domingo, 27 de dezembro de 2009

PALAVRA FIANDEIRA 6

 NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA!


PALAVRA FIANDEIRA Nº 6
CARMEN EZEQUIEL 
ENTREVISTA
NINO RALEIRAS

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Canto & Encanto da Poesia de Dezembro 2009





Estou apresentando nesta página, com muita alegria, a poesia das queridas amigas: Fabia Terni, Mariluiza Campos e Eliana Martins.

Grande beijo e obrigada.
Regina Sormani





Em Miniatura


Há um nanocristal que brilha
só um nanosegundo;
coisa de um novo mundo.

Um pedacinho de um átomo
mede-se por nanômetros,
um milionésimo de um milímetro.

São os novos anões
da ciência,
da Branca de Neve também,
trabalham, trabalham, trabalham
sem deixar nenhum sinal;
invisível a olho nu,
assim é um nanocristal.

Com a nanotecnologia
vão surgir mini robôs
que destroem mini micróbios,
portadores de grandes doenças.

Grande alegria pras crianças
tristezas em miniatura,
saúde em dose gigante,
rápido, num instante.

Quanto dura um nanosegundo?
muito menos que um instante.
Não é alucinante?

Fabia Terni
Publicada em Mosaico Coletânea Poética,
São Paulo, Editora Parma, 2008 pg. 62




A TRANSFORMAÇÃO DO GASTÃO


Tão gastador era o Gastão,
Gostava tanto de gastar e tanto gastava
Que cada dia que passava
O pobre ficava mais pobretão.

Mas eis que lhe apresentaram
A prendada e prestativa Diva.
Ela deixou a alma dele tão cativa
Que logo mais os dois se casaram.

Foi então que se viu o que faz o ardor do amor,
Como ele transforma e reforma,
E mesmo um inveterado gastador transtorna.
Gastão por paixão, corrigiu seu perdulário pendor!

Hoje – chega a ser cômico – ficou econômico!
Já não é mais mão-aberta
E muito juízo acoberta
O enlevo revelado por Gastão, ex-gastador crônico.

Mariluiza Campos


Eu, a meia e Papai-Noel


Ouvi dizer que papai-noel
pra todo mundo dá presente.
Todo mundo nada!
Nunca deu pra gente.

E olha que sempre pomos
pendurada na porta, a meia;
que nem todo mundo põe.
Mas ela nunca amanheceu cheia.

Tá certo que é meia velha,
mas limpinha, sem chulé.
Nela, pomos os pedidos,
os desejos e muita fé.

Ouvi dizer também que a fé
tira até montanha do chão.
Mas é só um presente que eu quero,
Papai-Noel,
não precisa tanta força, não...


Para meus queridos amigos de São Paulo,
com meus votos de maravilhosas festas!

Eliana Martins

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

PALAVRA FIANDEIRA

NO AR, A NOVA EDIÇÃO DE PALAVRA FIANDEIRA!



ENTREVISTA COM GLÓRIA KIRINUS
LEIA

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PÉ DE MEIA LITERÁRIO (4)


Edson Gabriel Garcia



Um Papai Noel de saco cheio!



Fico imaginando como seria a vida sem natais e sem papais noéis. Seria sem graça, já que o bom velhinho ajuda a encantar a vida de todos nós... ou seria mais interessante pois teríamos desde cedo a oportunidade de viver a vida como ela é? Pois é nunca consegui chegar a conclusão alguma. Aliás, desde os meus tempos de pai de filhos pequenos, convivi com essa dúvida cruel e atroz. Acabei optando, por razões nada originais, por desmascarar o bom velhinho, explicando desde cedo aos meninos e à menina que o papai Noel deles, bom ou ruim, era eu mesmo e que o presente desejado, tinha que ser desejado dentro dos limites possíveis e propostos, já que a grana para isso sairia do orçamento nosso. De qualquer forma curtimos bons natais, inventando outras formas de viver esses dias natalinos e noelinos. E todos eles (meus três filhos) sobreviveram e nem por isso são pessoas diferentes das outras.

Enfim, por essas e por outras, é que o tal Papai Noel – mesmo hoje que a minha barba branca e meu saco cheio me aproximam no quesito simpatia ao bom velhinho – nunca me desceu redondo pela goela abaixo (alguém poderá até insinuar que isto teria a ver com a minha infância pobre... trauma...etc).

O fato é que hoje, neste dezembro casmurrento, cheio de chuvas torrenciais, que viram pelo avesso minha doce Sampa e que não perdoam sequer as luzes natalinas, fico pensando se não podíamos arrumar alguma coisa bastante interessante para o Papai Noel fazer, já que cada vez mais o consumismo imposto e infartante tira da criançada o sabor da imaginação.

Pensei, pensei e descansei.

Pensei, pensei e ponderei.

Pensei, pensei e ... bingo! Claro! Por quê, não? Encher o saco do Papai Noel! Epa! Peraí! Não é isso que você está pensando. Estou falando de encher o saco do Papai Noel ,,, de livros! E sugerir a ele que passe o resto dos dias distribuindo livros de presente de natal para a meninada.

Oxalá dessa forma, mudando o destino do Papai Noel, mudaremos o destino do país, enchendo-o de novos leitores, fazendo crescer o nosso Pé de Meia Literário.

Para pensar e sonhar.



Sampa, dezembro de 2009

EDSON GABRIEL GARCIA fala sobre leitura e literatura em Várzea Paulista.





O escritor e membro da AEILIJ-SP EDSON GABRIEL GARCIA fez uma palestra, no dia 09 de dezembro, para os educadores da rede municipal de ensino do município de Várzea Paulista. Na palestra, o escritor, que também é consultor para programas de formação de leitores e de educadores, abordou a importância da leitura e da literatura na atuação profissional dos educadores. O evento fez parte da III Jornada de Educação, promovida pela Secretaria Municipal de Educação do município de Várzea Paulista. No local, o Espaço Cidadania, foi montada uma exposição com trabalhos dos alunos e professores da rede municipal, com destaque para várias atividades ligadas à leitura e produção de textos.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Conto Coletivo


Primavera em Sampa é o primeiro de uma série de contos criados por escritores e ilustradores da nossa regional.Este conto foi escrito por: Eliana Martins, Nireuda Longobardi, Manoel Filho, Regina Sormani e ilustrado por Danilo Marques.


PRIMAVERA EM SAMPA

Ipês, azaléias, patas - de- vaca, marias - sem- vergonha, damas da noite, camélias, manacás e tantas mais...
Flores que desabrocham por todos os lados, anunciando que a primavera chegou, tomando conta dos jardins, parques e quintais da nossa querida Sampa.
Contrariando seu apelido de Selva de Pedra, em um canto escondido do Brás, zona pobre e fabril, onde as fábricas se distribuem, enfileiradas, uma pequena planta brotara timidamente. Dentre as tantas outras que haviam chegado com a primavera, ela
passara despercebida, não fosse o lugar e a forma como nascera: da rachadura da parede de uma casa abandonada.
Certamente, se a planta tivesse brotado do lado externo da casa, poderia absorver a água da chuva e do orvalho.
Mas, não! Ela nasceu para o lado de dentro. E vinha verdinha e forte.
Escurecia quando Claudenir chegou à casa. Deixou sua caixa de engraxate ali, na porta e foi conversar com Verdinha:
— Demorei, né, minha linda? Mas, já voltei! Olha aqui a sua aguinha....
Então, pegou uma velha caixa de manteiga cheia dágua e borrifou na planta:
— Eta gostosura!
Claudenir bebeu a água que restou. Seu estômago roncava. Vasculhou os bolsos e encontrou um único biscoito.
Enquanto comia, viu um ratinho no buraco da parede. Teve dó do pequeno que o observava. Tirou um pedaço do biscoito e depositou na saída do buraco. Ficou olhando o rato comer até que ele desapareceu na fenda.
Claudenir forrou o chão com um papelão que estava dobrado num canto da parede. Deitou, cobrindo-se com uma velha manta. Uma rajada de vento trouxe algumas flores que entraram pela janela quebrada, espálhando-se sobre o garoto.
Flores de um majestoso ipê amarelo que ocupava quase todo o espaço do pequeno jardim da casa abandonada.
Com um sorriso nos lábios, Claudenir deu boa noite à sua amiga Verdinha e ficou a pensar....
Deitado, observando a luz acesa dos apartamentos dos prédios vizinhos, imaginou que estava em outro lugar. Em casa, onde era o seu lugar, deitado na cama simples, porém, bem arrumada, com lençóis limpos. Podia até sentir o cheiro do chá de camomila que a mãe fazia antes de dormir e do qual ele tanto gostava.
O sono chegou, e nele, Claudenir embarcou, ainda sorrindo.
Mas, não era sorrindo que ele chegava aos seus sonhos. Esses tinham a péssima mania de trazer de volta o seu passado, lembrando-o das razões que o levaram até aquela vida. Talvez não precisasse dormir numa cama de papelão se não tivesse contado à sua mãe o que vira.
Como se arrependia do momento em que abrira a boca. Será que ela, algum dia, iria perdoá-lo?
Pensou em tudo o que acontecera. Lembrou cada detalhe do flagrante que dera no padrasto, naquela noite em que voltava da escola e presenciara aquela cena.
Na esquina, bem perto do ponto do ônibus, tinha reconhecido o padrasto que, armado, assaltava uma pequena mercearia. Era ele mesmo, o padrasto, Claudenir sabia. Mesmo com um capuz cobrindo o rosto, havia reconhecido a voz ameaçadora.
Muito mais tarde, o padrasto chegou em casa com dinheiro, peças de presunto, queijo e bebidas.
No dia seguinte, Claudenir contou tudo para a mãe. Para sua surpresa, ela não acreditou e depois de uma discussão colocou o filho na rua.
Foi no meio dessas recordações que o sono chegou e o garoto adormeceu, exausto.
Acordou e percebeu que tinha que fazer alguma coisa para mudar aquela situação.
Lavou o rosto na água armazenada num balde e com as mãos em concha derramou um
pouco do líquido na amiga Verdinha, dizendo:
— Até já, menina! Vou ganhar meu dia.
Claudenir apanhou sua caixa de engraxate e saiu para a rua. No meio da quadra havia uma banca de revistas e jornais. Estava passando por ali quando sentiu algo arranhar seu pescoço. Voltou-se, assustado e percebeu que a gola da sua camisa havia se enroscado num galho de árvore.
Era o galho de um pé de pata-de-vaca repleto de flores brancas que se debruçava por sobre a banca de jornais. Enquanto Claudenir aspirava seu perfume, alguém chamou:
— Menino! Aqui, na banca. Venha cá, não se assuste!
— O que o senhor deseja?
— Esse galho agarra todos que passam. Mas, está tão bonito que fiquei com pena de cortar! Epa! Espere aí... você é o Claudenir, estou certo?
Assustado, o garoto concordou:
— Sou....mas, como...
— Calma! Acabei de ver sua foto no Sampa News. Sua mãe está te procurando. Seu padrasto foi denunciado e preso, acharam provas contra ele.
— Nossa! Preciso voltar pra casa! Mas, não tenho dinheiro, estava indo procurar fregueses para engraxar...
— Eu empresto e depois você me paga, combinado? Corra! Vá pra casa!
— Obrigado, moço! Aceito, sim.
Minutos depois, já dentro do ônibus que o levaria pra casa, lembrou-se que nem sabia o nome daquele novo amigo que o ajudara. Com o nariz apertado contra o vidro da janela, ia olhando, encantado com as flores que via nas praças, nos quintais, colorindo a vida lá fora. Afinal, era primavera na metrópole! Lembrou-se do ipê amarelo, da pata-de- vaca que arranhara seu pescoço e .... da sua amiga Verdinha, a planta que havia brotado dentro da casa em ruínas. Falou alto:
— Vou voltar lá, amanhã! Trarei um vasinho com terra e assim poderei levá-la comigo. . . também vou passar na banca e acertar contas com meu amigo. Estou indo pra casa! Não vejo a hora de chegar lá e encontrar minha mãe.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Confraternização AEI-LIJ SP 2009



Nosso encontro de final de ano aconteceu na Tratoria Moema, um belo e acolhedor restaurante que oferece aos frequentadores cardápio variado preparado com carinho.
Conversamos muito, e, em meio à degustação, até sobrou um tempinho para pensar em futuros projetos. Gente, a comida estava deliciosa! É experimentar para crer!
Naquele momento de alegria e descontração, fizemos um brinde, desejando a todos um Natal de paz e um Novo Ano de realizações.
Cada associado recebeu do Marchi uma caricatura feita ali, na hora. Eu ganhei da Nireuda lindas velas natalinas. Obrigada, Ni! Agradeço também aos que lá compareceram e tornaram nossa confraternização mais colorida.
Ah! Tenho que completar relatando que nos despedimos saboreando a já tradicional
e imperdível pizza de sorvete da Tratoria Moema. HUMMMMMMM!











Barquinho de iguarias orientais.


Buffet de saladas, uma verdadeira delícia!


Massas preparadas e aquecidas individualmente pela "Chef"


Decoração lateral do restaurante "Tratoria Moema", no estilo Gaudi.


Este enfeite natalino foi presente da ilustradora Nireuda Longobardi.