quarta-feira, 3 de novembro de 2010

PÁGINA DO ILUSTRADOR 10 - NAOMY KURODA

PÁGINA DO ILUSTRADOR 10

Nesta edição recebemos a participação de Naomy Kuroda.

Meu nome é Naomy Kuroda, sou ilustradora e tenho ilustrado para livros de literatura infantil e juvenil, paradidáticos e livros didáticos e técnicos.



Muitas vezes me perguntam o que gosto mais, ilustrar histórias de Literatura ou para livros técnicos ou didáticos.


Na verdade nunca pensei muito sobre isso. Quando um editor me telefona para uma proposta não penso sobre isso, a minha sensação é de alguém que recebe uma linda notícia de um bebê que vai chegar.


Não me importo muito se será menino ou menina ou melhor se será livro de literatura ou didático. Amo-os igualmente.


De qualquer modo o que agita meu coração é o desafio de transformar em imagens através da minha cabeça, emoção e mãos os textos escritos por uma outra pessoa.


Um exercício muito gostoso e interessante e depois de pronto é muito gratificante!


É também muito especial quando recebo comentários de autores das histórias que ilustro contando-me como foi estranho e ao mesmo tempo especial quando o autor encontra com o seu texto representado em imagens.



Gerar um livro é como gerar um filho!



Visite-me no Blog : www.naomykuroda.blogspot.com (onde escrevo meus sentimentos)


e www.ilustradoranaomykuroda.blogspot.com (portfolio)



Um grande abraço!

Naomy Kuroda



Para participar da página do ilustrador:
contato@danilomarques.com.br

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Rebenta pipoca







Meus amigos,

Esta é a poesia que dá o título ao livro Rebenta Pipoca, composto por 13 poemas.
As ilustrações do Marchi foram feitas em aquarela. O panelão cheio de pipocas também ilustra a capa do livro.

Um beijo,
Regina


Rebenta pipoca,
Maria sororoca.
Saltando bem louca
Pra dentro da boca.
Rebenta Pipoca,
Branquinha e amarela.
Pula que pula,
No fundo da panela.
Quem resiste ao cheirinho dela?


(E. Pioneira, Ilustrações de Marchi)
© Regina Sormani- todos os direitos reservados

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

QUINTAS - 32

SÃO PAULO DE TODOS OS DESTINOS
 
Mereces um brinde, campeã. Difícil andar nas tuas calçadas, quase não há mais espaços. É a economia informal.

Nunca se sabe ao certo quantos discos um cantor vendeu, pois a indústria não contabiliza a venda em camelôs. Os sulcos nos rostos dos que fazem a tua história são as marcas dos teus caminhos de carvão, diesel e néon.
O Anhangabaú das tuas lavadeiras de outrora está lindo. As águas das tuas chuvas transbordam e as águas de março são os tons do Tom que partiu.
Adoniran seria a palavra da tua saudade, quando os demônios cantavam na tua garoa. Mas, como a chuva renova a vida, a garoa se foi. E veio a poluição, e os teus poetas em silêncio. Alguns projetam sobre o concreto o laser azul da poesia que salpicas na insensatez da tua correria. Tua Light virou shopping, teu Municipal é lindo, tuas ferrovias, e vias teu carnaval deixando os salões...
Hoje os jovens das tuas galerias partem para o Rio. O Festival chamado Rock in Rio foi a atração do teu primeiro janeiro do século.
A periferia festeja noivados e batizados. Nos varais, o colorido do teu povo pobre e nas ruas a alegria se dissolve na poeira. Nas favelas os templos surgem e a fé se alastra em rezas e súplicas. Moços e velhos choram seus mortos e buscam esperanças nas nuvens, enquanto teus internautas procuram amigos virtuais.
Neste janeiro não vi o teu índio Chiquinho dançando com as castanholas no calçadão da Piratininga, mas numa livraria folheei Mário de Andrade. São Paulo de tantos poetas, onde estás nas tardes que se fecham diante da Tv?
Gosto de passear em ti quando é sábado de manhã, descobrir pouco a pouco um detalhe que não havia reparado, um restaurante, um sebo, uma ladeira, um edifício...
Feliz aniversário, querida. Teus paralelepípedos têm a alma de cronista; tua catedral, teus namorados na Paulista, teus universitários, tua violência assustadora...
Queria ser assim tão baiano que só quando cruza a Ipiranga com a São João e Santo Antonio e São Pedro e todos os santos ausentes nas tuas raras fogueiras, nas tuas juninas que se refugiam e sobrevivem nas quermesses...
Eu te amo, mesmo que não tenhas a calma de uma Pindamonhangaba. São, São Paulo de Tom Zé, Parabéns!
Você é o mundo inteiro. Basta se andar na tua Liberdade, na tua Bexiga, na tua São Miguel, pra se encontrar os teus japoneses, os teus italianos e os teus nordestinos. E saber que em Sampa, em Sampália, em São Paulo, se tecem todos os destinos.

****
MARCIANO VASQUES





MANUEL FILHO - LANÇAMENTO DO SEU NOVO CD

Queridos amigos,

Quero convidar a todos para assistirem ao show de lançamento do meu novo CD, "Raízes" .

O show terá única apresentação na sexta-feira dia 05/11 no histórico e sensacional Teatro Oficina (Rua Jaceguai, 520) às 22:00h.


Se não abria a imagem aqui clique no anexo



O repertório do novo disco está bastante interessante e o show ainda conta com participações especialíssimas de Fernanda Gianesella, Rita Braga e Cristina Lemos.

Além de composições próprias, cantarei Noel Rosa, Custódio Mesquita, Fran Papaterra entre outros.



O ingresso custará R$20,00 ou 1 quilo de alimento não perecível que será doado a uma instituição de caridade .

O show está lindíssimo, quero muito contar com a presença de todos.

Aproveite para visitar o meu site www.manuelfilho.com.br



Beijos e abraços e até dia 05 de novembro às 22:00h no Teatro Oficina .


Direção de cena - Flávio Faustinoni

Direção musical - Beto Marsola

Direção de produção - Ana Nero

Designer de luz - Carmine D´amore

Assessoria de imprensa - Iara Filardi

Músicos:

Violão - Beto Marsola

Baixo - Xinho Rodrigues

Teclado - Leandro Neri

Percussão - Bira Azevedo


domingo, 24 de outubro de 2010

Um livro do qual gostei muito

A nuvem que chegou lá

O texto é da escritora Mariluiza Campos, com ilustrações de Lúcia Maria. Foi publicado pela editora Vozes.
Essa história fala sobre uma pequena nuvem que se soltou de um "colchão de nuvens". A princípio, era rala e leve. Aos poucos, foi se arredondando e virou uma bola fofa, como algodão branquinho. Suas irmãs que haviam ficado lá no colchão, preocupadas, chamaram por ela, porém, a pequena nuvem fingiu não ouvir. Estava decidida a viver sozinha, sem ninguém pra pegar no seu pé. Distraiu-se, olhando para baixo, observando uma cidade que se aproximava, com suas praças, carros, chaminés, piscinas, favelas...
Enquanto isso, o colchão de nuvens foi se distanciando dela e, quando percebeu, estava só, no céu azul. Lembrou-se de experiências passadas, do tempo em que era parte de um cirro, pequenas nuvens brancas que ficam bem no alto do espaço. Depois, virou uma nuvem grande que ia mudando de forma. Essas nuvens são os cùmulos, ora castelos, ora bichos, coisa muito interessante. Com saudades, lembrou-se de que suas irmãs nuvens gostavam muito de ser estratos, aquelas nuvens compridas que acompanham o nascer ou pôr do sol. A pequena nuvem entendeu que precisava realizar alguma coisa na vida, e que de nada adiantava ficar rolando sozinha pelo céu. Resolveu procurar companhia e viajou, viajou, até avistar os grandes nimbos, nuvens que vão se transformar em chuva. Foi recebida com alegria e integrou o grupo das novas companheiras. Durante sua viagem pelo céu, a pequena nuvem tinha escurecido e crescido, portanto, já estava pronta para virar chuva. Ouviu-se um forte estrondo e a seguir formaram-se gotas que se precipitaram sobre a terra. Aí, sim, a nuvem sentiu que estava cumprindo sua missão e isto deixou-a muito, muito feliz.

A escritora Mariluiza Campos é associada da regional SP
email: mariluizacam@terra.com.br

Abraço grande a todos.
Regina Sormani

Lua Africana




Olá, pessoal!

O cartão acima se refere à participação do caro amigo, associado da regional SP, o escritor Marciano Vasques no "Valeu Professor"
Parabéns, Marciano.

Um grande abraço,
Regina Sormani

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

QUINTAS - 31

A RESISTÊNCIA DAS CANTIGAS
“Se essa rua fosse delas...” – pensei, ao ver tanto asfalto e carros, e então meus olhos se voltaram para um bosque chamado Solidão e vi, além dele, crianças brincando e cantando as mesmas cantigas – o folclore vivo pulsando nas rodas, nas cirandas e em cada coração infantil. Politicamente corretas? Nem sempre? De vez em quando, poderíamos repousar o nosso olhar suavemente.
Cantigas, provérbios, parlendas, ditados e quadrinhas populares atravessam o tempo e no universo infantil bravamente resistem.
Crianças adormecem com as mesmas cantigas de ninar que outras mães cantavam, e numa noite já tão distante uma voz suave penetrava em minha febre e tentava docemente convencer o menino que era melhor dormir por causa do boi, boi, boi, boi da cara preta, e a cuca, que a qualquer momento poderiam chegar.
Folclore querido, crianças brincam por este Brasil afora cantando as mesmas eternas cantigas populares como “Escravos de Jó/Jogavam Caxangá...”.
Um dia, debaixo de uma sacada, o cravo brigou com a rosa. Essa comovente briga de amor resiste aos tempos da mesma forma que a canoa virou por culpa de alguma criança que não soube remar.
Impressiona como as transformações promovidas pela mídia não afetam o rico folclore infantil, que não se contamina pela modernidade nem sofre as interferências do pensamento contemporâneo. Como explicar? Será que a alma da criança tem insondáveis segredos?
Sim, a alma infantil resiste através das suas cantigas e como é uma alma específica não adianta a modernidade tentar modificá-la. Tudo que a fantasia comercial cria torna-se passageiro, tudo que parecer truque, todas as criações que objetivam apenas lucrar com o mundo da criança, não passam de coisas efêmeras, porque só o que é misteriosamente puro, como um conto de fadas, resiste, num folclore indelével, força que não esvanece. 


MARCIANO VASQUES