domingo, 15 de agosto de 2010

Fotos do Estande coletivo Entidades Apoiadoras

Olá, pessoal!
Quem estiver programado para passar no estande coletivo deve procurar pelo nome: Entidades Apoiadoras, o mesmo da UBE, ruas O e N.
Postei algumas fotos. De cima para baixo:

Danilo desenhando
Danilo e Damares, nova associada da nossa regional
Márcia Széliga, o ilustrador Gilberto Marchi, a estilista Raquel Marchi
Demonstração de aquarelas do Marchi
Regina Sormani, Márcia, Marchi e Raquel
Danilo, Simone Pedersen e o ilustrador Paulo Branco
Paulo trabalhando com as crianças
Os amigos da UBE: Avelino e Fábio

Um beijo a todos,
Regina Sormani


















sábado, 14 de agosto de 2010

Fotos da Assembleia AEILIJ na Bienal do Livro 2010

Meus caros amigos,
A Assembleia da AEILIJ aconteceu dia 13 de agosto de 2010, das 11 às 13hs, no auditório Monteiro Lobato da Bienal do Livro de SP.
Iniciei agradecendo a colaboração dos associados durante os três anos de gestão e fiz um rápido resumo das atividades na regional SP nesse período. Enfatizei a importância dessa primeira participação da AEILIJ no estande coletivo da CBL.
Passei a palavra à Anna Claudia que falou a respeito das parcerias conquistadas pela AEILIJ e sobre a Fundação Dorina Nowill.
Pedro Bandeira sugeriu que o site da AEILIJ tivesse um catálogo com dados e porfólio dos ilustradores de livros infantis. O ilustrador Danilo Marques explicou que o blog paulista tem uma lista de links, com blogs e sites de escritores e ilustradores e está aberto a quem quiser fazer parte dessa relação. Além disso, criei a Página do Ilustrador no blog paulista que divulga o trabalho desse profissional.
Edson Gabriel falou a respeito da importância dos associados receberem um relatório periódico sobre o movimento financeiro da associação, endossando minha opinião, ou seja: S.Paulo, uma grande regional, deveria receber uma porcentagem das mensalidades proporcional ao número de associados.
A presidente, Anna Claudia Ramos declarou que iria estudar com carinho essa possibilidade.
Foram feitas mais algumas considerações a respeito de direitos autorais e reuniões com o MinC pelo vice-presidente Maurício Veneza.
Em seguida, encerramos a assembleia.

Seguem algumas fotos. De cima para baixo:

Regina Sormani
Anna Claudia, Danilo, Regina Drummond, Fabiana
Alina Perlman, Rosana Rios, Alessandra Roscoe, Edson Gabriel
Anna Claudia
Pedro Bandeira, Maurício Veneza
Eliana Martins

Um abraço,
Regina Sormani













sexta-feira, 13 de agosto de 2010

QUINTAS - 23

A ilustração é do Danilo Marques

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vice -Versa de Agosto de 2010



Olá a todos!

No mês de agosto apresentamos a escritora e ilustradora Carolina Vigna-Maru entrevistando o escritor e ilustrador Aílton Sobral e vice-versa. Ambos são associados da regional SP.
Agradeço pela participação. Estamos contabilizando, neste mês, 98 entrevistas.
Forte abraço,
Regina Sormani





Ailton Sobral

Ailton responde:

1- Como é o processo criativo de um livro infanto-juvenil sendo casado com alguém de educação infantil?

É o casamento perfeito! Risos. Acho que essa coincidência é muito bem vinda. Primeiro, abastece o meu caldeirão interno de ideias. Todos os dias a Dani me conta mil histórias sobre o dia-a-dia dos pequenos e muitos desses relatos vão borbulhar no caldeirão criativo e poderão virar histórias ou personagens no futuro. Ter essa ligação com universo infantil, mesmo que de forma indireta, é muito bacana. Outro momento é quando tenho algo pronto e preciso de uma opinião. Ter o olhar crítico dela, com a visão de pedagoga, de alguém que convive com as crianças e que é apaixonada por livros, ajuda muito. É sempre uma avaliação que pesa muito. Além disso, acabo acompanhando como os livros são trabalhados dentro da escola, a preparação que é feita antes de se contar uma história, a produção de materiais e bonecos para a contação, e as atividades pedagógicas posteriores.

No caso do livro A Boca Mágica, a Dani contou para os seus alunos antes do lançamento. Eles tinham de 4 a 5 anos e receberam muito bem a história. Depois da contação fizeram desenhos. Alguns podem ser vistos no blog do livro. http://a-boca-magica.blogspot.com/2010/02/primeira-aparicao-em-publico.html


2- Você tem um background forte em publicidade. Você acha que os artistas (escritor, ilustrador, artista plástico, ator, etc) se beneficiariam em aprender um pouco de mercado, marketing, etc?

Acho que o processo criativo não deve ser contaminado pelo marketing, a concepção deve atender apenas aos aspectos artísticos. O olhar do artista deve ser totalmente livre.

Depois da obra acabada, então é preciso encará-la como um produto cultural, que tem mercado, que tem consumidores e que paga contas. Mesmo que seja administrado por um agente, acho que o artista deve conhecer como funciona a sua "cadeia produtiva". Naquela velha história do Picasso, que ao pagar um jantar com um de seus desenhos, é alertado pelo dono do restaurante que o desenho não estava assinado, e responde que queria apenas pagar o jantar, não comprar o restaurante. Por mais folclórica que seja, percebe-se que ele tinha consciência do valor da sua obra e nem por isso o seu trabalho se tornou medíocre. O fato é que o mercado da arte existe, se isso é bom ou ruim, não vou entrar no mérito, mas ele existe e não pode ser ignorado pelos artistas.

É aí que entram as associações como a AEILIJ, que esclarecem, informam e assessoram os escritores e ilustradores.

No caso dos livros, por exemplo, com as novas tecnologias, os autores podem participar mais ativamente da promoção de seus livros, não deixar tudo por conta da editora. Para as elas pode ser mais um livro no portfolio, mas para o autor, principalmente o iniciante, é o livro da sua vida. Acho que é legítimo que ele conheça e use ferramentas que possibilitem que o seu livro tenha pelo menos a chance de ser visto pelos leitores. As redes sociais na internet tem sido um campo bastante interessante e que não exigem grandes investimentos.


3- O seu livro fala de saúde dentária de uma maneira muito doce, sem cair na armadilha fácil de ser muito técnico e sem tratar o leitor como idiota. Foi difícil chegar nesta medida justa?

Na verdade Carol, isso não não estava entre as minhas preocupações. A ideia, ou melhor, o meu desafio era apenas contar uma história. Até então, escrever uma história, um livro, nem me passava pela cabeça. A literatura era algo distante. Até que participei, por acaso, de um ciclo de palestras com autores da literatura nacional, em Santo André. Estavam lá Ignácio de Loyola, Lygia Fagundes Telles, Tatiana Belink, Rosana Rios, entre outros. O estranho é que apesar de estar ouvindo histórias fascinantes, descrições de processos criativos, o que me capturou não estava não estava nos falantes, mas nos ouvintes. Comecei a observar a minha volta e percebi o encantamento dos "candidatos" a escritor, aquele brilho nos olhos me transformou de alguma forma. Aquilo ficou borbulhando meus pensamentos por muito tempo. Até que meses depois resolvi experimentar e escrever. A história saiu de forma atropelada, com urgência de ir ao papel, e foi registrada ainda com caneta bic. Durante o processo, não houve reflexões se aquilo era didático, se levaria alguma criança a cuidar melhor da saúde. Queria apenas registrar aquela aventura.

Olhando depois de pronta, acho que a história foi além de um simples passatempo ou de uma apresentação didática sobre saúde bucal. Pois trata também de outros temas importantes como, a superação, a sabedoria, o saber partilhar, o espírito coletivo, etc. E no final do livro, esbarramos no início da minha história, o poder da literatura, pois a personagem descobre que a grande arma contra o vilão não está na força, está no encantamento, no convencimento, e resolve escrever um livro, contando para as crianças que elas só serão felizes se sorrirem com os próprios dentes.

4- Seu livro é pintado, algo que muitíssimo me agrada. Você optou por esta técnica antes ou depois de terminar o livro? Digo, veio um depois de outro ou o processo criativo aconteceu em paralelo?

Na fase de criação vieram alguns esboços, mas apenas para registrar as cenas que imaginava, o primordial naquele momento era o texto. Depois de escrita, a história ficou guardada, ou melhor acho que ficou escondida. Risos. Relembrando os fatos para te responder, percebo outra coincidência, a Lia, a mesma amiga que me chamou para aquele ciclo de palestras sobre literatura, mandou-me um e-mail sobre um concurso de histórias infantis. Isso fez com que eu retomasse a história e pensasse nas ilustrações. A princípio a intenção era criar as cenas a partir de bonecos de sucata construídos pela Dani, depois fotografar e manipular as imagens no photoshop. Quando esbocei algumas cenas com tinta acrílica para ela reproduzir com sucata, o resultado da pintura acabou nos conquistando e então decidi seguir esse caminho. Mas os bonecos, ainda que em outro formato, participarão de algumas contações de história do livro.




Carolina Vigna-Maru

Carolina responde:

1 - Carol, o que levou você a escrever e a ilustrar? O que surgiu primeiro e como foi o primeiro passo profissional?

Primeiro foi a ilustração. Desenho desde que me entendo por gente. Sempre escrevi poesia, nunca nada para crianças. Escrever para crianças é algo que surgiu com a maternidade. Não sei dizer se eu escreveria infantis sem ser mãe, acho mesmo que não. Então é relativamente seguro afirmar que eu escrevo para o meu filho e desenho para mim. Minha primeira ilustração profissional foi para o livro Vicente, de José Mário Tamas, eu era menina. O Tamas foi, até hoje, o melhor editor que eu já conheci. Isso – culpa dele! – acabou me estimulando a continuar.


2 - Você atua em várias frentes criativas, como escritora, editora, ilustradora, animadora, designer, diretora de arte no teatro, entre outras coisas. É uma busca por uma linguagem ideal ou uma necessidade de se expressar através de vários meios?

Eu não animo mais... Ailton, olha, eu não acredito em linguagem ideal, então vou escolher a segunda opção, mas talvez seja, na verdade, uma inquietação. Vontade de experimentar. Eu sou uma eterna aluna. Fico profundamente infeliz quando não estou aprendendo algo novo. O teatro surgiu muito por causa de uma oportunidade para aprender e acabei me apaixonando. Sou uma pessoa de grandes paixões profissionais. E isso é horrível.

3 - No seu livro, Godô Dança, o seu lado ilustradora deu movimento às linhas de texto e emprestou um traço de design para as ilustrações. Como foi o processo criativo do livro?

O Godô fala de auto-estima infantil. De como talvez não ser o que se espera (jogar futebol, colecionar figurinhas, etc) pode também ser legal. Eu queria falar isso de uma maneira não-paternalista e acabei optando por um personagem cachorro, que por sua vez é uma mistura entre o cachorro da minha infância, o Joaquim e a cachorra do meu filho, a Fiona. O traço do Godô é inteirinho a Fiona, mas o “streetwise” é do Joaquim. A Fiona é burra feito uma porta. O texto ser em linhas de movimento, foi para mostrar ao leitor iniciante de que existe uma relação entre o que ele está lendo e a imagem.

4 - Gostaria de saber como é a sua participação na vida do livro após o lançamento e se isso interfere na criação de novos projetos.

Ai, Ailton, é bem menor do que eu gostaria. O bom de sair por uma editora grande é que a gente sabe o que isso representa, mas por outro lado eu quase não acompanho nada. Os contatos que tenho feito são todos a partir de um network pessoal. Com isso, é mais o livro que participa da minha vida do que eu da dele. E sim, interfere muito, porque eu gosto de acompanhar, gosto de ir em escolas, gosto do contato com as crianças e com os professores. E então faço todo um planejamento futuro em que isso possa se fortalecer.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

QUINTAS - 22



PAI QUE CAMINHA NA CALÇADA E NA VENTANIA




A água não escapava dos olhos quando ele ouvia as crônicas de vida de jogadores no rádio enquanto se barbeava. Eis imagem que não arreda pé da minha memória de filho. Outra imagem é a dele trazendo um gibi do Fantasma, personagem de Lee Falk plenamente emblemático cuja mitologia tem como mote o filho que substitui o pai e isso acontece de geração para geração, tornando dessa forma o pai imortal na crença dos povos que o amam. Todas as noites já beirando a virada do dia ele chegava. Eu era criança para observar o suor e o cansaço, apenas me agarrava ao rumo que o gibi oferecia para a minha vida, no presente que eu ganhava mensalmente.
O tempo passava eu eu não me dava conta, essa falta de atenção era natural para quem crescia na velocidade de uma carrinho de rolimã ou erguia os olhos para o azul dando linha e mais linha para a pipa. Porém ele começou a caminhar mais lento, já não era o "peixe" das espumas das águas de Santos, quando encantava as moças de Cashemere Bouquet, não era mais o homem das docas, quando todos os respeitavam nas mesas de bilhar.
Foi explorado durante décadas até se aposentar e permanecer em frente da "televisão" em vez de viajar e viajar como deveria ser o destino e o prêmio para quem deu-se conduzindo milhões de vidas na cidade, desde o bonde, quando era motorneiro nas ruas santistas de paralelepípedos e sonhos, ao ônibus quando encerrou a sua carreira nos labirintos da cidade de concreto, que viu crescer assustadoramente até chegar o tempo de caminhar lentamente na calçada com receio de ser assaltado na próxima esquina.
Voltar os olhos para a memória do pai talvez seja uma forma compensadora de dialogar com o tempo e compreender que na brevidade da vida podemos plantar coisas que nos resgatem do efêmero.
Dia dos Pais, que bom que seja em Agosto!, que bom que possamos compreender que é mais do que uma data apenas comercial. Dar um presente, para quem tem o privilégio de ter o seu pai, pode ser mais do que apenas um ritual, mas uma vontade de dizer que quer abraços e abraçar forte.
Estar presente, eis o primeiro dos presentes: o maior. Poder dizer alguma coisa difícil, algumas palavras que a propaganda não consegue. Abraçar... Saber transmitir a felicidade que não quer ir embora. O pai é mesmo o último elo, o cordão que se perde quando ele parte para se tornar um residente na memória, um inquilino para sempre nos recantos da mente onde as coisas essenciais jamais se desvanecem.
Desde os tempos imemoriais a humanidade precisou do pai, e o pai hoje tem o rosto do novo tempo, pois a vida não tem jeito, renova-se a cada dia, a cada instante. Pai dialoga com filho, corre e brinca, não é mais o senhor patriarca, como foi transformado por ditames que não correspondem exatamente ao coração. Pai que mandava, pai coronel, pai que proibia a filha de estudar, jamais corresponderam ao símbolo de amor que o pai sempre representou.
Pobres moços que enganam as meninas, que abandonam covardemente a oportunidade mais rica que um homem pode receber. Quem engravida e foge constrói para si a mais triste das histórias.
Não tenho mais o meu pai por aqui, e nem adianta vasculhar nos refúgios do coração as oportunidades que deixei escapar feito areia entre os dedos, oportunidades de abraçar, de sorrir, de trocar um olhar, uma palavra, passar as mãos em seus cabelos. Nada pode ser resgatado, mas estou por aí feito o tal cuitelo, procurando as flores que a vida oferece, e abraçando alguns amigos que são pais. Para todos eles um Feliz Dia dos pais.
Que cada filho transmita a semente para a próxima geração, a semente do amor, da amizade, do carinho e do respeito, e que cada filho jamais se esqueça do espírito que anda, aquele que mostra os pedais da bicicleta e segura as mãos frágeis na força da ventania dos dias que passam, girando o menino ou a menina no elegante carrossel chamado vida.

MARCIANO VASQUES


quinta-feira, 29 de julho de 2010

QUINTAS - 21

Marciano Vasques


ARTESÃO 
DOS TECIDOS
HISTÓRICOS
 
 
 
A inspiração que vem do cotidiano é feita de pessoas que embalam cigarros nas indústrias de fumo, que permanecem em pé durante horas seguidas atrás de um balcão, que vendem balas nos vagões do metrô, água de coco nas praias brasileiras, que lêem os jornais pendurados nas bancas da cidade, que sentam nas escadarias do Teatro Municipal e que infestam o Viaduto do Chá lendo o futuro.
As pessoas apressadas que fingem que almoçam, que atravessam avenidas fora da faixa, que ainda engraxam sapatos na Praça da República, que trabalham em funilarias, em olarias e nas feiras.

Pessoas bondosas e ingênuas que estendem moedas para a mulher que distribui no metrô a foto de uma criança com um texto no verso afirmando que a pequena está com uma doença grave e necessitando de um determinado medicamento ou uma transfusão. A mulher que mostra a foto olha para todos com o olhar estacionado em uma aparente dor distante. Depois, ao sair do metrô encontra-se com as colegas, todas sorridentes e felizes por terem desempenhado cada qual bem o seu papel, algumas com crianças no colo. Crianças emprestadas, que, da mesma forma que a foto possivelmente retirada da internet, comovem os passageiros.

O passageiro que inocentemente dá moedas para a "pobre mãe" ajuda a enriquecer uma quadrilha, mas ele é motriz da história, com a sua força de trabalho. Construindo coisas sem conhecer o todo, falando estilhaços do que sobrou de sua alma no bar com a mesma convicção de um evangélico diante de uma platéia. Artesão, como os homens sem recursos no sistema financeiro, como os vidraceiros, os serralheiros, os que mostram receitas aos farmacêuticos...

Passeatas que cortavam cidades ao meio, gente que ocuparam terrenos, que ergueram acampamentos, que gritaram por postos de saúde, que assinaram manifestos, que lecionaram, intoxicaram a alma com o giz da ternura, com a cal da revolta, gente humilhada nas favelas, sangrando nas sessões de tortura, morrendo aos poucos nas filas hospitalares do sistema nacional de saúde.

Pessoas que timidamente procuraram as escolas para freqüentarem um curso de EJA, mulheres dançando forró nos bailes da periferia de São Paulo, nos bailes funks do Rio, nas gafieiras e no sambódromo.
Com um lápis entre os dedos, uma enxada nas mãos, recolhendo papelão e latinhas, respirando fumaça, alcoolizando o coração, acendendo velas e desfiando rezas e temores.
Em todos os lugares, nos centros educacionais unificados e nas escolas de lata, nas feiras e nos mercados, nos terminais de ônibus, nos portos e nas estações ferroviárias. Onde quer que seja, lá estão eles, cada qual contribuindo com a sua parte, com a sua reserva de forças, cada qual se proclamando um artesão dos tecidos históricos.