domingo, 23 de janeiro de 2011
Parabéns São Paulo pelos seus 457 anos!
Na terça-feira, dia 25 de janeiro, data em que completa 457 anos, Sampa receberá de volta a biblioteca municipal Mário de Andrade, localizada no centro da cidade, com acessos pela Rua da Consolação, 94 e Av. São Luís, (biblioteca circulante) próxima à Praça da República e Av. Ipiranga.
O prédio ficou em reforma durante três anos, e o investimento chegou a 17 milhões de reais numa parceria entre o BID e a Prefeitura. Além da fachada, o sistema de climatização foi modernizado, tendo sido instalados aparelhos de ar condicionado em todas as áreas de acervo. A segurança também foi reforçada para a proteção dos livros raros. Os paulistanos terão acesso a 327mil livros.
A reforma da biblioteca Mário de Andrade é um dos passos para a revitalização do centro da cidade.
Um beijo a todos, boa leitura e bom feriado.
Regina Sormani
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
QUINTAS - 43
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Vice-Versa de janeiro de 2011

Meus queridos!
O Vice-Versa de Janeiro é com a escritora e roteirista Diane Mazzoni e o ilustrador Bruno Grossi da regional AEILIJ MG.
Parabéns aos dois e um enorme abraço a todos.
Regina Sormani
Diane Mazzoni (Minas Gerais, 1983) é escritora de literatura infantil, criadora e roteirista do estúdio de ilustração Turadinhas.com. Seus trabalhos sempre envolvem a comunicação, a arte e a cultura.
www.dianemazzoni.blogspot.com
dianemazzoni@gmail.com
Begê (Bruno Grossi – Minas Gerais, 1979) trabalha com ilustração, literatura,cultura e arte. Desenvolve ilustrações e tirinhas para o Turadinhas.com, também ilustra livros infantis, cartilhas, histórias em quadrinhos e tudo o que vê pela frente.
www.begeilustrador.blogspot.com
begeilustrador@yahoo.com.br

Diane responde
1- Diane, você como roteirista, como é o processo de construção de um livro infantil em cima de um texto pronto que o autor te envia?
É um trabalho que a gente tem que usar e abusar da imaginação. Eu normalmente leio e releio os textos tentando sentir mesmo em que parte melhor se encaixa a ilustração, em que parte a ilustração pode ajudar mais a criança a compreender a mensagem e em que ponto o texto pode ganhar mais vida e fantasia com a ilustração...
2- E na criação de tirinhas como você desenvolve o tema. De de onde vêm as ideias para produzir?
As ideias para as tirinhas surgem mais do nosso dia-a-dia mesmo. Muitas coisas que acontecem na nossa vida, se você for parar para pensar são cômicas, trágicas, passamos muitos apertos por aí, não é? É só tentar pensar nessas situações com uma dose de humor que dá para fazer umas piadinhas a partir daí. Muitas ideias vêem também de acontecimentos políticos, econômicos e de notícias do que acontece no Brasil e no mundo.
3- Como escritora, de onde você tira esta sensibilidade de se comunicar com o mundo infantil através de seus poemas e textos?
Não sei, mas acho que me mantive um pouco criança até hoje. Dizem que isso é bom... Gosto muito de crianças, da espontaneidade e criatividade delas. Tento entrar nesse mundo, tento me divertir ...
4- Hoje você trabalha com ilustração e cultura. Como é trabalhar com essas duas áreas ecomo você desenvolve estes trabalhos?
Pessoalmente são áreas que gosto muito... Trabalhar com arte e cultura parece que alimenta a alma, deixa a gente mais feliz, de certa forma. Afinal, estamos lidando com coisas belas, com a estética... Acho que sempre que estamos trabalhando com ilustração, estamos contribuindo culturalmente, pois é algo que diverte, faz refletir, instiga a imaginação. Um dos últimos trabalhos que realizamos, por exemplo, foi a ilustração de uma cartilha sobre Folia de Reis, voltada para o público infantil, com o objetivo de aproximar mais as crianças dessa tradição regional tão rica.

Bruno responde
1- Bruno, como você acabou entrando nesse mundo da ilustração, se profissionalizando nesse mercado?
Comecei brincando, desde criança já desenhava os personagens de desenho animado da época nas capas dos meus cadernos e até fazia umas revistinhas em quadrinhos e vendia hehehe. Depois disso, nunca mais parei de rabiscar, estava sempre com um caderninho na mochila.
A oportunidade de me envolver mais com a ilustração surgiu em 2005 quando dei início aos primeiros traços do Turadinhas.com. Logo depois, em 2006, montamos uma empresa e tivemos força para trabalhar e viver de ilustração.
2. O que vocês ilustradores estão fazendo para se fortalecerem como profissionais?
A ilustração hoje ainda não é considerada profissão, este é um dos tópicos que mais abordamos em rodas de conversas, em grupos de e-mail e associações. A preocupação maior é a de se profissionalizar, ter respeito e direitos de um trabalhador comum, com oportunidade de carteira assinada, aposentadoria, etc.
Eu, além de desenhista, sou um grande pesquisador e divulgador desta área. Criei o PORTAL DO ILUSTRADOR que possibilita que ilustradores de todo o Brasil se conheçam e troquem “figurinhas” sobre ilustração, dificuldades e experiências e divulguem seus trabalhos.
Já estamos bem próximos do milésimo usuário cadastrado.
Imagine uma união de mais de 1.000 ilustradores. Um local em que todos podem aprender, negociar novos trabalhos e crescer profissionalmente. Além de ser uma vitrine para empresas e editoras contratarem os serviços de cada um.
3. O que mais te inspira e o que mais te motiva como ilustrador?
Como surgem as ideias para as ilustrações e como é o seu processo criativo para desenvolvimento das ilustrações de um livro infantil?
O que me inspira é entrar neste mundo mágico. É dar vida ao texto. Como sempre digo “Ilustrar é sonhar com as mãos”. Podemos fazer o que quisermos, é só colocar no papel, isto é incrível!
Quando sou contratado, eles enviam o texto, a roteirista examina e já especifica as ideias para as cenas, assim, ela me passa e eu ilustro, seguindo o roteiro para ficar o mais próximo possível da ideia do livro. Quando pego um texto corrido, na medida em que leio já vou criando os personagens, cores e imagens na cabeça. É uma viagem completa e eu amo isso.
4. Até onde você quer chegar com seu lápis?
Quais são seus próximos passos e planos para o futuro?
Quero ser um ótimo profissional. Ter o meu traço e a minha linha de criação própria. Desejo ser lembrado pelos meus desenhos como muitos ilustradores e cartunistas são. Tenho o Turadinhas para me ajudar a realizar este sonho. Fazer tirinhas e cartuns para alegrar a todos que as lêem. Fazer ilustrações personalizadas para os clientes ficarem super felizes e contentes com o trabalho. Afinal, a vida é uma diversão, não é mesmo? Nada melhor do que trabalhar se divertindo!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Solidariedade
Obrigada!
Um beijo,
Regina Sormani
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Pè de Meia Literário 15
Vá lá: 2011 já caminha a todo vapor e, penso, não cabem mais as formalidades das felicitações da chegança do ano novo. Mas... passei boa parte do mês de dezembro calculando e escrevendo e refinando textos e emoções para enviá-los a pessoas do meu relacionamento, as quais prezo. Esqueci de pensar felicitações para mim. Coisas da vida. Razão pela qual peço licença aos meus eventuais leitores destas esparsas linhas para pensar alguma coisa nesse sentido.
Em 2011 me desejo ler muito. Ler de tudo, de receita de bolo dietético a bilhetes de filhos, de resenhas de livros a textos dos meus chegados em seus blogs, sites e similares, de poemas a biografias, de respostas formais ou informais das editoras aos meus emails e textos a contratos de livros novos, de editoriais de jornais a matérias de suplementos infantis, de livros novos dos amigos e colegas a sucessos do Jabuti e outros bichos mais, de textos sobre leitura a resoluções dos conselhos nacionais, sejam eles de educação, de cultura, de meio ambiente, de reportagens sobre a corrupção deslavada de nossos políticos a sentenças judiciais que procurem colocar mais decência em nosso comportamento.
Em 2011 me desejo reler alguns livros. Poucos, pois o tempo haverá de ser dividido com outras coisas boas, mas desejo criar brechas necessárias para reler A Casa dos Espíritos, Confesso que Vivi, Cem anos de Solidão, Pedagogia da Autonomia, Ética para Meu Filho, O Príncipe, Cândido, Melhores Poemas do Manuel Bandeira, entre outros.
Em 2011 me desejo escrever mais. Não tanto, como me desejou o amigo Pedro Bandeira, mas um pouco mais do que consegui nos anos anteriores. Idéias, propostas e desejos não faltam.
Em 2011 me desejo aprofundar algumas reflexões sobre algumas poucas coisas (sobre as outras, canto com o Zeca Pagodinho: deixa a vida me levar). Entre elas, o tal politicamente correto na literatura, as cláusulas contratuais dos contratos que assinamos profissionalmente com as editoras e a importância da ética em nossa sociedade.
Em 2011 me desejo ler (ou reler) algo mais da obra lobatiana, coisa que não fiz na infância e juventude interioranas pobres recursos e de livros. E entender se o que ele fez em Emília no País da Gramática se enquadra na categoria de obra literária ou obra didática.
Em 2011 me desejo um esforço para reunir todos os textos que já escrevi sobre leitura, leitura da literatura na escola, formação de educadores leitores, comportamento leitor e caminhos para incentivo aos programas de formação de leitores e encontrar um santo predestinado que tenha interesse em publicá-los numa coletânea. Publicados aqui e ali, distribuídos aqui, ali e acolá, em seminários, palestras, workshops e debates, sempre com razoável aceitação, me desejo a ousadia de publicá-los para mais gente ler e pensar e discutir questões que dizem respeito a todos nós militantes da arte de ler e escrever.
Em 2011 me desejo falar mais para plateias que queiram ouvir sobre literatura, leitura e sobre programas de incentivo à leitura. Falar e ouvir de volta o que verdadeiramente rola nos bastidores, longe das estatísticas hipócritas de órgãos públicos. Falar e tentar convencer meus ouvintes de que ler é um santo remédio e que em doses certas pode curar males da ignorância, do mau humor, da impaciência, da intolerância, da vista curta, dos amores mal resolvidos, etc.
Em 2011 me desejo ser menos ranzinza, sem perder o senso crítico, já que este passei outros tantos anos de minha vida procurando construí-lo. Nessa caminhada espero descobrir porque passamos boa parte da vida dizendo que é necessário construir o homem autônomo e crítico, mas raramente aceitamos críticas.
Em 2011 me desejo rir mais. Rir de mim e das nossas muitas contradições e dos nossos muitos comportamentos ridículos.
Em 2011 me desejo mais paciência e tolerância para aprender a lidar com a velhice. Nada dessa burocracia consumista de “melhor idade”, mas a compreensão desta etapa complexa e inexorável da vida.
Em 2011 me desejo continuar botando em prática um slogan que sempre me propus seguir – e tentei passá-los aos meus filhos: é gostoso gostar das pessoas.
Enfim, atrasado, eis aí a minha carta de intenções para este ano, já nem tanto, novo. E que estas sejam minhas intenções para a melhoria do meu pé de meia, literário ou não.
Que venha 2011.
Edson Gabriel Garcia
Educador e Escritor
QUINTAS - 42
RAPUNZEL FOI AO CINEMA
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
PÁGINA DO ILUSTRADOR - 15 - MONIKA PAPESCU
Nesta edição apresentamos Monika Papescu
Monika nasceu em São Paulo numa família de artistas. Formou-se em Comunicação Visual e seguiu para Londres onde estudou Graphic Design e Multi Media pelo Westminster Institute e Ilustração pelo Chelsea College of Art. Voltou a São Paulo, formou-se em cenografia, figurino e indumentárias pelo CPT – SESC e Produção Gráfica no SENAC-SP.
Mora hoje com esposo e as filhas Rafaela e Nina em Santo Antônio da Patrulha - Rio Grande do Sul, num sitio com gata, éguas, ovelhas, carneiros, cabras, lagartos, tartarugas, codornas, galinhas e segundo suas palavras "nem sei mais quem".
Escreveu e ilustrou vários livros; outros mais ilustrou; fez ainda capas de revistas.
Desenvolve pequenas animações e faz bonecos para contar histórias.
Participa de feiras de livros, festivais de contadores e projetos de leitura no Rio Grande do Sul e em São Paulo. Desenvolve projetos de incentivo à leitura em municípios do interior como o "Semear em Glorinha" em Glorinha - RS e "Arquipélago - de Atlantis e Açores" na APAE de Santo Antonio da Patrulha - RS.
Recebeu o prêmio de melhor figurino de teatro amador com o espetáculo “O Flato ou a Comédia da Vida Privada” 1999 e melhor animação pelo Prêmio Gaúcho de Arte Eletrônica 2008.

"Como diz o Papescão, meu pai, “o que é fácil não tem graça”. É por isso que sou uma eterna estudante e fuçadora de novidades seja de técnicas, materiais, equipamentos ou o que for.
Gosto de estar sempre renovando e surpreendendo a mim mesma. Assim como nunca percebemos nosso próprio sotaque, eu demorei a perceber meu estilo. Hoje fico muito feliz quando as pessoas reconhecem meu trabalho no meio de tantos outros.
Nas minhas ilustrações eu uso e abuso da cor, dos contrastes, das complementares, das texturas que fazem as imagens saltarem. Ilustração tem vida própria, resta a nós criá-las (sem pretensões divinas).
Eu trabalho com ilustração em várias linguagens e dimensões; ilustrações no papel, cenários, bonecos e um pouco de animação. E tem dado certo pois recebi o prêmio “artistas gaúchos 2009” de melhor animação e sou finalista no “prêmio artistas gaúchos” para melhor ilustrador.
Neste trabalho para os “áudio-livros” eu me preocupei com a textura pois o público destas obras são pessoas de baixa ou nenhuma visão. Apesar das capas dos CDs não terem textura, isso me serviu como ponto de partida para criar e a idéia é expor todo o processo de estudos e desenvolvimento nos encontros da narradora com o público alvo em centros e institutos especializados.
A primeira ilustração foi feita em linogravura. A imagem de um rosto andrógeno e o mundo inserido na história sai ou entra pelos ouvidos que são os olhos dessas pessoas."


O passo seguinte foi apurar o entendimento da imagem, mudei então para o papel cortado.


E por fim apliquei as cores.




Para cada projeto eu gosto de conhecer o autor, conversar, saber das preferências e, antes de aceitar o trabalho, penso muito para saber se eu me encaixo no perfil do livro e do autor. Aprendi que não posso aceitar um trabalho e passar pelo sufoco de desenvolver vários estudos, rascunhos, ilustrações e nunca agradar ao autor ou à editora pois no final todos sairão frustrados e um livro é para a vida toda.
Convido a todos para uma nem tão breve visita ao meu site, para conhecer meus outros trabalhos e peço que façam seus comentários, pois é bom saber o que as pessoas da mesma área têm a dizer.
Tudo de bom.
Papescusss"
Escreveu:
- “Acorda o Sol, Don Aderbal”, editora Autêntica, 2010
Escreveu e ilustrou:
- “Peixinhos”, editora Formato 2008
- “1, 2, 3 da Bicharada”, editora Studio Nobel, 2002
- “A B C da Bicharada”, 2ª edição, editora Studio Nobel, 1999
- “O rapto das Flores Cantantes”, editora Paulinas, 1997 (esgotado)
- “O Crocodilo Gigante e a Mosca que não era dessa história”, o Estadinho, 1996 - SP
- “À procura da Máscara”, editora Loyola, 1994
Ilustrou:
- “as meninas da janela”, de Jonara Nifa, 2010
- “Outras fábulas”, coleção do projeto Livro Livre, texto de Cristina Marques 2010
- “Áudiolivros: a cultura da inclusão” narração de obras literárias por Letícia Schwartz (capas dos encartes dos cds) 2010
- “jogos de inventar, cantar e dançar, texto de Viviane Juguero, ed. Livreto 2010
Capas dos cadernos do Cilégio Objetivo (2009):
- “Minicontado”, texto de Ana Melo, 2009 (capa) 2009
- “Viver e aprender português de 1º ao 5º ano” editora Saraiva, 2007 (didático)
- “A Menina que descobriu a Noite”, editora Ícone, 2001: texto de Pámela Duncan
- “A velhinha que mudou o tempo”, editora Paulinas, 1996: texto de Juciara Rodrigues
- “Português Palavra e Arte”, editora Atual, 1996 (didático)
- Capas de revistas “O Hebreu”e “Beit Chabad”, 1996 – SP
www.monikapapescu.com
Contatos:
E-mail:monika@monikapapescu.com
Telefone: 51-8222-5774
ILUSTRADOR
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Mande mensagem para contato@danilomarques.com.br
