sexta-feira, 15 de outubro de 2010

QUINTAS - 30

Talvez esteja o cinema desempenhando uma educação mais arejada. Basta ver o sucesso de alguns filmes. As longas filas repletas de juventude, como acontece com Tropa de Elite-2.
Quisera a escola tivesse a força do cinema. Mas são coisas diferentes! - dirão os que sempre têm palavras parceiras.
 Claro que são. Mas a escola deveria ser diferente da escola, ou seja, deveria acompanhar o tempo. Participar desse processo de educação que envolve o cinema no aconchego dos braços adolescentes.
 Hoje, dia 15, dia do Professor. Dia de professar. Pois bem: queria falar um pouco de um dos parceiros da educação. O cinema.
O cinema nacional? Sim, pode ser. Tem realmente nos últimos tempos levado à tela da magia alguns filmes que nem deveriam ter entrado em cartaz, mas tem também apresentado coisas boas, de nível excelente, com técnica pronta para competir em mercados internacionais, só para um trânsito rápido em outra esfera. Que música gloriosa é o cinema! Muito bem.
Se o Brasil tem mesmo que apresentar algum filme para concorrer ao Oscar, quem teve a ideia ridícula de indicar o tal filme sobre o Lula? Mas isso é outro assunto.
O importante aqui é falar um pouco sobre a tal parceria na Educação. O cinema é grandioso, lembro-me de ter lido diversos textos quando surgiu o VHS, e mesmo depois, com o aparecimento do DVD, textos que previram que o cinema morreria. Aposta errada. O cinema não morre. Não morre por causa de sua alma. Um segredo: É a mesma alma do livro. Mas não sabem.
Dá gosto ver a meninada no cinema para assistir ao Tropa de Elite-2? Dá. Favorece o favo do olhar. Faz bem. Ponho-me a pensar nas cópias nos cadernos. Aqui um toque: a juventude é uma flor, uma delicadeza só. É uma explosão calada, torcida, sufocada. Uma explosão de fazeres, de sonhares, de poesia, de mundos. "Aborrecente" é o conformismo, a acomodação, a falta de movimentos, de quereres.
Mundos em colisão, mundos que voam. Viva o cinema! Sim, viva, Tornatore! Viva o cinema nacional? Sim, viva!
Com licença, ó "menino da  porteira", deixe o cinema passar.


MARCIANO VASQUES

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Ding, a grande aventura




Meus amigos queridos,

Retirei um trecho do meu livro "DING, A GRANDE AVENTURA" e postei aqui para que conheçam um pouco da história dessa gotinha aventureira.
O livro foi ilustrado pelo Marchi em aquarela e editado pelas Paulinas.
Forte abraço,

Regina Sormani






A gota assim falou:
— Não foi apenas coragem que me trouxe a este rio.
Não foi só o desafio. Preciso chegar ao mar.
São coisas da natureza que rege toda esta terra.
Mãe natureza não erra.
Disse e já foi pulando. E o rio, passando, passando...
João-de-barro admirado, ficou tão impressionado
Que até filosofou:
— A Ding, tão pequenina, tem um destino infinito:
Ora é nuvem no ceu, ora é água no mar.
E eu pra fazer bonito, vou voltar a trabalhar.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

QUINTAS - 29

O SOL DA LAURINHA


Quando entrei, a classe parecia uma mistura de parque de diversão com aeroporto. Um deles ao reparar a minha chegada espalhou a notícia, que feito rastilho de pólvora se rastejou numa estonteante velocidade, como só podia ser.
- A professora chegou! A professora!...
Em poucos segundos o silêncio foi restabelecido. Crianças são ágeis.
- Hoje a aula será sobre o nosso Sistema Solar. Aproveitando que lá fora está um dia ensolarado, vamos falar sobre o Sol.
Iniciei falando da importância do Sol para nós, dizendo o quanto ele é benéfico para a nossa saúde e o quanto a vida no planeta depende dele para sobreviver.
- Já imaginou se o Sol se apaga?
Uma das menininhas pôs a ponta dos quatro dedos na boca e ficou em pasmo.
Laurinha, como sempre, com os ouvidos colados em minha fala.
Depois de falar do benefício do astro-rei e ter distribuído um desenho com um Sol divertido, narigudo e com óculos escuros para que eles colorissem, retomei a fala afirmando que Ele é o centro do Sistema Solar, - como sempre, ilustrando com minhas garatujas artísticas o Sol e os nove planetas.
E fui em frente.
- O Sol é uma estrela!
- Não é, professora!
- Não?
- Não!
- Quem disse isso?
Só podia ser ela, mas fiz o meu teatro, fingi que não havia distinguido a voz no meio dos burburinhos.
- Fui eu, professora!
Sim, a Laurinha, lá estava ela me desafiando novamente.
- Querida, o Sol é uma estrela, de quinta grandeza, quer dizer que ele é uma estrela grande. É a mais próxima do nosso planeta, por isso o vemos tão grande, mas não é diferente das outras estrelas, que estão distantes de nós. Se as víssemos tão perto também iriam parecer grandes.
- Mas o Sol não é uma estrela, professora!
A teimosia insistia. Um autêntico duelo entre o mestre e o aprendiz. A coisa mais saudável que podia me acontecer. Uma pequena criatura de cinco anos tentando me desautorizar, insistindo que eu estava errada. O Sol não é uma estrela! Mas não me daria por vencida e buscaria todos os meus recursos, abriria como sempre a minha caixa de tesouros dos argumentos.
- O Sol tem luz e calor, Laurinha, como todas as estrelas.
- Pode ter luz e calor, mas não é uma estrela.
- Por que não?
- Porque eu sei que ele não é uma estrela.
- Longe de eu encerrar a discussão com aquela menininha. Afinal era sempre o momento mais interessante e atraente das minhas aulas. E como ela costumava fazer, despertava a minha curiosidade. Por que afinal insistia que o Sol não é uma estrela?
- Agora quero que venha aqui à frente e nos diga o que sabe. Quero ser convencida de que o Sol não é uma estrela.
- É pra já.
E lá foi toda cheia de si, como se guardasse em si um intocável e insondável tesouro.
Parou diante da classe tão confiante que logo compreendi que fossem quais fossem os seus argumentos, ela estava prestes a ganhar a batalha intelectual com a professora. Como eu já aprendera que a lógica da criança não é lógica, é mágica, tentava antecipar uma resposta para algo que viria e sobre o qual não tinha a mais vaga noção do que poderia ser.
- E então? Agora quero, meu bem, que me diga o motivo pelo qual afirma que o Sol não é uma estrela.
- A senhora por acaso já viu o Sol de noite?
A classe inteira a me olhar, pasmada, esperando que eu dissesse algo.
Ela com o mais largo sorriso no rosto, olhando para mim com aquela cara de vencedora, e eu ali, entre gargalhar e chorar de raiva pela minha imprudência pedagógica.
Quem mandou ensinar uma coisa tão abstrata para uma criança tão esperta, que ia do quintal direto para a escola?

Marciano Vasques

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Vice-Versa de Outubro de 2010



Caros amigos,

Participam do Vice-Versa de outubro: o escritor, poeta e editor Marco Haurélio Fernandes e a ilustradora Naomy Kuroda.
Obrigada!
Um forte abraço,
Regina Sormani



Marco Haurélio

Perguntas de Naomy


1.) Marco Haurélio, como e quando a Literatura de Cordel passou a fazer parte da sua vida e da vida literária?

Acho que desde que nasci. Eu sou de uma localidade chamada Ponta da Serra, município de Riacho de Santana, no Sudoeste da Bahia. A casa do meu pai era, como nós dizemos, parede e meia com a de minha avó, Luzia Josefina. Ela guardava, numa gaveta, muitos romances de Cordel, que eu folheava, mesmo antes de aprender a ler. Eu me recordo dela contando a História da Princesa Rosa, de Silvino Pirauá de Lima (um dos pioneiros do Cordel). Detalhe: ela não possuía mais o folheto, mas reteve todo o conteúdo na memória. O que não era difícil para uma pessoa que sabia de cor inúmeros contos populares, rezas e cantigas. Quando aprendi a ler, aos seis anos, já tentei escrever o primeiro Cordel. Aos sete anos, eu sabia, do começo ao fim, a história de João Soldado (de Antônio Teodoro dos Santos) e Juvenal e o Dragão (de Leandro Gomes de Barros).

2.) Como escritor, de que forma funciona o seu processo de inspiração e criação e quando você se sente satisfeito com a sua obra para soltá-la ao mundo?

Em relação ao Cordel, que é o gênero com que mais me identifico, normalmente eu escrevo num caderno, já procurando respeitar a estrutura básica (em geral as sextilhas de sete sílabas). Na transposição para o computador, eu procuro fazer as correções, substituir as palavras inadequadas, procurando manter a espontaneidade. Leio umas três vezes e, a partir daí, comporto-me como a águia em relação ao filhote no alto da montanha: “voa, meu filho!”.

3.) Quais seriam as qualidades fundamentais para que o escritor e o ilustrador de literatura de cordel produza boas obras ?

É preciso que haja sintonia. Há muito tempo, por causa da desinformação, pensava-se que a única forma de se ilustrar um Cordel era por meio da xilogravura. Hoje, sabe-se que essa informação não se sustenta nem pela história do Cordel, nem pelo grosso das publicações no gênero, que evolui da capa cega (do início do século XX) até a policromia, adotada pela editora Luzeiro de São Paulo no início dos anos 1950. No meu livro, Breve História da Literatura de Cordel, não por acaso, há um capítulo que se chama “Da capa cega à policromia”.

Hoje, com a evolução gráfica e temática, livros infantis e infantojuvenis em cordel são uma realidade cada vez mais presente. A qualidade dos trabalhos varia, até porque nem todos os editores estão preparados para esta demanda. Por outro lado, têm surgido ótimos trabalhos. Acho que é preciso evitar o falso “pitoresco”, como fez a Elma, que ilustrou o meu A lenda do Saci-Pererê em Cordel, publicado pela Paulus. Ela imprimiu a marca dela ao trabalho, e a espontaneidade prevaleceu sobre a tentação de fazer algo mais conceitual.

4.) De que maneira a Literatura de Cordel tem evoluído desde o século XIX até os dias de hoje?

Esta evolução ocorre dentro do processo de mudança por que passou – e passa – o país. O Cordel já foi chamado de “o jornal do sertão”, que é um qualificativo verdadeiro, mas reducionista, pois não leva em conta a grande variação temática da poesia dita popular. Por outro lado, desde Leandro Gomes de Barros, o grande desbravador dessa seara, o Cordel apresenta os mesmos temas trabalhados até hoje: sátira, histórias dramáticas, romances de encantamento, pelejas e desafios, histórias de anti-heróis etc. Em relação ao aspecto gráfico, eu já respondi na questão anterior. A grande inovação, no meu entendimento, é mesmo a adoção do Cordel por médias e grandes editoras, que estão publicando obras de autores egressos do meio tradicional e que não vêem nenhum problema com os novos formatos. Essa foi a grande travessia que a nossa geração ousou fazer.



Naomy Kuroda

Perguntas de Marco Haurélio


1.) Naomy, começo parabenizando por seu belíssimo trabalho e com uma pergunta básica: o que a levou ao mundo das imagens? O fato de o seu pai ser fotógrafo, conforme o belo depoimento no seu blog foi decisivo?

Muito obrigada.Todas as vezes que recebo comentários gentis em relação aos meus trabalhos fico muito feliz assim como uma mãe que tem a sua boca adoçada ao ver seu filho receber um beijo. Eu nasci como a segunda filha de uma família em que a arte tinha o seu espaço reservado. Meu pai, fotógrafo profissional, amante da literatura japonesa, minha mãe embora fosse "do lar" era uma retratista de tirar o chapéu e nas suas horas de lazer escrevia poesias e histórias infantis em língua japonesa e algumas até premiadas. Na minha infância, até onde minha memória permite retroceder, desenhar era a atividade mais prazerosa e a que ocupava a maior parte do meu dia. O castigo mais temido era o de não poder desenhar. Aprendi a manusear o pincel e as tintas com a minha mãe quando comecei a colorir as fotografias em preto e branco para os clientes do meu pai. Foi numa época em que não havia fotografias coloridas. Embora desenhar nunca tenha deixado de fazer parte da minha vida cheguei a ter outra profissão para poder sustentar este prazer. No meu ambiente de trabalho, como todos conheciam meus desenhos, a cada aniversário, despedida e aposentadoria de algum funcionário me pediam para confeccionar os cartões. Eu colaborava com as minhas ilustrações para os jornais e revistas da empresa. Vendo isto, o chefe do departamento me chamou para uma conversa:
- Naomy, você nunca pensou em se profissionalizar como ilustradora? Eu acho que você está perdendo tempo.
Ao ouvir isto de um profissional sério e competente me senti avalizada e fortalecida para batalhar e fazer do que mais gosto uma profissão.


2.) Transformar palavras em imagens?” e “transformar imagens em histórias”. O que é preciso para que haja sintonia entre texto e ilustração, e vice-versa?

Acredito sim, em uma sintonia entre texto e ilustração, mas, acredito mais ainda numa energia que atrai um texto ao ilustrador e vice-versa.
Muitas vezes recebo histórias para ilustrar e isso, a princípio me assusta achando que não tenho estilo para aquele texto, mas, encaro o texto, vamos nos estranhando, conhecendo, gostando, sentindo o prazer do desafio e quando percebo já estamos amigos e as ilustrações terminadas.
Cada história que recebo para ilustrar é uma oportunidade de ampliar o meu horizonte profissional e descobrir as minhas faces escondidas. Penso também que a boa percepção do editor que faz a escolha do ilustrador servindo de ponte entre a história e o ilustrador também é o que faz a diferença. Então, quando um editor me destina uma história para ilustrar aceito com muito prazer e procuro fazer o melhor.


3.) Você ilustrou algumas fábulas. O que elas podem ensinar nos dias de hoje?

Acho as fábulas maravilhosas. Acredito que todos nós que tivemos o prazer de ler inúmeras fábulas contendo ensinamentos subliminares temos dentro de nós um profundo conhecimento sobre a conduta moral e ética ideal. Muitas vezes, o grande problema é que quando adultos, pressionados pela vida corrida e com a transformação dos interesses primordiais, tais ensinamentos ficam esquecidos lá no passado. Portanto, eu acredito que seria ótimo se os adultos nunca se desligassem da literatura infantil. Que visitassem sempre os livros infantis como se visita a casa dos pais.


4.) Você ilustraria um texto em cordel?

Seria um desafio muito interessante. Sempre gostei muito de ler as poesias da literatura de cordel, da pureza, da religiosidade, da arte do cotidiano e do folclore do Brasil.
Admiro muito as ilustrações que enriquecem os folhetos rústicos da literatura de cordel. Nunca recebi um texto em cordel para ilustrar, mas como eu respondi na pergunta número dois, seria uma oportunidade para estudar mais, pesquisar mais e descobrir-me capaz.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

QUINTAS - 28

 O INTELECTO 
E A 
CONSCIÊNCIA


Lá vai ela! Vai descendo, miudinha, esfarelada, acabou-se.
A consciência despencou, aliás, para ser mais exato, caiu, desceu vertiginosamente os degraus, escorreu para o ralo, rumo ao esgoto.
  A alma esgotada não mais almeja uma tentativa de conscientização; um fiapo que seja, que se transformaria num feixe de luz, um risco luminoso, suspenso a luzir, uma espiga acesa de rastros brilhantes, de estrelas de fogos de artifício.
Toda queda, toda redução da potência, clareza esmaecida, nublada, desvanecida, apagada, carrega em si uma história, uma origem, pois nada brota espontaneamente. Não há milagre na perda.
A origem está no sacrifício do intelecto em troca de cargos públicos. Ora, o que são cargos? Nada, diante da liberdade do intelecto.
Mas o intelecto, ao ser sacrificado, mutilado, por causa de cargos...
Lembro da euforia de alguns: Vamos trabalhar em Brasília!
E então, depois, a omissão, o silêncio..., covarde, medonho. O pior silêncio de todos...
Triste, esmagando, demolindo, jogando ao chão, tombando a consciência. Todos os intelectuais que nada fizeram para amparar, socorrer, salvar a consciência que implorava, gritava um grito sufocado,  pelo socorro. - Ajude-me! Salve-me! Por favor!
E o acadêmico, e todos os intelectuais que agiram assim, que limitaram-se ao limite do militar, sacrificando o intelecto, são responsáveis pela agonia e morte da consciência.

Marciano Vasques

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Um livro do qual gostei muito

Meus caros,
Marilza Conceição comenta o livro de Adélia Prado: Quando eu era pequena.
Agradeço a participação.
Um beijo,
Regina Sormani

O meu livro preferido, no momento, chama-se "Quando eu era pequena", de Adélia Prado editora Record. Apesar de ser classificado como literatura infanto-juvenil, não são somente crianças que gostam de linguagem poética, que pode ser lida por todas as idades. Adélia está estreando na escrita de literatura infanto-juvenil e escreve com maestria. A personagem principal, Carmela, faz desconfiar que se trata de memórias e nem tanto de invenção literária. As ilustrações de Elisabeth Teixeira são primorosas e remetem ao romantismo do texto. Na história, são relatadas as dificuldades financeiras da família durante a Segunda Guerra Mundial, as roupas que passavam da irmã mais velha para a menor, a oração nos dias de chuva e as poesias declamadas para as visitas.
E foi isto que me tocou profundamente. Daí, imediatamente, lembrei-me da minha infância. Quando chegavam visitas em casa, meu pai me chamava:
— "Marilza, venha cantar”!
E ele, ao violão, dedilhava acordes que eu acompanhava no tom certo. Canto ensaiado em domingos de manhã.

Com sua escrita despojada, Adélia alinhava os detalhes dos acontecimentos, em um tom que fica mais autobiográfico e emocionado ao longo do livro. Na última página, dá a deixa quando relata aquilo que se pode considerar um postscriptum: “Em um livro não cabe tudo. Não falei de minhas brigas com Alberto nem das brincadeiras com meu primo Benedito. Quem sabe posso escrever outro para contar esta parte?”.
E eu, fã emocionada, adorei!

PÁGINA DO ILUSTRADOR 9

PÁGINA DO ILUSTRADOR 9

Nesta edição a página do ilustrador apresenta Cris Alhadeff


O livro "Vou contar um segredo" do escritor Zé Zuca foi ilustrado por Cris com muito carinho e dedicação. Aqui ela apresenta o processo de criação da personagem Lara; no livro, a menina Lara conta os medos que os adultos, ao redor dela, sentem. Ela faz a sua listinha e vai jogando fora cada um, contando como reagem sua mãe, dinda, avó e bisavó às diversas circunstâncias.




Primeiros estudos de Lara...






As páginas do livro, em acrílica, lápis e colagens digitais...




Para conhecer mais do trabalho de Cris Alhadeff visite:
http://www.crisalhadeff.com




Ilustrador associado à AEILIJ,
aguardo seu contato
para participar da página do ilustrador:
contato@danilomarques.com.br