sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Vice-Versa de Setembro de 2009

Terça-feira, 1 de Setembro de 2009














O Vice-Versa de Setembro traz a diretora Thelma Travaini e a professora de Língua Portuguesa Elaine Sormani. Ambas atuam em escolas no interior do estado de São Paulo.














THELMA PERGUNTA PARA ELAINE:

1º) Quando e onde você iniciou sua carreira profissional e por que decidiu ser professora?
Sou professora efetiva na Escola Estadual “Prof. Farid Fayad”, em Agudos, na disciplina de Português, desde 1998. Fui professora contratada e após concurso, me efetivei na escola em que estou até hoje.
A Escola Estadual “Farid Fayad”, inaugurada em 1976, abriga cerca de 400 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 200 alunos do Ensino Médio.
Iniciei minha carreira de professora lecionando na E. E “João Batista Ribeiro”, como professora eventual, enquanto cursava a faculdade. Durante toda minha vida sempre tive vontade de ser professora. Mesmo estudando piano, nunca me passou pela cabeça ser outra coisa.

2º) Que tipo de livro os alunos de 11 a 17 anos gostam de ler?
Não é tão simples conseguir que os alunos se interessem por livros de autores nacionais.
Eles querem conhecer os livros da moda, tipo Harry Potter, Amanhecer, Marley, Lua Nova, etc... Além disso, sempre utilizamos alguns recursos tais como filmes, contação de histórias e grupos de teatro para despertar o interesse do aluno pela leitura. No Ensino Médio, os alunos que vão prestar vestibular demonstram interesse em ler os livros que são indicados para as provas.

3º) Os livros de literatura adquiridos pelo Governo do Estado de São Paulo estão de acordo com o gosto dos alunos?
Os livros chegam em kits, destinados a uma determinada série. Pudemos verificar que a maioria não é do gosto do aluno e tais livros não correspondem à realidade vivenciada pelo aluno do interior.

4º) Você gostaria de aproveitar este espaço para fazer alguma crítica ou elogio?
Gostaria de elogiar o trabalho dos profissionais da AEI-LIJ SP e a dedicação da sua coordenadora regional Regina Sormani.
Obrigada pela oportunidade.
















ELAINE PERGUNTA PARA THELMA:

1ª) Fale sobre sua vida profissional
Sou Diretora efetiva da Escola Estadual “João Batista Ribeiro”, na cidade de Agudos, estado de São Paulo. Escola que abriga cerca de 300 alunos do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e 500 alunos da 1ª a 3ª série do Ensino Médio.
A Escola Estadual João Batista Ribeiro foi inaugurada em 1950, apenas como Ginásio. Mais tarde passou a ter Curso Normal, Colegial, Técnico em Contabilidade, Técnico em Administração, Técnico em Secretariado e Supletivo. Em 1998 a escola possuía cerca de 2000 alunos.
Na rede estadual iniciei como substituta efetiva, depois como eventual e mais tarde como admitida em caráter Temporário. Em 1980 prestei concurso e me efetivei. Como professora efetiva de Matemática, lecionei nas cidades de Osasco e Mineiros do Tietê. Trabalhei como Assistente de Planejamento nas Delegacias de Ensino de Bauru e de Lençóis Paulista. Em 1988, prestei o concurso para o cargo de diretor de escola e me efetivei na cidade de Macatuba. Desde 1993 sou diretora da E.E. João Batista Ribeiro, em Agudos. São 32 anos dedicados à educação.

2ª) Qual a diferença entre os pequenos leitores de sua época e os de hoje?
Naquela época não existia computador, internet, celular, etc... A TV chegou ao interior na década de 60. Mas, não éramos tão ligados nela, a preferência era o cinema. Quando não podíamos sair para encontrar a turma, um livro nos levava às mais fantásticas viagens.
Tínhamos muitos livros em casa, pois minha mãe lia muito. Meus pais adquiriam coleções de livros que eu e meu irmão líamos prazerosamente. Tínhamos a coleção de Jorge Amado, José de Alencar, Monteiro Lobato, José Mauro de Vasconcelos, Eça de Queiroz, Erico Veríssimo e muitos livros avulsos. Hoje, entretanto, muitos pais preferem delegar à escola a tarefa de incentivar crianças e jovens ao hábito da leitura.

3ª) A biblioteca de sua escola possui muitos livros. Ela é bem utilizada pelos alunos?
Gostaria que fosse mais usada. Porém, não temos um funcionário em tempo integral. Dependemos de uma professora readaptada que trabalha apenas no período da manhã. Os outros períodos são atendidos pelos coordenadores da escola, quando estão disponíveis. Os alunos utilizam mais a biblioteca quando os professores solicitam pesquisas ou trabalhos.
É uma biblioteca maravilhosa com mais de 10.000 livros. Antigos alunos e estudantes que vão prestar concursos estão sempre recorrendo ao seu acervo.

4º) Você gostaria de aproveitar este espaço para fazer alguma crítica ou elogio?
Na gestão anterior, o Governo enviava dinheiro para a escola e esta adquiria os livros na Bienal do Livro da vizinha cidade de Bauru. Nesta gestão, os livros são enviados em kits por série, sem que o professor seja consultado. Também na gestão anterior, o Governo enviou coleções de clássicos da literatura brasileira para que fossem distribuídos aos alunos do Curso Supletivo. Era um incentivo para que os livros fossem levados para casa e todos pudessem aproveitar.
Infelizmente, essas iniciativas não se repetiram nesta gestão.

Palavra Fiandeira

Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009




Caros Aeilijianos!
É com muita alegria que estamos inaugurando
uma nova página no blog de Sampa.
Esta é uma iniciativa do escritor Marciano Vasques,
trazendo interessantes entrevistas
e comentários que valorizarão ainda mais nosso blog.

Grande abraço,
Regina Sormani



Que Tatiana Belinky é uma doçura, todos que a conhecem já sabem disso. Rimos bastante, gargalhadas, a sua vivacidade e a palavra ao mesmo tempo serelepe e encantadora nos enfeitiça e nos diverte o tempo todo. Primeira coisa que pediu: Tire a "Senhora " das perguntas, quero tudo "Você". Nada de "Senhora". Segunda coisa: Adora simplicidade, aliás, é uma pessoa simples e amável, e sentada no sofá com o cachorrinho no colo, vai desfiando as suas histórias. Ama as coisas da memória, e diz que o "Faz de conta" existe. Para ela, o "Era uma vez" é para sempre. Diz que não quer perguntas biográficas, quer perguntas diferentes de tantas que já respondeu. Então, a questiono sobre a memória, sobre os encantamentos da sua infância, e sobre coisas, como a felicidade, o livro... Ela diz que sempre deu livro de presente para crianças, e diz que o livro ajuda, desde cedo, a criança a "aprender" o presente. Foram momentos inesquecíveis ao lado dessa querida escritora, que todos aprendemos a amar.
Com vocês, a primeira PALAVRA FIANDEIRA.

ARTISTA CONVIDADA: NIREUDA LONGOBARDI

Convidei Nireuda Longobardi para ser a artista da primeira PALAVRA FIANDEIRA. Pedi-lhe que fizesse um desenho que para ela representasse a Tatiana. E aqui está a arte da Nireuda. Nela, nossa artista convidada expõe o seu olhar sobre a nossa entrevistada. A artista plástica nos revela com seus traços um aspecto dessa escritora tão fecunda e tão querida. Com vocês:



TATIANA BELINKY POR NIREUDA LONGOBARDI





















PALAVRA FIANDEIRA

Entrevistas, conversas e com versos, encontro mensal com pessoas que amam os livros, que amam a palavra e com ela ajudam a embelezar o mundo e a vida. Pessoas que nos encantam e nos fazem compreender que a vida sempre pode ser melhor. Palavra fiandeira, tecendo fios da vida, entrelaçando sentires e sonhares, cerzindo dores, segredando poesias, soprando o alento da literatura: vidas que nos lapidam, aperfeiçoam o nosso olhar, com a sua arte, com o seu empreendimento. Enquanto edificam seus sonhos, despertam em nós a lembrança de que tem algo além do cotidiano que às vezes nos sufoca, tem algo grandioso, além da opressão de uma época de valores conturbados e alienantes. Tem algo que se escreve, que acontece quando abrimos um livro, algo que solicita os "olhos de ver", sim, pois eles são necessários, como bem disse a nossa primeira entrevistada.
Marciano Vasques,
15 de Agosto de 2009, Sampa























ENTREVISTA COM TATIANA BELINKY

1. Tatiana, quero que você comece falando de uma passagem divertida da sua infância.

TATIANA: Criança às vezes inventa amigos invisíveis. Meu irmãozinho tinha um amigo assim, invisível. O nome dele era Bidínsula. Eu adorava ficar observando os dois sempre conversando. O meu irmão e o seu amigo. Que, aliás, virou uma história. Meu pequeno irmão Benjamim jamais poderia supor que um dia o seu querido amigo fosse virar personagem de um livro.

2.Fale de uma lembrança especial da sua infância.

TATIANA: São tantos momentos felizes e tantas lembranças importantes, mas tem uma muito especial. Quando eu era menina, bem menina, meu pai construiu um balanço num corredor da casa. E nele balançávamos, eu e meu irmão, o Abracha. Era uma delícia. Jamais esqueci daquele balanço dentro de casa. Aquele brinquedo ficou para sempre na minha memória, ele representa o afeto infinito de meu pai.

3.Diga um presente de aniversário, que para você foi inesquecível.

TATIANA: Todos os presentes são inesquecíveis, todos merecem o aplauso da memória, mas um foi por demais especial, ele transformou uma menina. A partir daquele dia passei a amar profundamente as obras de arte. Ganhei de presente uma visita ao museu Hermitage. Fiquei nele o dia inteiro, lambuzando o meu olhar com todas aquelas cores. Que aniversário encantador!

4.Você aprecia guardar objetos, faz isso com tanta dedicação, que causa uma curiosidade. Por quê guardar objetos?

TATIANA: Os objetos que guardo são preciosos tesouros da minha vida. Neles estão as lembranças de momentos inesquecíveis, por isso os quero tanto.

5. Fale um pouco das suas emoções quando chegou em São Paulo.

TATIANA: Realmente, lembro-me como se fosse hoje. Fiquei encantada diante do Viaduto do Chá, olhando perplexa e emocionada para o Vale do Anhangabaú. E o Teatro Municipal? Que coisa linda! Eu era uma menina, e estava diante de tudo aquilo, de toda aquela beleza.

6. Você já teve medo, Tatiana?

TATIANA: Não, nunca os tive, nada me bloqueava, mas, como era uma menina muito criativa, com uma imaginação muito audaciosa, adorava inventá-los. Então surgiam os seres assombrados, os mais estranhos e fantásticos, as criaturas apavorantes, só para mim. Eu as criava só para ter um medo inventado. Como eu não tinha medo de nada, fui uma grande inventora deles.

7. "O Futuro se faz com as crianças de hoje e com livros". Sim, criança quer viver o presente, mas os adultos pensam mais no futuro. Pôr livros ao alcance da criança é realmente o melhor presente para o futuro?

TATIANA: As crianças já vivem no Presente. E querem cada vez observá-lo e conhecê-lo melhor. Querem "ter" o seu mundo presente, absorvê-lo e entendê-lo. Claro que o livro as ajuda muito, e, desde cedo, a "aprender" o presente (como dádiva ao tempo). Viva o livro!

8. Muitos falam de Felicidade. Esse tema, essa coisa chamada felicidade já ocupou a mente de quase todos os filósofos. Para Tatiana, o que seria mesmo a felicidade autêntica?

TATIANA: Ninguém é "feliz" o tempo todo, nem mesmo a decantada "criança feliz". Mas ela pode ter muitos e longos momentos de felicidade, da qual nem se dá conta. "Eu era feliz e não sabia..." Mas essa felicidade é segurança, carinho, confiança, essas coisas... E quando ela brinca, ri espontaneamente, ela está vivendo um momento feliz.

9. Qual o maior benefício para uma criança quando ela ouve uma história?

TATIANA: Encantamento, interesse, concentração, emoção (rir, chorar, sentir "medo", "torcer", etc); E vontade de ouvir mais, e de ler! O livro é uma "vida paralela", o maior benefício!

10. Tudo dá história. Você disse isso. Então, considerando que, além dos piratas em alto mar, e das viagens interplanetárias, aqui, mesmo, no cotidiano, na vida simples das pessoas, tudo pode virar história, sendo assim, quanto desperdício já vivemos com as histórias que não foram contadas. Mas, se quem conta um conto aumenta o encanto, o que é preciso para se contar uma boa história?

TATIANA: Claro que tudo, mas tudo mesmo, pode dar uma história! O cotidiano é riquíssimo, é só abrir os "olhos de ver", os "ouvidos de escutar", dar atenção aos benditos cinco (ou seis, ou mais) sentidos, para "abrir a cabeça" e um dia "abrir a boca" para dar opinião (e até "pô-la no trombone", se é que me entende, Marciano!).


MARCIANO VASQUES

Fotos do evento na Livraria Cortez

Domingo, 9 de Agosto de 2009

O 1º Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil realizado no dia 08 de Agosto de 2009, no espaço da Livraria Cortez, foi um sucesso!

Aconteceram várias atividades como: oficina de massinha, contação de histórias, varal de caricaturas e demonstração de técnicas de xilogravura,aquarela, ilustração para crianças e adultos e palestras.

A Feira de Livros contou com a partipação de escritores e ilustradores da nossa regional e foi muito visitada. Lá estiveram: editores, professores, alunos de ilustração,jornalistas, leitores em geral.

Abaixo, fotos do evento.















Regina Sormani e Edson Gabriel Garcia













Trabalhando com massinha

























Varal de caricaturas e Danilo Marques


















Creusa Cândida- Contadora
















Regina Drummond, Luana e Rosana Rios














Gilberto Marchi



















Amir, Nireuda Longobardi,Gilberto Marchi,Edson G. Garcia,Regina Sormani,Manuel Filho,Nice Lopes,Danilo Marques e Mariluiza Campos












Nice Lopes- Contadora


































































Ilustrações de Luna Vicente em massinha














Nireuda Longobardi e Manuel Filho

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vice-Versa de Agosto de 2009

Domingo, 2 de Agosto de 2009



























Hardy Guedes entrevista JP Veiga

1) Caro JP! Quando conheci você, na lista de discussão da AEI-LIJ, achei que a ilustração, unicamente, era a sua praia. Depois, fiquei sabendo que você também escreve. Qual das duas artes aconteceu primeiro na sua vida e em qual delas você se sente mais à vontade?

Pois é, sou um desenhista que escreve - comecei desenhando, pintando e ilustrando. Vendi meu primeiro trabalho aos 5 anos (meu tio adorou um desenho e queria porque queria o danado!!! e eu não dei, eu "vendi!") Sempre desenhei, fiz Arquitetura e Licenciatura de Desenho e Plástica, mas nunca exerci nada disso - tive e tenho atelier de desenho. Sempre escrevi poesia e, quando fui socio de uma Editora de livros de pano, me aventurei na escrita para crianças. Acabou dando certo. Hoje escrevo e desenho, é só a ocasião pedir! Escrevo também para os chamados "adultos", como sou Diretor de Arte, escrevo discursos, roteiros, contos, romances, escrevo de tudo um pouco.



2) Quando você vai ilustrar um livro, certamente lê a história para se inteirar do tema. Depois desse primeiro passo, como surge a inspiração para desenvolver o seu trabalho? Você viaja por imagens de sua infância, por outras referências ou procura algum caminho totalmente inexplorado?

Eu leio e leio e leio e deixo de lado - aí pego papéis, monto um livrinho e vou rabiscando em cada página as idéias - rabiscando sem compromisso que não o de colocar ali as idéias; quando todo ele está pronto - definido em rabiscos e anotações, decido a técnica e começo a ilustrar. As imagens sempre são, o que costumo dizer: resultado de muita observação. Qualquer criação é a saída de uma informação que entrou. Por isso, ler é a coisa mais importante para um ilustrador - Você fantasia e vive a história que lê, aí pode viver e fantasiar a história que vai ilustrar!


3) O que você considera fundamental no trabalho de um bom ilustrador? Que “estrela” deve nortear todo aquele que quiser seguir por esse caminho?

Bem... posso dar apenas a opinião de quem leu de bula de remédios a O capital, de Luluzinha a Gil Brás de Santilhana. Li e leio de tudo, sem escolher, sem prestar a atenção ao que dizem os criticos, de uma forma atabalhoada e doida, e lá atrás, saí desenhando... Desenhei no necrotério, no parque, em todos os lugares onde ando, eu desenho - levo meu kit aquarela e, como quem fotografa, eu desenho. Acho que isso, viver a coisa, é o segredo de se seguir esse caminho. Agora, estudar, artes, técnicas, modelo vivo, escultura, gravura, todos os tipos de arte, estudar muito, isso, é mais que o caminho, é, parafraseando o doido do Raul Seixas, pelas palavras do Paulo Coelho: estudar é o inicio, o fim e os meios!



4) Finalmente, como é de praxe, fica um espaço livre para você dizer tudo o que vai na alma: as broncas, as frustrações, sem deixar de reservar um cantinho para as esperanças, os sonhos e os projetos novos.

Eu preferia falar sobre sonhos.
Eu sonho em ter de novo uma editora. Poder publicar em todo Brasil, fazer livros de ótima qualidade a preços baixos; de forma a que mais crianças possam ter acesso à boa escrita e bom desenho. De maneira que, não se precise torcer para entrar num pacote de compra do governo para sobreviver. Eu sonho em poder, talvez, juntar amigos daqui da nossa turma e fazer uma editora que valorize o autor e o ilustrador de uma maneira única! e com isso a produção ser a melhor possível. Eu sonho em poder trabalhar de novo recebendo textos, ilustrações, preparando livros. Eu sonho mesmo...























JP Veiga entrevista Hardy Guedes


1) - O que te levou ao universo infantil? A trabalhar para crianças?

R - De certa forma, nada me levou ao universo infantil. Ele permaneceu em mim, especialmente porque tive uma infância feliz, divertida, cheia de brincadeiras vividas, inventadas... A vida, a necessidade de sobreviver e se sustentar, a pressão para tornar-se adulto não-raro adormece a criança dentro de todos nós. Redescobrir ou despertar a nossa eterna criança interior talvez seja uma das coisas mais necessárias, para se melhorar o mundo. Penso que só materializei essa “redescoberta” quando nasceram as minhas filhas. O meu lado compositor me levou a compor canções para elas e, um pouco depois, a escrever.

2) - Como é isso de compor uma música ou escrever uma história? Quando você tem uma idéia, o que você tem junto a essa idéia - fazer um livro ou compor uma música?

R - Compor, para mim, é um dos atos mais espontâneos, eu creio. É que desde criança, ouvia muito a Rádio Nacional e sempre me fixava mais no compositor (especialmente nas letras), do que na música e no intérprete. Acho que sempre tive uma ligação forte com a PALAVRA. Por incrível que pareça, quando toquei pela primeira vez as cordas de um violão, eu disse pra mim mesmo que seria compositor. Durante muito tempo, me dediquei exclusivamente à música, embora eu nunca tenha estudado. Passei a escrever mais tarde. Acho que a diferença entre a música e o conto reside no fato de uma canção ter um formato mais compacto, mais direto, onde é preciso dizer-se muito com poucas palavras. No conto, não é preciso se economizar tanto nas palavras, mas deve-se, também, viajar no espaço das folhas, acrescentando caminhos, oferecendo atalhos; mantendo-se, sempre, um ritmo, como na música, para a leitura ser agradável. A temática, normalmente, está atrelada à necessidade que tenho de dar opinião sobre tudo e de extravasar o que sinto. Quando tenho uma idéia, por incrível que pareça, ela já chega pré-determinada: isso vai ser canção, isso vai ser livro.

3) - Como é trabalhar sendo Editor, Músico, Escritor, Empresário... Como é essa coisa de estar em todas as posições, conhecer todos os lados de um livro, de uma música, de uma gravação, impressão! Como fica você no meio disso?

R - Eu encaro bem tudo isso. Acho até interessante, porque não faço uma coisa só o dia inteiro. Embora eu seja uma pessoa sossegada exteriormente, intimamente sou muito agitado. Estou sempre pensando em algo novo e sempre em busca de novidades que me encantem. A minha idéia, ao me atirar no mercado editorial, foi a de sempre criar produtos que possam levar as informações culturais que julgo importante para as crianças e para as escolas. Mas com pouco capital é complicado. Acredito que o grande problema do Brasil é cultural. O dia em que as escolas transmitirem mais CULTURA e menos conteúdos programáticos, a educação estará salva. Principalmente se destacarem a CULTURA BRASILEIRA, para que possamos formar um caráter nacional e nos transformarmos, verdadeiramente, numa NAÇÃO. Sem abrir mão, é claro, da troca de informações com as culturas dos demais países, porquanto é enriquecedora. Mas é preciso haver uma triagem.

4) - Sei que, a todos nós que trabalhamos no meio editorial (seja escrito ou tocado) a pirataria afeta diretamente... O que você vê como saída? Bem, essa era pra ser a pergunta boca no trombone, mas não resisti em saber suas idéias a esse respeito! Pode falar o que quiser!!!

Analiso a pirataria em duas frentes:

1) No caso dos livros, à exceção dos sites que podem disponibilizar os livros “de grátis” ou cobrando, não vejo representatividade nas xerox. O custo das cópias coloridas é muito caro e não vale a pena pra ninguém.

2) No caso dos CDs e DVDs, a culpa é dos altos impostos, da legislação, que não abre o mercado para a regionalização e das próprias gravadoras. Há 25 anos, tento encontrar um deputado federal ou senador que apresente uma proposta tornando obrigatória a execução de músicas gravadas em cada estado, nas rádios do próprio estado. Penso em 25%. Isso além de gerar mais trabalho e renda em cada região do Brasil, se complementado pelo incentivo à criação de cooperativas, iria tornar os músicos empresários de si mesmos. Cada um fiscalizando a sua região e combatendo a pirataria com força e com um número razoável de “fiscais”. Mas as grandes gravadoras não têm interesse em dividir o mercado legalmente. Pelo jeito, devem lucrar com a pirataria, pois é assim que preferem trabalhar.
A idéia da cooperativa vale também para os autores.

Evento na livraria Cortez

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009


Convite e programação para o evento na Cortez
A AEILIJ-SP convida para a Feira de Livros,
palestras, bate-papo com escritores e ilustradores
que irá acontecer no dia 8 de agosto de 2009.

Abaixo seguem convite e programação.
















I Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo, acontece na Livraria Cortez


Onde: Livraria Cortez
Rua Bartira, 317 – Perdizes
Quando: 08 de agosto (sábado) das 10 às 18 horas


Informações:
Livraria Cortez – (11) 3873-7111 ou www.livrariacortez.com.br
AEI-LIJ SP – (11) 9315 9549, com Regina Sormani ou http://aeilijsp.blogspot.com

Organizado pela Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo (AEI-LIJ SP), acontece no próximo dia 08 de agosto de 2009 o I Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo.

Com a realização da Livraria Cortez, o evento terá uma Feira de Livros, com a presença de escritores e ilustradores.
Palestras, bate-papo com autores, oficina de modelagem.
Haverá também várias exposições: de ilustrações realizadas em massinha e artes-finais de livros infantis, demonstração de técnicas de xilogravura , ecoline e aquarela, varal de caricatura e contação de histórias.
A Feira de Livros vai proporcionar aos visitantes encontros agradáveis com diversos nomes da nossa literatura Infantil e Juvenil, entre eles: os escritores Edson Gabriel Garcia, Rosana Rios, Manuel Filho, Januária Cristina, Mariluiza Campos, Marciano Vasques, Regina Sormani, Fábia Terni e os ilustradores: Fábio Sgroi, Luna Vicente, Danilo Marques, Nireuda Longobardi, e Gilberto Marchi, que estarão autografando seus livros, das 10 até as 18 horas.

Apoio: Casa do Artista e Acrilex

Programação Completa:
Entrada Franca

10 Horas — Gilberto Marchi, ilustrador convidado da Sociedade dos Ilustradores do Brasil (SIB), fará demonstração de técnicas de aquarela e ecoline, explicando como ilustrou os livros: “Quem tem medo do porão?” e “Uma história do outro mundo”, da autora Regina Sormani, Cortez Editora. A artes-finais estarão expostas no espaço da livraria.

Indicação: para toda a família

11 Horas — A escritora Regina Sormani conversará com o público, falando sobre seus livros e introduzindo o tema : A personagem conta a história. A contadora de histórias Nice Lopes, vivenciará uma das personagens do livro: “Quem tem medo do porão?” A história é interativa, o público poderá participar.

Indicação: para toda a família

13 Horas — Palestra com o escritor e ilustrador Fábio Sgroi - O processo de criação do livro: "Ser humano é...", editora Mundo Mirim.

Indicação: para toda a família

14 Horas — Luna Vicente irá expor suas ilustrações em massinha de modelar e oferecer uma oficina de modelagem para crianças.

Indicação: para toda a família

15 Horas — Contação de história com Creusa Cândida - Histórias de Malasartes- Sopa de pedras. Creusa ensinará as crianças a confeccionar e jogar as “Três Marias”

Indicação: para toda a família.

16 Horas — Rosana Rios fará um bate-papo com os leitores.

Indicação: a partir dos 14 anos

17 Horas — Palestra A poética da Literatura Infantil na Alfabetização para o Mundo com o escritor Marciano Vasques.

Indicação: a partir dos 14 anos


Durante todo o dia do Evento

Feira de Livros, com a presença dos escritores: Edson Gabriel Garcia, Rosana Rios, Manuel Filho, Januária Cristina, Mariluiza Campos, Marciano Vasques, Regina Sormani e Fábia Terni.

Exposição do Processo de Execução da técnica da Xilogravura. Ilustradora Nireuda Longobardi.

A Exposição dos ilustradores: Danilo Marques, Fábio Sgroi, Gilberto Marchi, e Luna Vicente



Informações sobre a Associação de Escritores e
Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEI-LIJ)

A AEI-LIJ, é uma Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil que em 2009 completa dez anos. Ela surgiu em 30 de junho de 1999. Uma das motivações para a criação da AEI-LIJ foi a importância dos autores se reunirem para fortalecer a classe.
As regionais cresceram, e hoje são 11 estados participantes. A escritora Anna Cláudia Ramos e o escritor e ilustrador Maurício Veneza, são a presidenta e o vice-presidente da AEI-LIJ, eleitos para o biênio 2009/2011. O site da associação é: www.aeilij.org.br
Regina Sormani é eleita coordenadora da regional São Paulo da AEI-LIJ para o biênio 2009/2011. O endereço do blog de Sampa é: http://aeilijsp.blogspot.com


MGA Comunicações — Assessoria de Imprensa da Livraria Cortez e do I Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil de São Paulo
Jornalista: Marilu G. do Amaral (mtb 14.830)
www.mgacomunica.com.br
Fone: (11) 2991-2934 ou 9127-5268
E-mail: imprensa@livrariacortez.com.br

Biblioteca Brasiliana

Segunda-feira, 8 de Junho de 2009


Biblioteca Brasiliana


Está sendo construída a Biblioteca Brasiliana, com acervo de 17000 livros de língua portuguesa, doados à USP, pelo empresário José Mindlin.
digite o link:

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1036116-7823-SAO+PAULO+GANHA+BIBLIOTECA+DE+PRECIOSIDADES,00.html

Entrevista com Marciano Vasques

Terça-feira, 23 de Junho de 2009













Entrevista dada por Regina Sormani ao escritor Marciano Vasques para o Jornal Da Zona Leste, em São Paulo.