domingo, 13 de setembro de 2009
Como tudo começou...
Transcrevo aqui texto importado do meu blog http://vivaolivroinfantil.blogspot.com, explicando como surgiu a idéia da formação do 1º blog. Neste momento, estamos inaugurando o 2º, o AEILIJ PAULISTA, que pretende ser mais ágil, com novas páginas e muito mais informação. Quero agradecer a participação de todos que colaboraram e solicitar que continuem nos prestigiando.
Um grande abraço a todos,
Regina Sormani
coordenadora AEILIJ SP
Terça-feira, 18 de Março de 2008
Convite aos associados AEI-LIJ SP
Convido os associados da AEI~LIJ SP para um encontro dia 02 de abril de 2008 a partir das 17,30hs, na Assembléia Legislativa, entrada pela rua Sgtº Mario Kosel primeiro andar, auditório Teotônio Vilela, Ibirapuera.
Durante o encontro, serão abordados os seguintes temas:
- como reativar o programa - O escritor nas bibliotecas
- ítens contratuais tais como a venda especial de livros infantis
- escolha de um(a) escritor(a) ou ilustrador(a) para ser homenageado(a) em 2008
- estudar a viabilidade de formatar um blog que divulgue os associados SP
- outros assuntos oportunos
Aguardo a presença de todos!
Abraço grande da Regina
Postado por Regina Sormani às 12:32
Pé de Meia Literário
Parabéns e muito sucesso!
Diz o adágio popular: vivendo e aprendendo. Acrescento: vivendo, aprendendo e se surpreendendo. Pois é, quando pensamos que já vimos tudo ou quase tudo, eis que aparece alguma coisa e nos surpreende, pela beleza, pelo envolvimento, pela paixão, pela dedicação.
Assim aconteceu comigo ao ser convidado para participar do projeto VITRINE DE LIVROS, concebido, organizado e posto em prática pelas meninas da Casa de Livros. Confesso que eu já tinha ouvido falar do projeto, mas ainda não tinha participado, como escritor, com um dos meus livros sendo o objeto da tal vitrine.
O projeto acontece mais ou menos assim ( o mais ou menos é por minha conta): um livro é escolhido e as crianças de uma escola convidada lêem o livro. Depois da leitura, as crianças deitam e rolam com o livro, fazem e acontecem... e montam uma vitrine (vitrine, mesmo, de verdade, de vidro, enorme, uma parede da livraria) com todo tipo de artes e artimanhas: ilustrações, fotos, objetos, painéis, varal, etc. Tudo pertinente ao livro e à leitura do livro.
Depois disso, num dia, geralmente um sábado de manhã, marcado e previamente combinado com a escola, as crianças e com o autor do livro, ocorre um encontro festivo na livraria, com entrevistas, autógrafos, fotografias e inauguração da vitrine, que permanece em exposição durante uma semana.
Parece brincadeira, mas a natureza também entra na combinação e inaugura sempre um dia bonito.
O projeto é tão apaixonante que eu sugiro aos colegas escritores e ilustradores e às colegas escritoras e ilustradoras que não esperem um convite, mas que se apresentem para as meninas da Casa de Livros e se ofereçam para este evento.
Vocês vão adorar e entender porque o projeto Vitrine de Livros, da Casa de Livros (Rua Capitão Machado, 259, Chácara Santo Antonio, São Paulo – Telefones 51898080 e 5185 4227) faz parte do nosso pé de meia literário.
Sampa, setembro de 2009
Edson Gabriel Garcia
sábado, 12 de setembro de 2009
Estamos inaugurando a página Mural no blog AEILIJ PAULISTA. Nela serão postadas: notícias sobre lançamentos de livros, exposições, eventos, cursos, etc. O Mural ficará sob a responsabilidade do ilustrador Danilo Marques.
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DESTAQUE NO BLOG DO GALENO:
Canto & Encanto da Poesia
Lá estão os poemas que esperam ser escritos, reescritos, lidos e treslidos. Chega mais perto, pois, e contempla as palavras de Regina Sormani, poetisa de sete, de setenta, de mil faces, com sua candura espraiada no texto Quem sou eu?. Canto & Encanto da Poesia é a nova página desta autora, dedicada a poetas e poemas, no portal AEILIJ Paulista.
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EXPOSIÇÃO DE LIVROS RAROS DE MONTEIRO LOBATO:
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BLOG DO GALENO: "AEILIJ Paulista, um blog para todos e para tudo"
Um espaço para ficar em silêncio com a palavra. Onde dá para ouvir o coração de quem escreve e entrar na alma, no labirinto de quem se deixa ler. Este é o blog AEILIJ Paulista, que já está entre as grandes varandas da literatura, por onde passam belos autores com suas histórias e indagações. Se você é desses ou dessas que não perdem a oportunidade de se surpreender, dê uma passeada por lá."
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· SENAC
FONE: (11) 3475-2200
· EXPOSIÇÃO
Centro Universitário Maria Antonia
Prédio Joaquim Nabuco
R. Maria Antonia, 258
Vila Buarque
Esta é "Monanelore" de Gilberto Marchi, grande colaborador em todos os trabalhos da AEI-LIJ paulista em seus eventos e batalhas.
A ilustração é para anúncio da Associação dos Criadores de Gado Nelore.
Agêcia Z+.
Direção de arte: Paulo Pejon.
Técnica: Lápis de cor Supracolor e lápis Wolf, sobre papel Fabriano Cotton.
A obra é um dos destaques da Exposição do Ilustra brasil 6.
· PALESTRAS
Auditório Senac Consolação
R. Dr. Vila Nova, 228 – térreo
Consolação
Centro universitário Maria Antonia
Prédio Rui Barbosa
Salão Nobre – 3º andar
Rua Maria Antonia, 294
Vila Buarque
OFICINAS
A Casa do Artista
Al. Itú, 1012
Jardins
F. (11) 3088.4191
De 14/09 a 16/10
Abertura: 14/09 - 20h
Coquetel e abertura da exposição de associados SIB
LOCAL: Prédio Joaquim Nabuco, Centro Universitário Maria Antonia
Sábados, domingos e feriados das 10h às 18h.
Onde: Centro Universitário Maria Antonia
Prédio Joaquim Nabuco
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20 ANOS DO JORNAL LINGUAGEM VIVA
Segue o convite para a solenidade em comemoração ao aniversário de 20 anos do jornal Linguagem Viva - único literário no País que nunca interrompeu a periodicidade mensal e manteve o número de páginas.
Conto com sua presença.
Com o abraço da Rosani Abou Adal
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Queridos amigos,
Divido com vocês a alegria de mais 2 livros infantis que acabam de chegar. Penas pro ar, que conta a história de uma franguinha muuuuito revolucionária e Fantasma equilibrista que fala sobre os medos de um menino de 8 anos (ele acaba tendo de carregar esse fantasma na cabeça por um bom tempo, coitado).
Vejam no meu blog!
Beijo a todos!
Tânia
Editora Positivo, 2009, 32 páginas
2º e 3º anos
Susi é uma franguinha cheia de iniciativa que acompanha a mãe numa visita a parentes num outro terreiro e conhece um galo mandão, folgado, arrogante, autoritário e sem nome (porque lá ninguém tinha nome). A visita de Susi causa um tremendo alvoroço, pois ela resolve conversar com as galinhas e contar como é que as coisas funcionavam no seu galinheiro. Muito, mas muito diferentes.
http://www.editorapositivo.com.br/
tel. 0800 723 68 68
Editora Positivo, 2009, 40 páginas
A partir do 3º ano
Ricardo é um menino de 8 anos que adora dinossauros e está prestes a se mudar de escola. Com medo de viver essa nova experiência, começa a sentir estranhas mudanças dentro de si e passa a ser atormentado por um fantasma equilibrista, que se senta bem em cima da sua cabeça, não lhe dando mais sossego.
http://www.editorapositivo.com.br/
Tel. 0800 723 68 68
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CENTRO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Uma iniciativa do Viva São Paulo, é um espaço criado para fomentar pesquisa, estudos e realizar cursos de difusão cultural que contribuam para a sustentabilidade da entidade, difundindo a arte de contar histórias. A programação envolve aulas sobre arte, teatro e música e aperfeiçoamento da arte de contar histórias, temas ligados à atividade do Viva.
Oficina - Contando histórias com objetos
com Marília Tresca
15 de setembro - Terça-feira
das 18h45 às 21h45
Caso tenha interesse, favor, ligar para (11) 3081-6343 ou envie um e-mail para cursos@vivaedeixeviver.org.br
Oficina - Parlendas, Adivinhas e Trava-línguas
com Marília Tresca
19 de setembro – Sábado
das 09h00 às 12h00
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DOIS LANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS!
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BIBLIOTECAS
Mostras do mês: "Alta Tensão", "Michel Ocelot para Crianças", "Sessão Cineclube 16mm apresenta Screwball Comedy - A Comédia Maluca", "Sessão Nostalgia" e "A Animação Contemporânea Japonesa".
O SERVIÇO DE ENTREGAS DE KIKI
(Japão, 1989, 103 min). Dir.: Hayao Miyazaki.
Bruxinha faz 13 anos e, segundo os costumes de seu povo, deve aprender a viver sozinha. Assim, mudando-se para a cidade grande, onde trabalha em um serviço de entregas.
/ BP Roberto Santos. Dia 18, 15h
BUFO & SPALLANZANI
(Brasil, 2001, 96 min). Dir.: Flavio Tambellini. Com José Mayer, Maitê Proença, Gracindo Junior e outros. + 16 anos.
Enquanto investiga o assassinato de uma mulher, detetive se envolve com fraude em empresa de seguros.
/ BP Viriato Corrêa. Dia 18, 16h
MAD DETECTIVE
(China, 2007, 89 min). Dir.: Johnnie To e Wai Ka-Fai. Com Ching Wan Lau, Andy On, Ka Tung Lam e outros. + 14 anos.
Jovem detetive pede ajuda a um colega que foi despedido para desvendar o assassinato de um policial.
/ BP Viriato Corrêa. Dias 18, 18h
Sábado de cinema e debate: A era do gelo (2002)
Com o Prof. Ideval Souza Costa.
Após a apresentação do filme, haverá uma discussão sobre a história do clima na Terra e quais as espécies que viveram na Era do Gelo. Dentro desta perspectiva, veremos o início da influência do homem e quais foram as causas e consequências das extinções. Outros aspectos mais ligados ao cotidiano serão abordados, como a importância do efeito estufa para vida na Terra e a poluição: ação e reação. Finalmente, veremos o que podemos fazer para amenizar os efeitos e qual a nossa responsabilidade e o consumo consciente.
/ BP Mário Schenberg. Dia 19, 13h
PRÍNCIPES E PRINCESAS
(França, 1999, 70 min).
Meninos se transformam em heróis e viajam pelo mundo, encenando peças de teatro com o auxílio de um técnico desempregado.
/ BP Viriato Corrêa. Dia 19, 16h
SESSÃO BUZINA
Sessão interativa na qual o público escolhe os melhores curtas-metragens exibidos por meio de buzinas. Os favoritos integrarão o 4º Festival de Cinema Fantástico, que acontecerá em novembro.
/ BP Viriato Corrêa. Dia 19, 18h.
SE MEU APARTAMENTO FALASSE
(Estados Unidos, 1960, 125 min). Dir.: Billy Wilder. Com Shirley MacLaine, Jack Lemmon, Fred MacMurray e outros. Livre.
Homem solteiro empresta seu apartamento para que executivos casados tenham encontros amorosos, mas a situação sai de seu controle quando ele se apaixona pela amante do chefe.
/ BP Roberto Santos. Dia 19, 19h
O FANTASMA DO FUTURO
(Japão, 1995, 82 min). Dir.: Mamoru Oshii. + 12 anos.
Esquadrão procura criminoso especialista em computadores. Na busca, descobre-se que o super-hacker surgiu como um vírus fabricado pelo Ministério, o qual tenta esconder o fato.
/ BP Roberto Santos. Dia 19, 16h
Festa Hobbit
Evento realizado em parceria com A Toca/ SP - Conselho Branco Sociedade Tolkien, grupo que se dedica a divulgar a obra de J. R. R. Tolkien.
O encontro é realizado anualmente no aniversário dos hobbits Frodo e Bilbo.
Na programação, haverá contação de histórias, palestra sobre "A Jornada do Herói", "Parabéns a você / Na Valina Elye" (em português e em élfico), exibição seguida de debate de "Ringers: Lord of the Fans" (2005). Dirigido por Carlene Cordova, o documentário aborda como "O Senhor dos Anéis" influenciou a cultura pop nos últimos 50 anos e a importância dos fãs da obra na difusão dessa cultura. Legendado em português.
/ BP Viriato Corrêa. Dia 20, das 11h às 18h
PAPRIKA
(Japão, 2006, 90 min). Dir.: Satoshi Kon. + 14 anos.
Aparelho que permite o acesso aos sonhos das pessoas é roubado, fazendo com que uma psicoterapeuta assuma seu alterego para entrar no mundo do inconsciente.
/ BP Roberto Santos. Dia 20, 16h
COWBOY BEBOP
(Japão, 2001, 116 min). Dir.: Shinichiro Watanabe. + 16 anos.
No futuro, um ataque terrorista libera um vírus mortal que causa centenas de mortes em Tóquio. Em busca da recompensa oferecida, os integrantes do Esquadrão Bebop tentam descobrir quem são os responsáveis pela tragédia.
/ BP Roberto Santos. Dia 20, 18h
5CM POR SEGUNDO
(Japão, 2007, 63 min). Dir.: Makoto Shinkai. Livre.
A profunda ligação entre dois amigos é colocada à prova quando um deles se muda para outra cidade.
/ BP Roberto Santos. Dia 22, 20h
O EXPRESSO DE VON RYAN
(Estados Unidos, 1965, 117 min). Dir.: Mark Robson. Com Frank Sinatra, Trevor Howard e outros. + 12 anos.
Após ter seu avião abatido em uma batalha na Segunda Guerra Mundial e ser aprisionado pelos nazistas, piloto se torna líder dos prisioneiros e planeja uma fuga ousada.
/ BP Roberto Santos. Dia 23 , 19h
PRINCESA ARETE
(Japão, 2001, 105 min). Dir.: Sunao Katabuchi. Livre.
Confinada na torre do castelo por seu pai, uma princesa passa seus dias olhando o mundo através da janela. Certo dia, um feiticeiro a seqüestra em uma máquina voadora. A partir daí, sua vida sofre uma grande transformação.
/ BP Roberto Santos. Dia 24, 20h
SERVIÇO:
Biblioteca Pública Viriato Corrêa. 101 lugares. Rua Sena Madureira, 298, Vila Mariana, Zona Sul. Tel. 5573-4017.
Biblioteca Pública Roberto Santos. 101 lugares. Rua Cisplatina, 505, Ipiranga, Zona Sul. Tel. 2273-2390.
Biblioteca Pública Mário Schenberg. 101 lugares. Rua Catão, 611, Lapa, Zona Oeste. Tel. 3675.1681.
Obs.:
.As bibliotecas Viriato Corrêa e Roberto Santos possuem salas equipadas com sistema de projeção eletrônico de alta qualidade e som 5.1
.A biblioteca Roberto Santos possui acervo de DVDs que podem ser assistidos em terminais instalados no local.
.A biblioteca Mário Schenberg possui acervo e programação voltados para temas científicos.
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CONTOS DAQUI E DACOLÁ
Conto Com você – Contadores de Histórias. Com Flávia D’Ávila e Paulo Barja. Narração de histórias de diferentes origens. Centro Cultural São Paulo. Dias 22, 23, 29 e 30, 14h30 (com intérprete de Libras – Linguagem Brasileira de Sinais).
EMÍLIA – A BONECA DO LOBATO
Curadoria: Oiram Antonini e Nelson Somma Jr.
A exposição apresenta 11 ilustradores que desenharam a boneca Emília desde sua origem até 1982 (centenário do nascimento do escritor),
totalizando 60 anos de existência da personagem. Entre os artistas com trabalhos expostos estão Voltolino, K. Wiese, Belmonte, André Le Blanc e Manoel Victor Filho.
/ Biblioteca Infanto-Juvenil Monteiro Lobato. Rua General Jardim, 485, Vila Buarque, Centro tel. 3256-4122. De 2ª a sáb., das 9h às 18h.
Dom., das 10h às 14h. Grátis
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EDSON GABRIEL GARCIA no Projeto VITRINE da Casa de Livros
O escritor aeilijiano EDSON GABRIEL GARCIA participou, no sábado, 29 de agosto, do projeto VITRINE, desenvolvido há tempos pelo pessoal da Livraria e Distribuidora Casa de Livros. O projeto expõe um livro e as "aventuras" dos leitores pelo livro em uma enorme vitrine na sede da livraria, no bairro paulistano Chácara Santo Antonio. O livro: A FOTOGRAFIA DO MACACO, Editora Elementar, ilustração de Tatiana Paiva. Os leitores: crianças da Escola GAIVOTA de Educação Infantil.
No sábado, pela manhã, aconteceu um batepapo entre autor, leitores e pais, seguido por sessão de autógrafos.
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03/10/2009 - SÁBADO
O LIVRO E O DIREITO AUTORAL:
QUESTÕES PRÁTICAS
A Lei do Direito Autoral e os vários aspectos que a envolvem têm sido foco para discussão. Que obras são protegidas pela lei? Que cuidados ter na utilização de conteúdos protegidos? Como evitar uma reprodução de texto sem autorização expressa do responsável? Quando acontece a pirataria? Lei das Biografias. Lei do Livro. Exclusão Cultural. Internet. Direito de Imagem. O que é domínio público? Entre estes e outros temas vamos discutir também a importância do ISBN, a Ficha Catalográfica e o envio do livro para o Depósito Legal. Vamos falar um pouco sobre a Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), suas finalidades, as áreas e segmentos que podem se beneficiar e hoje são cases de sucesso.
Data: 03 de Outubro de 2009 (Sábado)
Horário: das 9h às 13h
carga Horária: 4 horas
30 vagas / Preço Único: R$ 100,00
Sala de aulas: Rua Mourato Coelho, 393 conjunto 1
(esquina com Teodoro Sampaio),
Bairro de Pinheiros, São Paulo, SP - Telefone: (11) 3034-2981.
Estacionamento em frente no Pão de Açucar.
Docentes:
João Scortecci - Escritor, Editor, Gráfico e Livreiro. Diretor-Presidente do Grupo Editorial Scortecci. Foi conselheiro da CNIC, Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, de 1997 até 2006. Diretor-Adjunto e Vice-Presidente da Câmara Brasileira do Livro, em três gestões. Membro do Conselho Fiscal da UBE - União Brasileira de Escritores e da ANL - Associação Nacional de Livrarias. Membro do GEDIGI – Abigraf – SP, membro do Grupo do Livro pelo Direito Autoral, consultor da J&M – Negócios com Livros e docente da Escola do Escritor. É editor dos portais Amigos do Livro e PID - Impressão Digital. É co-autor do livro Guia do Profissional do Livro - Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.
Maria Esther Mendes Perfetti - Graduada em Biblioteconomia e pós-graduada em Gerência de Sistemas e Serviços de Informação. Seu primeiro contato com os livros e alunos veio com o trabalho em biblioteca escolar no Colégio Rainha da Paz de 1976 a dezembro de 1990, em São Paulo. De fevereiro de 1991 a junho de 2005 coordenou o Centro de Documentação da Editora Scipione do Grupo Abril Educação e atuou junto ao Departamento Editorial selecionando e encaminhando originais de livros para análise. É editora do portal Parceiros do Livro, Diretora da J&M Consultoria de Negócios com Livros e Coordenadora da Escola do Escritor. É co-autora do Guia do Profissional do Livro - Informações importantes para quem quer escrever e publicar um livro.
Escola do Escritor
(11) 3034-2981
escoladoescritor@escoladoescritor.com.br
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Vice-Versa de Setembro de 2009

O Vice-Versa de Setembro traz a diretora Thelma Travaini e a professora de Língua Portuguesa Elaine Sormani. Ambas atuam em escolas no interior do estado de São Paulo.
THELMA PERGUNTA PARA ELAINE:
1º) Quando e onde você iniciou sua carreira profissional e por que decidiu ser professora?
Sou professora efetiva na Escola Estadual “Prof. Farid Fayad”, em Agudos, na disciplina de Português, desde 1998. Fui professora contratada e após concurso, me efetivei na escola em que estou até hoje.
A Escola Estadual “Farid Fayad”, inaugurada em 1976, abriga cerca de 400 alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e 200 alunos do Ensino Médio.
Iniciei minha carreira de professora lecionando na E. E “João Batista Ribeiro”, como professora eventual, enquanto cursava a faculdade. Durante toda minha vida sempre tive vontade de ser professora. Mesmo estudando piano, nunca me passou pela cabeça ser outra coisa.
2º) Que tipo de livro os alunos de 11 a 17 anos gostam de ler?
Não é tão simples conseguir que os alunos se interessem por livros de autores nacionais.
Eles querem conhecer os livros da moda, tipo Harry Potter, Amanhecer, Marley, Lua Nova, etc... Além disso, sempre utilizamos alguns recursos tais como filmes, contação de histórias e grupos de teatro para despertar o interesse do aluno pela leitura. No Ensino Médio, os alunos que vão prestar vestibular demonstram interesse em ler os livros que são indicados para as provas.
3º) Os livros de literatura adquiridos pelo Governo do Estado de São Paulo estão de acordo com o gosto dos alunos?
Os livros chegam em kits, destinados a uma determinada série. Pudemos verificar que a maioria não é do gosto do aluno e tais livros não correspondem à realidade vivenciada pelo aluno do interior.
4º) Você gostaria de aproveitar este espaço para fazer alguma crítica ou elogio?
Gostaria de elogiar o trabalho dos profissionais da AEI-LIJ SP e a dedicação da sua coordenadora regional Regina Sormani.
Obrigada pela oportunidade.

ELAINE PERGUNTA PARA THELMA:
1ª) Fale sobre sua vida profissional
Sou Diretora efetiva da Escola Estadual “João Batista Ribeiro”, na cidade de Agudos, estado de São Paulo. Escola que abriga cerca de 300 alunos do 6º ano ao 9º ano do Ensino Fundamental e 500 alunos da 1ª a 3ª série do Ensino Médio.
A Escola Estadual João Batista Ribeiro foi inaugurada em 1950, apenas como Ginásio. Mais tarde passou a ter Curso Normal, Colegial, Técnico em Contabilidade, Técnico em Administração, Técnico em Secretariado e Supletivo. Em 1998 a escola possuía cerca de 2000 alunos.
Na rede estadual iniciei como substituta efetiva, depois como eventual e mais tarde como admitida em caráter Temporário. Em 1980 prestei concurso e me efetivei. Como professora efetiva de Matemática, lecionei nas cidades de Osasco e Mineiros do Tietê. Trabalhei como Assistente de Planejamento nas Delegacias de Ensino de Bauru e de Lençóis Paulista. Em 1988, prestei o concurso para o cargo de diretor de escola e me efetivei na cidade de Macatuba. Desde 1993 sou diretora da E.E. João Batista Ribeiro, em Agudos. São 32 anos dedicados à educação.
2ª) Qual a diferença entre os pequenos leitores de sua época e os de hoje?
Naquela época não existia computador, internet, celular, etc... A TV chegou ao interior na década de 60. Mas, não éramos tão ligados nela, a preferência era o cinema. Quando não podíamos sair para encontrar a turma, um livro nos levava às mais fantásticas viagens.
Tínhamos muitos livros em casa, pois minha mãe lia muito. Meus pais adquiriam coleções de livros que eu e meu irmão líamos prazerosamente. Tínhamos a coleção de Jorge Amado, José de Alencar, Monteiro Lobato, José Mauro de Vasconcelos, Eça de Queiroz, Erico Veríssimo e muitos livros avulsos. Hoje, entretanto, muitos pais preferem delegar à escola a tarefa de incentivar crianças e jovens ao hábito da leitura.
3ª) A biblioteca de sua escola possui muitos livros. Ela é bem utilizada pelos alunos?
Gostaria que fosse mais usada. Porém, não temos um funcionário em tempo integral. Dependemos de uma professora readaptada que trabalha apenas no período da manhã. Os outros períodos são atendidos pelos coordenadores da escola, quando estão disponíveis. Os alunos utilizam mais a biblioteca quando os professores solicitam pesquisas ou trabalhos.
É uma biblioteca maravilhosa com mais de 10.000 livros. Antigos alunos e estudantes que vão prestar concursos estão sempre recorrendo ao seu acervo.
4º) Você gostaria de aproveitar este espaço para fazer alguma crítica ou elogio?
Na gestão anterior, o Governo enviava dinheiro para a escola e esta adquiria os livros na Bienal do Livro da vizinha cidade de Bauru. Nesta gestão, os livros são enviados em kits por série, sem que o professor seja consultado. Também na gestão anterior, o Governo enviou coleções de clássicos da literatura brasileira para que fossem distribuídos aos alunos do Curso Supletivo. Era um incentivo para que os livros fossem levados para casa e todos pudessem aproveitar.
Infelizmente, essas iniciativas não se repetiram nesta gestão.
Palavra Fiandeira
Caros Aeilijianos!
É com muita alegria que estamos inaugurando
uma nova página no blog de Sampa.
Esta é uma iniciativa do escritor Marciano Vasques,
trazendo interessantes entrevistas
e comentários que valorizarão ainda mais nosso blog.
Grande abraço,
Regina Sormani
Que Tatiana Belinky é uma doçura, todos que a conhecem já sabem disso. Rimos bastante, gargalhadas, a sua vivacidade e a palavra ao mesmo tempo serelepe e encantadora nos enfeitiça e nos diverte o tempo todo. Primeira coisa que pediu: Tire a "Senhora " das perguntas, quero tudo "Você". Nada de "Senhora". Segunda coisa: Adora simplicidade, aliás, é uma pessoa simples e amável, e sentada no sofá com o cachorrinho no colo, vai desfiando as suas histórias. Ama as coisas da memória, e diz que o "Faz de conta" existe. Para ela, o "Era uma vez" é para sempre. Diz que não quer perguntas biográficas, quer perguntas diferentes de tantas que já respondeu. Então, a questiono sobre a memória, sobre os encantamentos da sua infância, e sobre coisas, como a felicidade, o livro... Ela diz que sempre deu livro de presente para crianças, e diz que o livro ajuda, desde cedo, a criança a "aprender" o presente. Foram momentos inesquecíveis ao lado dessa querida escritora, que todos aprendemos a amar.
Com vocês, a primeira PALAVRA FIANDEIRA.
ARTISTA CONVIDADA: NIREUDA LONGOBARDI
Convidei Nireuda Longobardi para ser a artista da primeira PALAVRA FIANDEIRA. Pedi-lhe que fizesse um desenho que para ela representasse a Tatiana. E aqui está a arte da Nireuda. Nela, nossa artista convidada expõe o seu olhar sobre a nossa entrevistada. A artista plástica nos revela com seus traços um aspecto dessa escritora tão fecunda e tão querida. Com vocês:
TATIANA BELINKY POR NIREUDA LONGOBARDI

PALAVRA FIANDEIRA
Entrevistas, conversas e com versos, encontro mensal com pessoas que amam os livros, que amam a palavra e com ela ajudam a embelezar o mundo e a vida. Pessoas que nos encantam e nos fazem compreender que a vida sempre pode ser melhor. Palavra fiandeira, tecendo fios da vida, entrelaçando sentires e sonhares, cerzindo dores, segredando poesias, soprando o alento da literatura: vidas que nos lapidam, aperfeiçoam o nosso olhar, com a sua arte, com o seu empreendimento. Enquanto edificam seus sonhos, despertam em nós a lembrança de que tem algo além do cotidiano que às vezes nos sufoca, tem algo grandioso, além da opressão de uma época de valores conturbados e alienantes. Tem algo que se escreve, que acontece quando abrimos um livro, algo que solicita os "olhos de ver", sim, pois eles são necessários, como bem disse a nossa primeira entrevistada.
Marciano Vasques,
15 de Agosto de 2009, Sampa

ENTREVISTA COM TATIANA BELINKY
1. Tatiana, quero que você comece falando de uma passagem divertida da sua infância.
TATIANA: Criança às vezes inventa amigos invisíveis. Meu irmãozinho tinha um amigo assim, invisível. O nome dele era Bidínsula. Eu adorava ficar observando os dois sempre conversando. O meu irmão e o seu amigo. Que, aliás, virou uma história. Meu pequeno irmão Benjamim jamais poderia supor que um dia o seu querido amigo fosse virar personagem de um livro.
2.Fale de uma lembrança especial da sua infância.
TATIANA: São tantos momentos felizes e tantas lembranças importantes, mas tem uma muito especial. Quando eu era menina, bem menina, meu pai construiu um balanço num corredor da casa. E nele balançávamos, eu e meu irmão, o Abracha. Era uma delícia. Jamais esqueci daquele balanço dentro de casa. Aquele brinquedo ficou para sempre na minha memória, ele representa o afeto infinito de meu pai.
3.Diga um presente de aniversário, que para você foi inesquecível.
TATIANA: Todos os presentes são inesquecíveis, todos merecem o aplauso da memória, mas um foi por demais especial, ele transformou uma menina. A partir daquele dia passei a amar profundamente as obras de arte. Ganhei de presente uma visita ao museu Hermitage. Fiquei nele o dia inteiro, lambuzando o meu olhar com todas aquelas cores. Que aniversário encantador!
4.Você aprecia guardar objetos, faz isso com tanta dedicação, que causa uma curiosidade. Por quê guardar objetos?
TATIANA: Os objetos que guardo são preciosos tesouros da minha vida. Neles estão as lembranças de momentos inesquecíveis, por isso os quero tanto.
5. Fale um pouco das suas emoções quando chegou em São Paulo.
TATIANA: Realmente, lembro-me como se fosse hoje. Fiquei encantada diante do Viaduto do Chá, olhando perplexa e emocionada para o Vale do Anhangabaú. E o Teatro Municipal? Que coisa linda! Eu era uma menina, e estava diante de tudo aquilo, de toda aquela beleza.
6. Você já teve medo, Tatiana?
TATIANA: Não, nunca os tive, nada me bloqueava, mas, como era uma menina muito criativa, com uma imaginação muito audaciosa, adorava inventá-los. Então surgiam os seres assombrados, os mais estranhos e fantásticos, as criaturas apavorantes, só para mim. Eu as criava só para ter um medo inventado. Como eu não tinha medo de nada, fui uma grande inventora deles.
7. "O Futuro se faz com as crianças de hoje e com livros". Sim, criança quer viver o presente, mas os adultos pensam mais no futuro. Pôr livros ao alcance da criança é realmente o melhor presente para o futuro?
TATIANA: As crianças já vivem no Presente. E querem cada vez observá-lo e conhecê-lo melhor. Querem "ter" o seu mundo presente, absorvê-lo e entendê-lo. Claro que o livro as ajuda muito, e, desde cedo, a "aprender" o presente (como dádiva ao tempo). Viva o livro!
8. Muitos falam de Felicidade. Esse tema, essa coisa chamada felicidade já ocupou a mente de quase todos os filósofos. Para Tatiana, o que seria mesmo a felicidade autêntica?
TATIANA: Ninguém é "feliz" o tempo todo, nem mesmo a decantada "criança feliz". Mas ela pode ter muitos e longos momentos de felicidade, da qual nem se dá conta. "Eu era feliz e não sabia..." Mas essa felicidade é segurança, carinho, confiança, essas coisas... E quando ela brinca, ri espontaneamente, ela está vivendo um momento feliz.
9. Qual o maior benefício para uma criança quando ela ouve uma história?
TATIANA: Encantamento, interesse, concentração, emoção (rir, chorar, sentir "medo", "torcer", etc); E vontade de ouvir mais, e de ler! O livro é uma "vida paralela", o maior benefício!
10. Tudo dá história. Você disse isso. Então, considerando que, além dos piratas em alto mar, e das viagens interplanetárias, aqui, mesmo, no cotidiano, na vida simples das pessoas, tudo pode virar história, sendo assim, quanto desperdício já vivemos com as histórias que não foram contadas. Mas, se quem conta um conto aumenta o encanto, o que é preciso para se contar uma boa história?
TATIANA: Claro que tudo, mas tudo mesmo, pode dar uma história! O cotidiano é riquíssimo, é só abrir os "olhos de ver", os "ouvidos de escutar", dar atenção aos benditos cinco (ou seis, ou mais) sentidos, para "abrir a cabeça" e um dia "abrir a boca" para dar opinião (e até "pô-la no trombone", se é que me entende, Marciano!).
MARCIANO VASQUES
Fotos do evento na Livraria Cortez
O 1º Encontro de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil realizado no dia 08 de Agosto de 2009, no espaço da Livraria Cortez, foi um sucesso!
Aconteceram várias atividades como: oficina de massinha, contação de histórias, varal de caricaturas e demonstração de técnicas de xilogravura,aquarela, ilustração para crianças e adultos e palestras.
A Feira de Livros contou com a partipação de escritores e ilustradores da nossa regional e foi muito visitada. Lá estiveram: editores, professores, alunos de ilustração,jornalistas, leitores em geral.
Abaixo, fotos do evento.

Regina Sormani e Edson Gabriel Garcia

Trabalhando com massinha


Varal de caricaturas e Danilo Marques

Creusa Cândida- Contadora

Regina Drummond, Luana e Rosana Rios

Gilberto Marchi

Amir, Nireuda Longobardi,Gilberto Marchi,Edson G. Garcia,Regina Sormani,Manuel Filho,Nice Lopes,Danilo Marques e Mariluiza Campos

Nice Lopes- Contadora




Ilustrações de Luna Vicente em massinha

Nireuda Longobardi e Manuel Filho
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Vice-Versa de Agosto de 2009


Hardy Guedes entrevista JP Veiga
1) Caro JP! Quando conheci você, na lista de discussão da AEI-LIJ, achei que a ilustração, unicamente, era a sua praia. Depois, fiquei sabendo que você também escreve. Qual das duas artes aconteceu primeiro na sua vida e em qual delas você se sente mais à vontade?
Pois é, sou um desenhista que escreve - comecei desenhando, pintando e ilustrando. Vendi meu primeiro trabalho aos 5 anos (meu tio adorou um desenho e queria porque queria o danado!!! e eu não dei, eu "vendi!") Sempre desenhei, fiz Arquitetura e Licenciatura de Desenho e Plástica, mas nunca exerci nada disso - tive e tenho atelier de desenho. Sempre escrevi poesia e, quando fui socio de uma Editora de livros de pano, me aventurei na escrita para crianças. Acabou dando certo. Hoje escrevo e desenho, é só a ocasião pedir! Escrevo também para os chamados "adultos", como sou Diretor de Arte, escrevo discursos, roteiros, contos, romances, escrevo de tudo um pouco.
2) Quando você vai ilustrar um livro, certamente lê a história para se inteirar do tema. Depois desse primeiro passo, como surge a inspiração para desenvolver o seu trabalho? Você viaja por imagens de sua infância, por outras referências ou procura algum caminho totalmente inexplorado?
Eu leio e leio e leio e deixo de lado - aí pego papéis, monto um livrinho e vou rabiscando em cada página as idéias - rabiscando sem compromisso que não o de colocar ali as idéias; quando todo ele está pronto - definido em rabiscos e anotações, decido a técnica e começo a ilustrar. As imagens sempre são, o que costumo dizer: resultado de muita observação. Qualquer criação é a saída de uma informação que entrou. Por isso, ler é a coisa mais importante para um ilustrador - Você fantasia e vive a história que lê, aí pode viver e fantasiar a história que vai ilustrar!
3) O que você considera fundamental no trabalho de um bom ilustrador? Que “estrela” deve nortear todo aquele que quiser seguir por esse caminho?
Bem... posso dar apenas a opinião de quem leu de bula de remédios a O capital, de Luluzinha a Gil Brás de Santilhana. Li e leio de tudo, sem escolher, sem prestar a atenção ao que dizem os criticos, de uma forma atabalhoada e doida, e lá atrás, saí desenhando... Desenhei no necrotério, no parque, em todos os lugares onde ando, eu desenho - levo meu kit aquarela e, como quem fotografa, eu desenho. Acho que isso, viver a coisa, é o segredo de se seguir esse caminho. Agora, estudar, artes, técnicas, modelo vivo, escultura, gravura, todos os tipos de arte, estudar muito, isso, é mais que o caminho, é, parafraseando o doido do Raul Seixas, pelas palavras do Paulo Coelho: estudar é o inicio, o fim e os meios!
4) Finalmente, como é de praxe, fica um espaço livre para você dizer tudo o que vai na alma: as broncas, as frustrações, sem deixar de reservar um cantinho para as esperanças, os sonhos e os projetos novos.
Eu preferia falar sobre sonhos.
Eu sonho em ter de novo uma editora. Poder publicar em todo Brasil, fazer livros de ótima qualidade a preços baixos; de forma a que mais crianças possam ter acesso à boa escrita e bom desenho. De maneira que, não se precise torcer para entrar num pacote de compra do governo para sobreviver. Eu sonho em poder, talvez, juntar amigos daqui da nossa turma e fazer uma editora que valorize o autor e o ilustrador de uma maneira única! e com isso a produção ser a melhor possível. Eu sonho em poder trabalhar de novo recebendo textos, ilustrações, preparando livros. Eu sonho mesmo...

JP Veiga entrevista Hardy Guedes
1) - O que te levou ao universo infantil? A trabalhar para crianças?
R - De certa forma, nada me levou ao universo infantil. Ele permaneceu em mim, especialmente porque tive uma infância feliz, divertida, cheia de brincadeiras vividas, inventadas... A vida, a necessidade de sobreviver e se sustentar, a pressão para tornar-se adulto não-raro adormece a criança dentro de todos nós. Redescobrir ou despertar a nossa eterna criança interior talvez seja uma das coisas mais necessárias, para se melhorar o mundo. Penso que só materializei essa “redescoberta” quando nasceram as minhas filhas. O meu lado compositor me levou a compor canções para elas e, um pouco depois, a escrever.
2) - Como é isso de compor uma música ou escrever uma história? Quando você tem uma idéia, o que você tem junto a essa idéia - fazer um livro ou compor uma música?
R - Compor, para mim, é um dos atos mais espontâneos, eu creio. É que desde criança, ouvia muito a Rádio Nacional e sempre me fixava mais no compositor (especialmente nas letras), do que na música e no intérprete. Acho que sempre tive uma ligação forte com a PALAVRA. Por incrível que pareça, quando toquei pela primeira vez as cordas de um violão, eu disse pra mim mesmo que seria compositor. Durante muito tempo, me dediquei exclusivamente à música, embora eu nunca tenha estudado. Passei a escrever mais tarde. Acho que a diferença entre a música e o conto reside no fato de uma canção ter um formato mais compacto, mais direto, onde é preciso dizer-se muito com poucas palavras. No conto, não é preciso se economizar tanto nas palavras, mas deve-se, também, viajar no espaço das folhas, acrescentando caminhos, oferecendo atalhos; mantendo-se, sempre, um ritmo, como na música, para a leitura ser agradável. A temática, normalmente, está atrelada à necessidade que tenho de dar opinião sobre tudo e de extravasar o que sinto. Quando tenho uma idéia, por incrível que pareça, ela já chega pré-determinada: isso vai ser canção, isso vai ser livro.
3) - Como é trabalhar sendo Editor, Músico, Escritor, Empresário... Como é essa coisa de estar em todas as posições, conhecer todos os lados de um livro, de uma música, de uma gravação, impressão! Como fica você no meio disso?
R - Eu encaro bem tudo isso. Acho até interessante, porque não faço uma coisa só o dia inteiro. Embora eu seja uma pessoa sossegada exteriormente, intimamente sou muito agitado. Estou sempre pensando em algo novo e sempre em busca de novidades que me encantem. A minha idéia, ao me atirar no mercado editorial, foi a de sempre criar produtos que possam levar as informações culturais que julgo importante para as crianças e para as escolas. Mas com pouco capital é complicado. Acredito que o grande problema do Brasil é cultural. O dia em que as escolas transmitirem mais CULTURA e menos conteúdos programáticos, a educação estará salva. Principalmente se destacarem a CULTURA BRASILEIRA, para que possamos formar um caráter nacional e nos transformarmos, verdadeiramente, numa NAÇÃO. Sem abrir mão, é claro, da troca de informações com as culturas dos demais países, porquanto é enriquecedora. Mas é preciso haver uma triagem.
4) - Sei que, a todos nós que trabalhamos no meio editorial (seja escrito ou tocado) a pirataria afeta diretamente... O que você vê como saída? Bem, essa era pra ser a pergunta boca no trombone, mas não resisti em saber suas idéias a esse respeito! Pode falar o que quiser!!!
Analiso a pirataria em duas frentes:
1) No caso dos livros, à exceção dos sites que podem disponibilizar os livros “de grátis” ou cobrando, não vejo representatividade nas xerox. O custo das cópias coloridas é muito caro e não vale a pena pra ninguém.
2) No caso dos CDs e DVDs, a culpa é dos altos impostos, da legislação, que não abre o mercado para a regionalização e das próprias gravadoras. Há 25 anos, tento encontrar um deputado federal ou senador que apresente uma proposta tornando obrigatória a execução de músicas gravadas em cada estado, nas rádios do próprio estado. Penso em 25%. Isso além de gerar mais trabalho e renda em cada região do Brasil, se complementado pelo incentivo à criação de cooperativas, iria tornar os músicos empresários de si mesmos. Cada um fiscalizando a sua região e combatendo a pirataria com força e com um número razoável de “fiscais”. Mas as grandes gravadoras não têm interesse em dividir o mercado legalmente. Pelo jeito, devem lucrar com a pirataria, pois é assim que preferem trabalhar.
A idéia da cooperativa vale também para os autores.
