quarta-feira, 28 de julho de 2010

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 6


PÁGINA DO ILUSTRADOR - 6

Danilo Marques

Neste mês, convidei vários ilustradores que participarão nas próximas edições, para esta estavam super ocupados, então fiz um convite ao Danilo Marques, que sempre gentil comigo, atendeu e está aqui, risos...

Ele vem apresentar "O menino maltrapilho e seu cãozinho de luxo", que será lançado na Bienal do Livro, no estande da Litteris Editora, escrito por Zezé Barcelos.
Para conhecer mais do trabalho da Zezé, clique:
http://www.zezebarcelos.recantodasletras.com.br/index.php

A história deste menino é muito bonita. Morador de rua, viveu um conto de fadas ao encontrar um lindo cãozinho da raça Colie solto pelas ruas, viveu inúmeras aventuras até que o cachorro encontra sua dona, uma mulher de bom poder aquisitivo que adota o menino como filho, tirando-o das ruas e dando a ele a vida que toda criança merece ter.

Os desenhos, seis ilustrações internas mais a capa, foram feitos a lápis de cor.

A capa (deixei sem cenário para dar bastante destaque nos personagens):
O reencontro com a dona do cãozinho:


Este é o desenho de capa antes de ser pintado:


Nesta cena, o menino leva o cachorro para debaixo do viaduto e o cobre com jornais.

Mais sobre o trabalho do meu amiííguu (he he he) Danilo Marques, no site http://www.danilomarques.com.br

Um grande abraço, Danilo Marques (ops, rs)

Para participar da página do ilustrador, basta mandar um e-mail com a proposta e as imagens para contato@danilomarques.com.br

terça-feira, 27 de julho de 2010

Convite virtual AEILIJ na Bienal do Livro 2010



Meus caros,
Estou postando o convite virtual da AEILIJ, pela primeira vez participando do estande coletivo da CBL, na Bienal do Livro de São Paulo. Essa é uma conquista a ser comemorada. Parabéns, AEILIJ!
Grande abraço a todos,
Regina Sormani

sábado, 24 de julho de 2010

PÉ DE MEIA LITERÁRIO 11


PÉ DE MEIA LITERÁRIO 11

Semana Literária nas unidades escolares do Colégio Objetivo

Há algum tempo frequento, como autor convidado, a Semana Literária das unidades escolares do Colégio Objetivo.

A rigor, nada de novo quando se trata de atividades escolares com leitores, escritores e mediadores de leitura (professores, coordenadores e bibliotecários). O novo está na insistência da continuidade do evento, na organização, na abrangência e na qualidade do trabalho feito nas escolas. E isso é muito bom e vem cheio de acertos.

A Semana Literária é realizada todo ano, no mês de maio, em todas as unidades escolares do Colégio Objetivo da Grande São Paulo. Simultaneamente diversas atividades são realizadas, desde a presença de escritores em entrevistas com os meninos e meninas leitores e leitoras até a exposição de seus trabalhos escolares, entre os quais alguns projetos interessantíssimos criados a partir da leitura dos livros. Registro, por exemplo, os trabalhos feitos a partir da leitura do meu livro Tantas Histórias Numa Caixa de Sapatos, que extrapolam o texto e navegam em águas gostosas da sensibilidade, da emoção, da construção de histórias de vidas, ainda que vidas de idades novas.

A organização é muito boa. Horários são respeitados, atividades são mantidas e levadas a termo dentro da programação pré-estabelecida. Nada mais saudável.

É visível, e merece registro, a constatação de que um ótimo trabalho de leitura foi feito com os alunos. As perguntas e o nível de participação dos leitores e das leitoras nas entrevistas são excelentes. Fica óbvio que a leitura foi feita, bem feita, rica, produtiva. E mais: não se restringe ao texto nem se esgota na breve passagem do autor pela escola.

O envolvimento dos educadores das unidades escolares é irrepreensível. Professores da sala, coordenadores e bibliotecária da unidade e geral estão sempre presentes, fazendo da presença do escritor na escola um evento de respeito. Todos gostamos dessa atenção recheada de carinho.

A Semana Literária não se esgota com a presença de escritores. Ilustradores e oficineiros também fazem parte do evento. Atividades de contação de histórias completam a programação.

Enfim, se a formação de leitores literários passa pelo trabalho nas escolas – e nós sabemos como a escola pode contribuir nessa questão – havemos que nos contentar com a qualidade do que é feito na Semana Literária das unidades escolares do Colégio Objetivo. Além do que, quem quiser tirar daí alguns ensinamentos para a sua prática, pegue uma caneta e anote as etapas de procedimento a seguir descritas: eleja uma coordenação, planeje as atividades, faça uma programação com as tarefas distribuídas, dê apoio e liberdade aos professores para realizarem o seu trabalho de leitura com os/as leitores/as, envolve toda a equipe escolar e a comunidade. Depois... é só correr para o abraço.

A Semana Literária do Colégio Objetivo é, sem dúvida, uma das atividades que contribuem para o nosso Pé de Meia Literário.

Sampa, julho de 2010

Edson Gabriel Garcia

Educador e Escritor

AEILIJ NA BIENAL


ASSOCIADO,
RESERVE JÁ O SEU HORÁRIO
NO ESTANDE AEI-LIJ NA BIENAL DO LIVRO


Planilha atualizada em 11/08 às 08:47

Prezados associados, a AEI-LIJ terá um espaço para que vocês possam apresentar seus trabalhos, lançar seus livros, contar histórias, expor trabalhos ou fazer outra performance dentro do que se propõe a arte de escrever e/ou ilustrar livros infantis e juvenis.


Para tanto, é necessário preenchermos os horários disponíveis na planilha.

Como proceder?
Veja a planilha (clicando na imagem), estude o melhor dia e horário para você.
Convide para o seu horário mais um ou dois colegas associados e envie seu pedido de reserva para o e-mail reservabienal@yahoo.com.br

Conforme confirmações de reservas a planilha no ar será regularmente atualizada.

Observação: Não poderá haver vendas no estande devido à necessidade de nota fiscal. A sugestão é:
Apresente os livros, conte histórias, e diga aos visitantes que o livro estará à venda no estande X e no estande Y... assim como se faz quando o livro é lançado numa livraria e o visitante busca o livro no caixa e volta para o autor autografar (Não é assim?)... Vai ser ótimo...
Vamos encher esta planilha?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

QUINTAS - 20




Marciano Vasques
  

A MÚSICA NO CORAÇÃO DO TEMPO


 
Em 1971 Taiguara fez uma canção e por ela me apaixonei. Amanda ajudou a ilustrar a minha adolescência. Talvez não fosse eu já mais adolescente, mas ainda sentia as dores de sê-lo, que é aberto sempre estar para as dores do mundo receber.
Ouvi Amanda com Taiguara, com Antonio Marcos. É uma das canções responsáveis por um modo de ser de uma parte da juventude no início da década de setenta.
A Música realmente conduz as pessoas.
Ela é responsável por modelar, amortecer, entorpecer ou elevar as almas. A sua força é inconteste. E bem sempre souberam os exércitos e as religiões. E a música de letra reflete o coração do tempo. Nunca esqueci de Amanda, um jeito extraordinariamente poético de viver e sentir, que nos era por Taiguara oferecido na voz de um jovem cantor de São Miguel Paulista nos dias em que sobre as pessoas tinha o rádio uma força inimitável.
É compreensível que a canção que trouxe a poesia para a minha existência - a música de letra que esteve mais próxima da poesia - tenha sido a responsável pela adesão poética imediata ao trabalho de Caetano Veloso tempos depois. E os pioneiros, entre os quais Taiguara e Antonio Marcos, não podem ser desprezados.
No tempo em que ainda não havia uma separação tão abismal entre a poesia e a letra de música, e os versos tinham uma importância que parecia insuperável, os pioneiros, muitos deles posteriormente de brega ou coisa assim chamados, revelavam uma face em que as marcas no caminho talvez apagadas não pudessem ser.
Hoje canções como Balada de Agosto de Fagner e Zeca Baleiro ajudam a preservar no universo musical a necessidade da poesia.
Aplausos e compreensão merecem os cantores que edificam pontes entre as produções poéticas de qualidade intelectual e o popular. Muitos não têm consciência de sua própria importância, outros com habilidade entre universos diferentes trafegam, como Caetano, que é feliz na gangorra que construiu e vai e vem entre Guimarães Rosa e a mídia, da qual extrai mais do que o suficiente para a sua necessidade interior.
Enquanto observo a felicidade de algumas crianças da EMEF Jardim Vila Nova num entardecer chuvoso, penso no quanto a música foi, a partir de um momento, responsável pela construção do homem que sou...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Canto & Encanto da Poesia -





Amigos,

Os versos que estou postando sobre o macaco, esse animal tão popular entre crianças e adultos, encontram-se no meu livro: "BICHINHOS DO ZOOLÓGICO" editado pelas Paulinas, agora em 11ª edição. As ilustrações são do Marchi.
Um beijo,

Regina Sormani


Macaco

Faço as minhas macaquices,
Eu sou mesmo genial.
Mas, não me dêem gulodices,
Senão depois passo mal!

Tenho um primo assanhado
Que se chama chipanzé.
É bom ficar avisado:
Nunca lhe dêem picolé!

sábado, 17 de julho de 2010

A CIDADE QUE FALOU COMIGO

Eu já viajei bastante por aí. Tive a possibilidade de me deparar com diferentes experiências e conhecer situações inusitadas. Com o tempo, fui adquirindo um hábito que, hoje, está totalmente cristalizado. Cheguei a pensar que fosse um problema, mas aprendi a administrá-lo. Não consigo viajar por viajar. Cada vez que isso acontece, preciso mergulhar nos hábitos locais, falar com as pessoas, ouvir a música regional e, graças à tecnologia, tirar centenas de fotos. Faço isso porque sei que vou encontrar alguma história por ali.

Foi assim que nasceu o meu primeiro livro individual: O OURO DO FANTASMA, que se passa na cidade de Tiradentes (MG). Um amigo me recomendou que eu fosse visitar a cidade, que pareceria um presépio. Penso que seja realmente uma das cidades mais bem conservadas, onde os aspectos históricos são percebidos pelos olhos, ouvidos e sentidos com os pés, no velho calçamento ainda preservado.

Então, para mim, Tiradentes é uma referência.

Nunca pensei que fosse encontrar algo tão autêntico em outro lugar, mas... encontrei e também foi a primeira cidade que falou comigo.

Trata-se da cidade de Goiás, antiga Goiás Velho, que fica no estado de mesmo nome e tem o título de patrimônio da humanidade concedido pela UNESCO.

É realmente muito especial. Para quem vive em cidades grandes seria fácil achá-la monótona, paradinha paradinha. Porém, para descobri-la, é necessário fazer tudo o que eu gosto de fazer. Tenho tantas histórias que até me perco!

Mas, por que eu ouvi a voz da cidade? Bem, isso aconteceu porque nela morou a poetisa Cora Coralina. Ao voltar para casa resolvi ler os livros dela e fui conhecendo as histórias das ruas por onde andei, do rio e até das pessoas que já não existem mais. Então, ao tomar contato com isso, foi como se eu estivesse ouvindo a voz mais profunda da alma da cidade, diferentemente de Tiradentes, da qual fui testemunha silenciosa e criei as pessoas e a minha própria história.

É por isso que sinto que Goiás falou comigo!