinte, buscando sempre uma novidade pode ser um ótimo exercício e claro, contar muitas vezes, sempre. Os objetos podem ajudar, um lenço, uma meia, um fantoche, tudo o que enriquece a narração pode ser uma forma de aguçar a curiosidade, a imaginação. Eu tive oportunidade de conhecer contadores de história, cantadores de contos e encantadores que com suas caixas, malas e tapetes, conseguem construir mundos em torno das histórias. Outros que só com o corpo e a voz são também incríveis e capazes de nos conduzir por qualquer história.
Boca no trombone: Hoje acho muito chato o cerceamento que sofrem as histórias infantis: É uma grande bobagem pregar que história para criança tem que ter lição, moral, tem que ensinar. Livro pra criança tem que ser gostoso de ler, tem que ser bonito, bem ilustrado, fazer rir, chorar, pensar. Ninguém vai ao cinema pra depois preencher ficha de filme. Porque com os livros tem de ser diferente?
Beijos
Lucília

























Alessandra Roscoe pergunta e Lucília Garcez responde:


1) De onde veio sua paixão pela Literatura? E como foi que de leitora você passou a escritora?

Tudo começou quando eu aprendi a ler e mergulhei nas histórias em quadrinhos, depois nas fotonovelas e nos romancinhos de banca de revista, até que um professor de português indicou a leitura de Clarissa, de Érico Veríssimo. Descobri a literatura e nunca mais parei de ler. É o que eu mais gosto de fazer. Daí a querer participar dessa ciranda foi um pulo. Claro que eu tive um empurrãozinho do Jô Oliveira que me confiou a escrita de "Luiz Lua", o que me encorajou a continuar escrevendo.

2 ) Você acaba de ser homenageada em Brasília, emprestando seu nome a uma biblioteca infantil. O que representa pra você batizar um espaço tão nobre e saber que será lembrada para sempre, como nos finais felizes de tantas histórias que nos encantaram?

Eu não esperava por isso. Acho que escrevi pouca coisa e que não merecia essa homenagem. Foi com um orgulho muito grande, com muita honra que eu recebi essa consagração. Como são os leitores que definem se somos mesmo escritores ou não, recebo também com humildade. Acompanho há muito tempo o trabalho da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, e especialmente da Conceição. Até já escrevi a história da Biblioteca. Foi muita consideração escolherem o meu nome.

3) Sua carreira é versátil: da universidade às comissões julgadoras de concursos literários, dos livros infantis às cartilhas para formação de professores, mas sempre tendo a leitura e os livros como foco e em muitos dos trabalhos numa parceria acertada com o artista gráfico Jô Oliveira. Com tanta experiência e tão vasto campo de atuação, hoje o que você mais gosta de escrever?

Quando era professora da Universidade de Brasília, dediquei-me à formação de professores de língua portuguesa. Compreendi que o eixo do trabalho deles deveria ser a leitura e também a escrita. Por isso me aprofundei no assunto para ter mais base para as minhas aulas. Os trabalhos que surgiram foram em consequência dessa dedicação. O encontro com o Jô Oliveira foi uma coincidência feliz. Ele me encorajou, em 1998, a escrever para crianças, pois até então eu tinha livros acadêmicos para adultos.

4) Com a boca no trombone: o que mais você detesta na profissão de escritora?

Tudo na profissão é uma delícia. Faço o que gosto, com liberdade. Mas não consigo me acostumar com a paciência histórica que é preciso desenvolver para esperar a aprovação dos textos pelas editoras. Isso traz muita ansiedade.

Edson Gabriel em Cajati

Sábado, 9 de Maio de 2009


Palestra de Edson Gabriel Garcia em Cajati


O aeilijiano Edson Gabriel Garcia, escritor e estudioso de programas de incentivo à leitura, esteve na cidade de Cajati, vale do Ribeira, no dia 27 de abril, a convite da Fundação Bunge. Falou para os educadores envolvidos no projeto de incentivo à leitura, desenvolvido pela fundação, junto à escolas públicas do município. Estiveram presentes ao evento, além dos educadores da cidade e região, autoridades administrativas do ensino público, estagiários e representantes coordenadores do projeto da Fundação. Entre outros assuntos, o autor abordou o “ tripé do sucesso para programas de leitura: acervo, espaço e mediação”.


























Vice-Versa de maio de 2009

Sexta-feira, 1 de Maio de 2009
















Danilo Marques entrevista Laura Bergallo.
















1 - Em que momento da vida, por que, e como foi a estreia da Laura Bergallo escritora?
A Laura Bergallo escritora nasceu na época em que aprendi a escrever. Aliás, só não nasceu no mesmo dia em que nasci porque (do mesmo jeito que a mãe do Lula) eu nasci analfabeta (risos).
Então, mais ou menos aos 6 anos de idade (quando me alfabetizei) comecei a escrever histórias. Na época, eram histórias ilustradas. Isso mesmo: eu “cometia” umas ilustrações que acompanhavam os textos. Mas, graças a uma autocrítica bem conveniente que desenvolvi com o passar dos anos, as ilustrações se limitaram àquelas primeiras histórias, que guardo até hoje: tenho uma pilha de cadernos com textos e desenhos cuidadosamente escondidos no fundo de uma gaveta.
Já a estreia das publicações, foi anos mais tarde. Em 1980 tive um conto premiado num concurso de contos eróticos e publicado numa revista de circulação nacional. Um tempo depois, mudando de um pólo ao outro (ou não, dependendo do ponto de vista), publiquei meu primeiro livro infantil, “Os quatro cantos do mundo”.
De lá para cá, depois de um bom tempo parada por problemas pessoais, foram mais oito (inclusive dois livros espíritas), a maioria voltada para o leitor adolescente. E, neste ano de 2009, terei o prazer de ver mais três “filhos” nascendo: serão lançados “Carioquinha” (infantil, pela editora Rocco), “O Evangelho segundo o Espiritismo para o jovem leitor” (juvenil, pela editora Lachatre), e “A bruxa e o supernerd” (juvenil, pela editora DCL).

2 – Qual a importância, qual a sensação, que peso tem, que portas foram abertas ao ganhar o prêmio Jabuti, e o que esse prêmio mudou na sua vida?

O Jabuti foi uma coisa que – sem nenhuma falsa modéstia – nunca esperei. Mas foi o acontecimento mais emocionante e fantástico da minha curta carreira literária (“Alice no espelho” foi meu terceiro livro juvenil não espírita). Demorou para cair a ficha (eu era tão “novata” que, a princípio, nem entendi direito a dimensão da coisa incrível que tinha me acontecido). Mas, quando caiu, foi um desbunde. A alegria e a emoção que senti são impossíveis de descrever em palavras (uma escritora que não encontra palavras; essa é uma imagem que descreve bem a sensação de se ganhar um Jabuti).
O Jabuti abre muitas portas. A gente passa a ser olhada com um respeito que antes, enquanto escritora iniciante, nunca tinha experimentado. Passa a ser vista por todos – editores, colegas, professores, especialistas em LIJ – como uma Escritora com “E” maiúsculo. É uma revigorante massagem no ego, principalmente para alguém que nunca se considerou especialmente talentosa, como eu.

3 - Fale sobre "Carioquinha", "A bruxa e o supernerd" e "O Evangelho segundo o Espiritismo para o Jovem leitor", seus livros que estão "no prelo".

“Carioquinha” é um retrato da cidade em que nasci, e com a qual mantenho uma relação de amor e ódio: o Rio de Janeiro, tão lindo por sua natureza translumbrante e por seus dias radiosos, e tão hostil pela violência desenfreada que nos ameaça a cada esquina, fruto da miséria, da impunidade e do absoluto desprezo dos governantes municipais, estaduais e federais pelo povo desassistido que os sustenta com escorchantes impostos. A história é contada, ainda dentro da barriga da mãe, por um carioquinha que ainda não nasceu, e mostra de forma lúdica e não agressiva a beleza e o caos dessa cidade que tinha tudo para ser maravilhosa, mas que não é mais.
“O Evangelho segundo o Espiritismo para o jovem leitor” é um livro espírita. Na mesma linha de outro livro meu, “O livrinho dos espíritos” – há anos na lista dos mais vendidos livros infanto-juvenis espíritas, com direitos autorais doados a obras sociais –, que é uma adaptação para o jovem leitor da mais importante obra de Kardec (“O livro dos espíritos”), esse livro é uma adaptação de outra obra básica da codificação espírita kardecista, “O Evangelho segundo o Espiritismo”.
Finalmente, “A bruxa e o supernerd” é uma história de opostos que se atraem e se harmonizam, é uma exaltação da beleza e da importância das diferenças, tendo como pano de fundo uma aventura movimentada e com toques de ficção científica. Grande parte da aventura se passa dentro de um videogame inspirado no “Inferno”, da “Divina Comédia”, de Dante Alighieri.

4- Alguma outra observação?

Uma curiosidade: quando o livro já estava escrito há muito tempo, inclusive já na editora com contrato assinado, a multinacional de games Electronic Arts anunciou ao mundo o próximo lançamento de seu videogame “Dante’s Inferno”. Ou seja: a vida imita a arte, né?



Laura Bergallo entrevista Danilo Marques.











1. Como e quando foi sua estreia como ilustrador profissional? Ser ilustrador foi uma vocação de infância, ou só mais tarde você teve vontade de seguir essa profissão?

Desde os três anos desenho, mas essa é uma informação redundante na vida do ilustrador, não? (risos) Bom, nutri o desejo pela profissão por toda a infância, desenhando os colegas da escola, fazendo quadrinhos da turma, vendendo gibis que eu mesmo desenhava (até então tudo era quadrinho).Comecei a tomar gosto pela literatura e desenhar livros que se perderam pelo tempo. Fui batendo na porta de muitas editoras, mas hoje sei que o traço era pobre e cru ainda, embora na época me ofendesse muito ouvir tal coisa... E eu ouvia. Não tenho curso e o paradoxo é que fui professor da arte por mais de dez anos. Em 1993 consegui meus primeiros cinco livros, da escritora Yone Quartim, pela Edicon, de São Paulo: "O Canhoto", "Carlinhos e a nuvem brincalhona", "Luciana e a pedrinha do amor", "Deu a louca no verde" e "Minha avó é um colosso". Mas foi só. Não consegui mais trabalhos por muito tempo.
Parti para outras coisas para me manter: fui professor de artes em escolinhas de recreação, em creches, em escolas de portadores de necessidades especiais e escolas de arte. Desenhei para empresas de decoração de festas, vendi picolé no carrinho, trabalhei em linha de produção, fui radialista e vendedor de consórcio, enquanto tentava e tentava entrar de vez no mercado. Minha vontade de entrar na profissão sempre foi intensa e forte. Pra falar a verdade, destrambelhada, desesperada, muitas vezes frustrante, por não conseguir meu lugar e pelo fato de que o que eu ganhava com a profissão não dava nem para cobrir as despesas mais simples. Passei por maus momentos e até por situações de miséria (literalmente).
Em 1998 ilustrei um livro de um autor independente, Waldo Geny, "Infância de lágrimas". Trabalhei para uma empresa de bonecos para a TV, onde eu fazia roteiros e até ajudava na confecção, manipulação e dublagem dos bonecos e fiz alguns passatempos para uma revista da Editora Escala. Enquanto novas oportunidades não apareciam, eu continuava fazendo de tudo um pouco.

2. Você não somente ilustra, mas também escreve, tanto livros infanto-juvenis quanto livros destinados a adultos. Fale um pouco sobre sua atividade como escritor: que tipos de livros já escreveu, por quais editoras foram publicados, como podem ser encontrados?

Em 2003 li um anúncio no jornal que dizia "precisa-se de escritor". Esse foi meu primeiro trabalho literário Era uma empresa que fazia CDs e aparelhos para as pessoas trabalharem em casa com telemensagens; nada pirata como é hoje, tudo direitinho, legal e original. Eu escrevia mensagens para mães, pais, namorados e namoradas. Ou seja, tinha que escrever da mulher para o homem e do homem para a mulher; para maridos, esposas, sobre o time que perdeu, dia de qualquer comemoração, etc. Os textos eram publicados num livro que encartava o Cd com a mensagem narrada por um locutor.
Eu escrevo desde criança: poesia, contos, crônicas,... Sempre escrevi e gosto de poesia romântica, nos moldes da segunda geração, a byroniana.
Bom, aquela empresa, que se chamava Telemensat, virou Bonton e virou editora. Com a pirataria de telemensagens em fitas K7, ela faliu e ressuscitou anos mais tarde com o mesmo nome de Bonton, então fazendo minibooks para vendas por reembolso postal. Eram catálogos cheios de produtos de todos os gêneros que as sacoleiras vendiam por todo o território nacional: panelas, lingerie, brinquedos, bijuterias. Havia livros lá também, e a pessoa comprava pela capa. Fui chamado de volta, desta vez como funcionário registrado e lá permaneci por três anos, até janeiro deste ano. Publiquei mais de duzentos trabalhos: escritos, ilustrados ou diagramados (sou diagramador também) e trabalhos que fiz desde a capa, texto, ilustrações, projeto gráfico e diagramação até o fechamento do arquivo. São publicações em formato de bolso e formato revista americana, ambos com 16 ou 32 páginas. Poesia, romance, crônicas, frases, mensagens, recadinhos, saúde, religião, medicina, artesanato, contos, teen, infantil, autoajuda, licenciamentos Disney, etc. Hoje, esses trabalhos só podem ser encontrados diretamente na editora, que encerrou suas atividades com os catálogos por causa de erros administrativos. Isso fez com que não conseguisse mais se manter, atrasando salários de funcionários. Foi aí que eu saí, (ainda não conseguiram fazer minha homologação) mas, creio que semeei muita coisa através dos meus textos, pois os relatórios de reembolso mostravam uma quantidade grande de vendas, 40% delas concentradas no Norte e Nordeste. Para se ter uma ideia, a empresa recebia apenas 55 centavos líquidos por cada exemplar desses livros e mantinha 25 funcionários distribuídos em gráfica, estúdio, administração e estoque. Isso tudo me faz imaginar que muita gente neste país possui um livro meu.

3. Você se associou recentemente à AEILIJ. Como conheceu a Associação e o que está achando de ser associado? Você recomendaria a AEILIJ para outros colegas? Por quê?

Conheço a AEILIJ desde 2005, mas não havia me associado antes por falta de condições. Depois, tive condições, mas, como estava empregado, andava alienado do mercado, achando que aquele mundinho em que eu trabalhava era tudo. Então, me vi na necessidade de mergulhar de vez nesse mundo da literatura e no mercado freelancer. Aí, comecei a contatar editoras e escritores em todas as listas e sites possíveis. Foi assim que encontrei você... Seus incentivos me fizeram entrar de vez na AEILIJ.
Entrar na AEILIJ foi muito bom. Conheci gente fantástica que hoje é amiga de verdade. Além da alegria de encontrar tanta gente legal, algumas portas foram abertas através dessas amizades. Também aprendi formas de trabalhar, de batalhar o espaço, preços, contratos. Recomendo sempre para os colegas, pois, o que é bom para mim eu desejo também para os outros.

4. Bote a boca no trombone: o que mais detesta na profissão de ilustrador e escritor?

A boca no trombone é para aqueles que, como já estão consolidados no mercado e podem se dar ao luxo de recusar contratos, acham que todo mundo poderia e deveria agir como eles. Eles precisam ter mais tolerância com aqueles que como eu, ainda não podem se dar ao luxo de dizer não por causa de preço. Eu já fui, desde que comecei batalhar meu lugar no mercado (desde janeiro) como freela, aprovado nas principais editoras do país. Já recebi confirmações de que gostaram de meu trabalho, mas, então, vem a etapa do "espere", pois só quando chega um novo livro aprovado é que vão ver quem é o ilustrador que tem a cara daquele livro. E até agora não pintou nada para mim. Por isso, continuo prospectando, batendo nas portas, etc.
Não estou afirmando que eu vou ilustrar um livro por cinquenta reais, mas já ouvi pessoas dizendo: “ Vá fazer retrato na praça se quer dinheiro!”. Não tive a sorte de poder freqüentar boas escolas de arte e não posso recusar trabalho. Sou, sim, favorável à luta pela valorização do trabalho e da categoria. Infelizmente, as editoras, embora digam: "você está em nosso banco de ilustradores", não dão serviço para os que estão começando.
Gostaria também de pedir às editoras que permitam que os escritores escolham seus ilustradores. Tenho certeza de que haveria mais trabalho para todos. Assim, os escritores ficariam mais satisfeitos ao constatarem que seus livros saíram do jeito que eles imaginaram.

Encontro no "Arte da Vila Madalena"

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009


No ateliê de Nireuda Longobardi, dia 5 de Abril de 2009, durante o evento " Arte na Vila", aconteceu um encontro onde estiveram escritores e ilustradores expondo trabalhos e conversando com o público.
O ilustrador Fábio Sgroi falou sobre a liberdade de expressão e interpretação no desenho do livro infantil. O ilustrador Gilberto Marchi falou sobre a profissão, direitos autorais e fez uma demonstração de técnica de aquarela.
Os pequenos adoraram o "Cantinho da leitura" onde havia livros de vários autores da AEILIJ-SP. A xilógrafa Nireuda Longobardi trabalhou sua técnica com as crianças e a ilustradora Luna Vicente montou uma exposição com alguns originais feitos de massinha.




Fabio Sgroi e Nireuda


















Gilberto Marchi




































Nireuda





















Fabio, Marchi, Regina Sormani, Luna Vicente e Nireuda


Vice-Versa de Abril de 2009

Terça-feira, 31 de Março de 2009

























Tânia Martinelli pergunta para Telma Guimarães:

1- “Rita está crescendo” é seu primeiro livro juvenil. Você estava começando sua carreira literária e já de cara estreou com um livro que fez, e ainda faz, tanto sucesso. Hoje há muitos livros falando das transformações na adolescência, mas em 1989, ano da 1ª edição, isso não era muito comum, certo? Acredita que tenha escrito o livro por sentir falta de uma literatura mais envolvente para o adolescente?


Na verdade “Rita está crescendo” é o meu próprio diário, as coisas que eu pensava, fazia, quais eram as minhas “neuroses” de adolescente. Meus filhos estavam entrando na adolescência e percebi que as dúvidas e as encucações eram as mesmas daquela época. Então reli meus diários e depois de dar umas boas risadas, reescrevi de forma mais moderna. Claro que só isso não bastava. E aí entra a criatividade do autor, com uns “molhinhos”, umas graças, enfim.

2- Como divide seu trabalho entre tantas publicações diversas: livros de literatura, didáticos, dicionários, livros em inglês e espanhol, além das palestras que costuma fazer?

Bem, Tânia, como Inglês é a minha segunda língua (fui professora de Inglês e aluna de intercâmbio nos Estados Unidos), acho uma delícia escrever nesse idioma. Normalmente faço as duas coisas no mesmo dia, Português e Inglês. É um exercício bom pra caramba, pois enquanto trabalho, estou em dia com a Língua Inglesa e ainda, de quebra, aprendo expressões novas, gírias, phrasal verbs. Compro muitos livros em Inglês e com isso, aproveito para ver o que há de novo por aí afora.

3- Você foi professora durante muitos anos. Acredita que o contato com os adolescentes foi um ponto importante ao se tornar uma autora para esse público?

E como! O “Redações perigosas”, por exemplo, nasceu na sala de aula. Uma pena eu ter pedido a exoneração de meu cargo, mas eu não conseguia mais conciliar as duas coisas: livros e alunos. Além do mais, o salário era terrível. Infelizmente, nada mudou até hoje.


4- Bote a boca no trombone: o que mais a incomoda na profissão?

• Pedido de livro para doação (tudo bem que a minha casa tem jeito de Casa da Mãe Joana, mas as pessoas pensam que ganhamos rios de dinheiro e rios de livros e daí vem o abuso). Normalmente eu faço doações, sim, mas para as entidades, ONGs que precisam mesmo.
• Escola que ao receber um livro para análise, encaminha-o para a biblioteca devidamente carimbado. Depois manda cartinha aos pais dizendo que “comprou livros para o acervo...”
• Escola que resolve “aproveitar” a sua visita e insiste que fale com os alunos que “nunca te viram, nunca te leram” e nem sabem o que você está fazendo ali.
• A demora na leitura de originais. Não só com os meus textos, não. Mas a lentidão na leitura de autores novos, criativos. Tem tanta gente boa sem oportunidade!
• Chamar livro infantil de “livrinho”.


















Telma Guimarães pergunta para Tânia Martinelli:


1- Eu e minha neta Júlia amamos o “Pontos na barriga”. Quando você pensou no texto já sabia começo, meio e fim ou as idéias foram surgindo durante o andamento da história?

Eu tinha a ideia principal na minha cabeça: escrever a história de um menino que perguntava demais e ao mesmo tempo brincar com os sinais de pontuação. Mas não sabia como a história terminaria ao certo. Ela foi acontecendo. Em muitos livros meus é assim: tenho uma sinopse na minha cabeça (e no papel também), mas muita coisa vai surgindo no meio do caminho.

2- Alguma ilustração a deixou descontente? Se afirmativo, havia pensado num outro traço? Costuma indicar ilustradores?

Já aconteceu, sim. Por exemplo, antes de o “Pontos na barriga” ter a ilustração que tem, a editora havia escolhido um outro ilustrador e me enviado alguns esboços para eu avaliar. Não gostei do traço, tinha pensado o Filipe de um jeito mais solto, mais moderninho e ele estava tão, tão formal! Então, pedi para que trocassem. E aí eu gostei. Num outro livro aconteceu de o ilustrador não fazer a personagem (e mais alguns detalhes) do modo como estava descrito no texto. Mas ainda bem que deu tempo de consertar. Às vezes, indico algum ilustrador, mas geralmente é a editora quem indica.

3- Que tipo de pesquisa fez para escrever “A rua é meu quintal”? Alguma coisa mudou em você depois que escreveu a história?

A rua é meu quintal nasceu da minha experiência de professora numa escola da periferia de Americana, cidade onde moro. Alguns alunos faltavam muito às aulas para ficarem na rua pedindo esmolas. Conheci professores que tentavam ajudar, conheci pais que não davam a mínima se o filho faltava ou não, convivi cara-a-cara com essa realidade e não foi fácil. Escrever esse livro foi um jeito de eu colocar para fora minha indignação por ver tantas injustiças e também um jeito de mostrar que as coisas podem ser diferentes se você lutar para isso.

4- Escreve a mão ou utiliza o computador o tempo todo? Anota muito? A Tânia que a gente não conhece é.....


Sem dúvida, o computador. Só sei trabalhar assim. Mas fico com papel e caneta do lado anotando coisas: títulos dos capítulos, cenas, personagens ou mesmo alguma ideia que tenho que guardar para mais tarde. Um monte de rabiscos que depois de terminada a história vão direto para a lata do lixo.
A Tânia às vezes é bem introspectiva, na dela, fica pensando, pensando... buscando um sentido. Não é de puxar papo nas salas de espera de médicos, na fila do supermercado ou em qualquer outra. Fica achando que tem ainda tanta coisa para alcançar, que se esquece de ver aquilo tudo que já alcançou. Apesar disso, agradece sempre a cada conquista. Mas que fica sempre querendo mais... ah, isso fica.

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MAIS UMA ENTREVISTA
Eu ea escritora Telma Guimarães tivemos um bate-papo sobre literatura e nossas carreiras. A entrevista está neste blog da - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Leia aqui.
Postado por Tânia Alexandre Martinelli às 1 de Abril de 2009 14:23

Vice-Versa de março de 2009

Domingo, 1 de Março de 2009




























Nireuda Longobardi entrevista Luna Vicente

1. Luna, fale um pouco sobre sua trajetória como ilustradora, e qual foi o seu primeiro livro ilustrado?
Comecei a trabalhar com ilustração em 97 para o mercado publicitário, a convite de um diretor de arte que me encomendou várias peças em massinha de modelar para ilustrar um vídeo institucional de um banco. Nessa época eu morava em Curitiba e há muitos anos vinha me dedicando à cerâmica na arte-educação e fazendo miniaturas. Pesquisei sobre ilustradores que usam técnicas tridimensionais e outras diferentes do desenho, da pintura e da gravura e conheci muitas possibilidades. Fiz curso de escultura em papel e oficinas de animação. Criei objetos de cena, cenários e maquetes para vídeo além de ilustrações para mídia impressa. Já o meu primeiro trabalho de ilustração para livro, aconteceu em 2001 para “Cadê Clarisse?”, de Sonia Rosa. Sonia fez história para os três filhos: Clarisse, Rui e Igor, e me deu a honra e a responsabilidade de ilustrar as três. A de Igor estará em breve nas livrarias. Já ilustrei vários livros com massinha e continuo trabalhando nas duas áreas, editorial e publicitária.

2. Além da modelagem, que outras técnicas você desenvolve? Como você começou a fotografar as suas peças?
Crio com técnicas que possibilitam o volume e a tridimensionalidade. Recorte e colagens com papel, tecido, papel machê, assemblage, origami, madeira. Este ano estou retomando à cerâmica, que é a minha paixão, e pretendo trazê-la para o trabalho de ilustração. A fotografia é um namoro antigo... Quando cursei a faculdade era uma das disciplinas, e na época (fins de 80) existia somente a analógica, aprendi inclusive revelação e ampliação. Fiquei tão empolgada que queria transformar o banheiro de serviço do apartamento dos meus pais em laboratório. Eu sempre acompanhei as sessões de fotografia e ainda acompanho esse trabalho (se for executado por outro profissional). Isso me possibilitou conhecer algumas técnicas e querer explorar os recursos da fotografia como linguagem. Fiz cursos de fotografia digital e iluminação em estúdio e adquiri os equipamentos necessários. Atualmente, eu mesma realizo o trabalho fotográfico. Hoje, a fotografia está apenas registrando as cenas, mas tenho outros planos para ela também.

3. É gostoso saber sobre o processo de criação do artista. Como é o seu? O que te inspira na produção de seus personagens?
Quando recebo o texto para ilustrar, leio muitas vezes. Marco palavras e trechos. Identifico a idéia geradora da história e o que é importante ressaltar com imagens. Gosto das entrelinhas, do silêncio, daquilo que não foi dito. Dependendo do texto, busco informações através de pesquisas em várias fontes. Quando preciso de referências visuais, se possível, fotografo. Defino a técnica que utilizarei (se já não estiver previamente definida pelo editor). Quando crio, penso também na fotografia, imagino o clima que posso expressar com a luz, ou como, por exemplo, um enquadramento poderá revelar uma situação. E outras possibilidades. Projeto o livro construindo um boneco onde desenho a lápis as ilustrações, no tamanho que será impresso. Depois de aprovadas, faço um levantamento dos materiais necessários para a confecção das artes e também um estudo das cores que serão usadas. Aí, produzo as artes. No caso da modelagem, se possível confecciono já no tamanho que aparecerá na página. Tenho sempre um estoque de todas as cores de massa de modelar, e compro em embalagens de 500g cada cor. Por último, vem a fotografia. Faço algumas fotos de uma arte e envio para aprovação. Recebendo o ok, fotografo o restante. Muitas pessoas e coisas me inspiram: a criança que eu fui, meus irmãos, meu filho, minhas sobrinhas, as pessoas nas ruas, as que convivem ou conviveram comigo, lugares, sensações. Trabalho ouvindo músicas do mundo e vendo os passarinhos brincarem na água que coloco na varanda pra eles. Uso todos os sentidos para aguçar minhas idéias.

4. Obrigada, Luna! Agora ponha a boca no trombone...
Não vou me estender sobre o assunto, mas quero registrar aqui que estou com os colegas que buscam sempre termos justos para os contratos de utilização das ilustrações que criamos. Somos autores das imagens e não podemos abrir mão dos nossos direitos. Quero reclamar sobre o curtíssimo prazo que muitas editoras impõem para o trabalho de ilustração e sinto na pele quando se trata da técnica de modelagem. É uma técnica que requer além de todo o processo de trabalho de uma técnica bidimensional manual, ainda o trabalho de modelagem e fotografia. Se as editoras têm uma programação anual do que será editado, por que o arrocho? E quero elogiar a atitude de pessoas sempre dispostas a repartir o conhecimento e a experiência que possuem.
















Luna Vicente entrevista Nireuda Longobardi

1.Nireuda, além do desenho e da pintura, você trabalha com a xilogravura. O que a levou optar por essa técnica?
Eu sempre gostei muito de desenhar. Na escola, adorava as aulas de Educação Artística; lembro muito do meu primeiro professor de Artes da 5ª série (atual 6º ano) Prof. Wilson. Além de professor, ele era ilustrador de livros infantis e, muitas vezes, ele levava o trabalho que estava desenvolvendo para mostrar aos alunos. Achava tudo aquilo lindo e, ao mesmo tempo, mágico. Era muito bom poder observá-lo desenhando. Essas lembranças estão vivas em minha memória. Quando exponho os originais para as crianças, elas ficam fascinadas. Estudei Desenho Artístico e Publicitário e fiz Educação Artística e Habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, e foi lá, na aula de gravura, que tive o meu primeiro contato com a xilogravura, com o querido professor Rampazzo. Fui professora de Ed. Artística, Desenho Geométrico e História da Arte. Comecei a ilustrar livros e a me dedicar à xilogravura em 2002, no I Cordel da Cortez, onde conheci xilógrafos e poetas de literatura de cordel, e aí surgiu o convite para ilustrar a primeira capa de cordel com a técnica da xilogravura. A partir de então, não parei mais. A Cortez me convidou a participar do projeto com oficinas de gravura para crianças e este ano será o 7º Cordel da Cortez.

2.Você é uma pessoa bastante preocupada com questões relacionadas ao meio ambiente e especializou-se em Educação Ambiental. Como isso se manifesta no seu trabalho como ilustradora e arte-educadora?
Sempre me preocupei com o meio ambiente. Tenho três filhos, a Danielle, a Gabrielle e o Alexandre. Somos responsáveis pelo nosso planeta e o vejo como uma parte de nós. Temos que nos preocupar com a herança que estamos deixando para os nossos descendentes, o que estamos sentindo na “pele” é muito suave. Precisamos fazer algo para amenizar os efeitos. Existe esperança, pois as crianças de hoje estão crescendo com uma consciência mais ecológica e as escolas estão trabalhando desde o pré com esse enfoque; o caminho realmente é a educação. Foi na sala de aula que surgiu a ideia de desenvolver um livro unindo arte e ecologia e, para me aprofundar, resolvi fazer especialização em Educação Ambiental. Pretendo unir no meu trabalho ecologia, arte e cultura popular. Nas oficinas de arte, utilizo materiais que possam ser reaproveitados, como por exemplo: retalhos de mdf, compensado, madeira de demolição, jornais, revistas, caixas, tecido, garrafas etc.

3.Você tem algum projeto autoral que gostaria de ver concretizado?
Sim, este ano será muito bom. Está no prelo o livro “Mitos e Lendas do Brasil em cordel”, Editora Paulus, com previsão para este semestre. A matriz em xilo que ilustra o Vice-Versa faz parte do livro e a imagem é Mani da “Lenda da Mandioca”. O projeto do livro sobre arte e ecologia foi aprovado, mas, devido à crise está sem previsão de edição. Tenho alguns projetos já finalizados em parceria com a Rosana Rios, o livro “Escolha seu dragão”, e com a Eliana Martins e o César Landucci, o livro “Elos da corrente”.

4.Boca no trombone! Queremos ouvi-la!
Já aconteceu comigo e acho que também com muitos da AEI-LIJ. É uma falta de respeito com o ilustrador quando recebemos o livro pronto e observamos que as ilustrações e até mesmo as cores não estão como na arte original. É preciso que haja um acompanhamento do início ao fim do projeto.
Agradeço à nossa diretora da Regional da AEI-LIJ de São Paulo, Regina Sormani, pelo carinho e pela dedicação.




* Luna, foi ótimo conhecer o seu estúdio, fiquei encantada com seu trabalho, que é riquíssimo e cheio de detalhes. Dentre os livros que você ilustrou, amei a coleção “Conhecendo o Ateliê do Artista”, Editora Moderna; e, por coincidência, notei que um dos livros desta coleção é sobre gravura. Foi então que surgiu a ideia de fazer uma foto, juntando a modelagem, que pertence a este livro, com uma bancada com todos os assessórios necessários para a confecção de uma xilogravura e, ao fundo, uma matriz de xilogravura minha (Mani da lenda da mandioca) que faz parte do livro “Mitos e Lendas do Brasil em cordel”, Editora Paulus, (no prelo). O resultado ficou bem legal.
Postado por AEI-LIJ-SP