terça-feira, 1 de março de 2011

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 17 - LUCÍLIA ALENCASTRO

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 17


A convidada desta edição é a ilustradora LUCÍLIA ALENCASTRO

"Criando 'In Verso'

Em geral recebemos uma "encomenda" do que deve ser ilustrado, com algumas recomendações sobre o tipo de público, e, às vezes, certas restrições de cores, técnica, prazos, preços, etc. Assim, partindo do texto para a ilustração, vamos dando nossa interpretação ao que foi lido, adequando a comunicação ao provável leitor e, ao mesmo tempo, à expectativa do escritor.

Aqui, preferi falar sobre o livro Caleidoscópio, minha primeira "investida" como "escritora", por ter acontecido o processo inverso, ou seja, a partir das imagens foi concebido o texto.

As imagens foram feitas para um trabalho acadêmico de Pós-graduação em Artes Visuais, onde, através de qualquer expressão visual, eu deveria interpretar a meu modo, alguns conceitos que já haviam sido "vivenciados" na análise de obras de arte importantes durante o curso.

Assim, os alunos deveriam representar "leveza", "fragmentação", "sinuosidade", "movimento", "profusão", "distorção", entre outros.

Produzi 12 imagens em tinta acrílica, utilizando sempre os mesmos personagens. A idéia inicial era somente fazer imagens, mas com o desenrolar do trabalho resolvi escrever um texto, bem livre, sem a preocupação de ser uma história. Dessa forma produzi um caleidoscópio de palavras que foram brotando na cabeça e aproveitei também para fazer a composição gráfica, de forma a reforçar as imagens.

Seguem algumas para vocês verem!"

Distorção

Sinuosidade

Leveza

Fragmentação


Para contatos com a ilustradora Lucilia Alencastro:
www.lucilia.art.br
contato@lucilia.art.br

Vice-Versa de Março

Queridos amigos,

O Vice-Versa de Março apresenta as entrevistas dos escritores Sérsi Bardari e Sonia Salerno Forjaz, da regional SP da AEILIJ. Agradeço a participação dos queridos colegas. Um beijo a todos.

Regina Sormani







Sérsi

Respostas do Sérsi

1 – Tanto sua tese de doutorado quanto alguns de seus cursos associam a literatura para jovens a um rito de passagem, o que é uma colocação bastante instigante. Você pode nos dar uma pista de como entende este rito?

Sérsi – Na sociedades capitalistas contemporâneas inexistem ritos de passagem formalizados que demarquem para crianças e jovens os momentos finais e iniciais das diferentes fases do desenvolvimento psíquico e social. A reflexão corrente sobre o assunto entre educadores e psicanalistas apresenta aspectos favoráveis e desfavoráveis sobre a inexistência desses rituais. O abandono dos marcos institucionalizados representaria, de um lado, maior liberdade para o encontro de soluções particulares, por meio da busca de modelos comportamentais em diferentes fontes. De outro lado, entretanto, essa mesma liberdade poderia resultar em individualismo voraz, no exercício do qual questões relativas ao convívio comunitário ficariam sempre em segundo plano. Além disso, entre as fontes de referências buscadas, a mais frequente é a mídia, que veicula produtos de entretenimento criados, muitas vezes, a partir de interesses mais comerciais do que propriamente voltados para a formação ética do cidadão. Portanto, acredito que a literatura de qualidade para jovens tenha importante papel a cumprir nessa área. Mesmo sem incorrer no discurso didático-moralista, narrativas literárias, de qualquer gênero, podem auxiliar o leitor a encontrar referências para o crescimento individual e paradigmas de comportamento em sociedade.

2 – Em sua experiência acadêmica e profissional você transita entre vários tipos de texto: jornalístico, publicitário, literário.
Em que medida você acredita estar a leitura relacionada a cada uma destas escritas? Escreve boa literatura o bom leitor de literatura ou é a capacidade de “ler” o mundo que produz bons escritores nas diferentes áreas?

Sérsi – A leitura está relacionada, em primeiro lugar, à nossa capacidade de reflexão crítica a respeito dos fatos. Somente o leitor crítico e reflexivo pode se situar e fincar o pé na realidade em que vive. Sem leitura não temos educação, não temos profissionais qualificados, não temos cidadãos cônscios de seus direitos e deveres, não temos respeito pelo próximo.
Se assim o é de maneira geral, imagine-se então a importância da leitura para aqueles que querem se expressarem por meio da escrita. Há dois planos a serem levados em consideração quando pensamos no desenvolvimento da competência discursiva em qualquer modalidade, seja oral, escrita ou multimídiatica: o plano do conteúdo e o plano da forma. Nesse sentido, a leitura é fundamental não só para sabermos o que dizer como também para sabermos como dizer. A leitura de textos do gênero que pretendemos escrever é fundamental para praticarmos a forma. A “leitura” de mundo nos dá o conteúdo. Mas isso não quer dizer que na leitura de texto não contenha a leitura de mundo ou que na leitura de mundo não possamos incorporar novas formas de expressão. As fronteiras entre uma coisa e outra não são muito nítidas.

3 – Em meio a uma produção tão rica de livros infantis e juvenis, quais são - na sua ótica de professor - os melhores critérios para a seleção e adoção de livros nas escolas? Em que ordem de prioridade você os colocaria?

Sérsi - A seleção e adoção de livros nas escolas deve ser realizada com muito carinho. É o perfil do leitor que deve orientar os professores nessa tarefa. Embora os meios tecnológicos venham globalizando o acesso à informação, analisar a realidade geográfica, econômica, social e cultural da região onde se localiza a escola é o caminho mais apropriado para se correr menos riscos. Os leitores de uma escola rural, por exemplo, terão interesses diferentes daqueles que residem nos grandes centros urbanos. Jovens que vivem próximo ao litoral apresentam características diversas daqueles que habitam regiões mais centrais do país. Embora lamentando, não há como negar o fato de que crianças de famílias mais ricas já cresçam com uma visão de mundo privilegiada, em comparação com aquelas oriundas de lares menos favorecidos. Outro fator a ser levando em conta é o sexo. Meninos e meninas até uma certa fase do desenvolvimento têm focos de interesses opostos. Enfim, creio que o melhor critério seja aquele norteado pela sensibilidade dos professores. Imagino como seria bom se tivéssemos nas escolas a presença de um mediador de literatura, um educador especialista no assunto, com amplo repertório, que se dispusesse a conhecer os alunos mais individualmente e indicasse leituras personalizadas.

4 – Agora fale sobre você e nos conte:
Em que momento na vida do acadêmico nasceu o escritor de literatura? Foi o inverso? Eles já moravam juntos desde sempre e você nem sabia? Ou sabia?

Sérsi – O acadêmico e o escritor sempre conviveram e eu os reconheci desde cedo. Sou filho de pai professor e tenho irmã professora. Cresci em uma casa repleta de livros. Aprendi a ler e a escrever antes mesmo de ir à escola. Sempre me senti atraído pelo potencial expressivo da linguagem verbal, por aquilo que ela pode criar na imaginação das pessoas. Como fui um menino um pouco tímido e retraído, era mais fácil para mim dizer o que queria, o que pensava, por meio da escrita. Iniciei carreira profissional escrevendo textos institucionais, publicitários e jornalísticos. Mas, sempre houve um projeto de literatura em gestação. Muitos foram abortados, evidentemente, até que conjunturas internas e externas se conciliaram para que o primeiro texto fosse publicado. Daí por diante, resolvi compreender de maneira mais técnica e científica meu processo criativo. Nesse caminho, tornei-me professor de fato. É muito gratificante quando alunos e ex-alunos nos dão retorno positivo de nosso trabalho, quando crescem física, psíquica e intelectualmente diante de nossos olhos.


Sonia

Respostas da Sonia

1. No Brasil, temos muita necessidade de despertar nas pessoas o gosto pela leitura. Além de escrever, você tem ministrado cursos para educadores, pais e alunos. Que tipo de dificuldade tem encontrado para que o hábito de leitura se torne cada vez mais difundido no País?

Assunto vasto e importante, Sérsi. Mas, tentando resumir e na minha modesta opinião, muitas vezes o que falta é encontrar a semente deste “gosto” que tanto se quer despertar. Não dá para generalizar e quase tudo nos surpreende, para o bem e para o mal. Às vezes, me deparo com uma falta de preparo desanimadora. Outras, com trabalhos simples que produzem resultados emocionantes. São ações pontuais e isoladas que nascem e morrem sem deixar rastros, a não ser para poucos privilegiados. Bons projetos devem ter continuidade. Uma biblioteca sem uso é apenas uma biblioteca. Precisamos da figura humana, empolgada, empolgante, amante dos livros. Pais e educadores interessados. Eles existem, mas são ainda poucos para atender nossas carências.


2. Você tem larga experiência na área de produção de textos para revistas. Como vê o potencial desse segmento atualmente no Brasil? Acredita que as revistas possam auxiliar na divulgação dos livros? Não estaria faltando no mercado editorial algum título voltado especificamente para discutir literatura infanto-juvenil com pais e educadores?

Sim, estaria. Porém, acho difícil este título surgir. Não um encarte ou coluna, mas uma revista inteira, por uma questão de mercado. Se livro vende pouco, menos ainda venderia uma revista específica sobre ele. Há que se buscar um mecanismo mais rápido e direto, pois editoras de revistas, via de regra, apostam em temas mais lucrativos. A divulgação de livros é direcionada para quem, já seduzido pela leitura, faz buscas na internet, lê artigos especializados, frequenta livrarias, compra livro por prazer. Ou, então, para o professor que precisa adotar acertadamente um livro (o melhor!) dentre uma infinidade de catálogos e títulos. Este, sim, por dever de ofício, consultaria as resenhas desta revista que falta. Mas quem a compraria?


3. Em seu site, você enfatiza a importância da pesquisa para o desenvolvimento da escrita. Você segue alguma metodologia específica de coleta de informações para a produção de seus livros?

Eu diria que, para desenvolver um tema, costumo estudar. Por gosto e por necessidade. Assim, quando escrevo ficção sobre tema baseado no cotidiano, sugerindo ao jovem uma reflexão (drogas, gravidez precoce, preconceito etc.), como Socióloga, faço uma pesquisa para obter dados reais, atuais, concretos. Preciso de personagens e diálogos verossímeis que não iludam meu leitor. Já, quando escrevo contos mágicos, quero, além do tema, manter a estrutura destes contos, e aí a pesquisa é outra: passo a me debruçar nos textos literários e teóricos sobre o assunto. Estudo mesmo. Vou beber na fonte para reter um pouco dessa bebida rara no que escrevo.


4. O mercado dos games eletrônicos cresce vertiginosamente em todo o mundo. Sob o ponto de vista do conteúdo, acredita que esses jogos podem contribuir de maneira positiva para a formação da subjetividade de nossas crianças e jovens? Seriam os games um novo tipo de suporte para a literatura infanto-juvenil?

Infelizmente, para as duas questões, não. Não há subjetividade em jogos cujos passos são preestabelecidos, ainda que com alguma variação. O caminho está lá, já percorrido inteiro e o mérito é descobrir, encurtar, perseguir, somar pontos, gastar horas. Muitas horas. Pode ser que, remotamente, um jogador – raríssimo – se sinta motivado a saber mais da história, seguir adiante vendo um filme, um desenho, depois, talvez, lendo um livro – objeto que, na comparação, parecerá sem atrativos e trabalhoso. Mas este é um caminho tão sinuoso e improvável que não dá suporte à literatura. Por enquanto, os games -, por seu imediatismo, perfeição e impacto -, mais nos afastam dos livros.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

QUINTAS — 47

Marciano Vasques
  

ARTE QUE SE DIZ ARTE
 
 

Que distância pressinto na relação estética para com a vida no cotidiano!

A arte e a cultura estão distantes sem ao menos se darem conta de que faz parte da vida a busca pela estética, pela arte.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quem conta um conto...

Ai! Que medo!

A casa tinha uma espécie de porão, ao qual se chegava por uma portinhola situada logo acima do piso acimentado onde a residência se erguia. Como esta portinha não tinha mais do que sessenta centímetros de altura, nenhum adulto se atreveria a tentar passar por ela. Já as crianças... não só foram explorar o tipo de porão, como também oelegeram “Clube da Cambada”. Era lá que se faziam as reuniões da turma quando o assunto era “Proibido para maiores”.
Havia regras restritas para o uso do clube: nada de estranhos, nada de adultos; só se podia entrar quando não houvesse olheiros por perto; a porta tinha que ser mantida fechada, só sendo aberta exclusivamente para permitir a entrada ou a saída dos sócios.
- Mas como seria possível respirar lá dentro?
Na fachada da casa, à altura do chão, havia uma grade de 30 por 40 centímetros, que permitia uma entrada parcimoniosa de ar...Por isto, dependendo do número de presentes, as reuniões só podiam durar, no máximo, de vinte a trinta minutos, a menos que se deixasse a portinha entreaberta, o que já se sabe que era proibido... (repararam no “exclusivamente” do segundo parágrafo?).
Conseguiram levar para o Clube um caixote que servia de mesa, meia dúzia de tijolos que viraram assentos, uma vela, uma caixa de fósforos e dois pares de semáforas. Todos os sócios aprenderam a linguagem semafórica e assim passavam mensagens, como os escoteiros quando se comunicam à distância
O problema se deu quando um dos sócios esqueceu de fechar a portinha, quando saiu do clube. A princípio, ninguém notou nada, mas, quando a ninhada nasceu, o primeiro que entrou no clube no início da noite, ouviu uns ruídos indefinidos. Ele tinha ido buscar o Manual do Escoteiro, pois não tinha ainda decorado o alfabeto de semáforas.
Na escuridão do porão, qualquer ruído tomava proporções assustadoras. Com o medo que deu nele, não encontrou a caixa de fósforos e acabou dando o grito fatídico:
-Ai! Que medo!
Foi o bastante para a gata, que estava tentando acomodar seus cinco filhotes no vão da grade de respiro do clube, assustada, passar pelas pernas do não menos assustado sócio.
 O menino saiu espavorido do porão, espalhando por toda a redondeza, que tinha sentido a presença de um fantasma no Clube.
Adeus Clube da Cambada, agora proibido para maiores e... para menores. Só ficou dele uma vaga lembrança na memória de quem o frequentou...


 Autora: Mariluiza Campos   

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Um livro do qual gostei muito

Pepa
a gata que queria ser gente

Autora: Maria Aparecida de Mello Calandra
Ilustrações: Nilceia Pereira
Editora Edicon

O argumento vem do cotidiano: uma família, os bichos que fazem parte dela, a vida no litoral e a súbita mudança para o interior. Animais de diferentes espécies convivem em harmonia e Penélope, a gata da casa, teria tudo para sentir-se feliz. Mas, quem sabe por causa da mudança, que os gatos detestam; talvez por ser tão sonhadora, animal da noite, da Lua e das estrelas, Pepa não está feliz e quer mesmo é virar gente. Esse é o grande sonho que persegue, mais almejado a partir do momento em que conhece Éric.
Esse é o pretexto narrativo qua a autora usa para falar sobre a vida em comunidade, inclusão, trabalho e responsabilidades, adaptabilidade, sociabilização, desigualdade social, drogas, prostituição, aliciamento de menores, amor, cooperação, altruísmo e preservação ambiental, de forma mais evidente. Há outros aspectos mais sutis como a questão da escolha entre dois caminhos (aquele dos outros sempre parece mais florido) e a reflexão sobre a própria escolha; a oportunidade de aprender com a experiência...
Eu li esse livro e gostei muito, mas por quê? Simplesmente porque tudo isso é relatado de maneira tão natural, tão real, mas, ao mesmo tempo com uma linguagem leve e poética, bem cuidada e sem mistérios e isso me encantou, assim como imagino que encantará os pequenos leitores.

Nilza Azzi
nilzaazzi@gmail.com

Quem conta um conto...

Todo mundo já ouviu dizer que: quem conta um conto, aumenta um ponto.
Por isso, juro que o que vou contar agora é a mais pura expressão da verdade, mas, se vocês quiserem passar adiante, aumentando um ou dois pontos, tudo bem. Combinado?
Acho que eu já disse, algumas vezes, que minha mãe era uma grande contadora de histórias. E que, sentada à beira do fogão de lenha, menina ainda, ouvi histórias e relatos incríveis que minha mãe contava, enquanto preparava o café da manhã para a família. Mas, a história, ou melhor, o conto de hoje, ouvi do meu pai, Hercules Sormani, carinhosamente chamado pelos amigos de "seu" Lano.
"Seu Lano", morador da pequenina cidade de Agudos, no interior do estado de São Paulo, já era casado, tinha filhos, já dirigia, quando resolveu tirar carteira de motorista. Em Agudos, naquela época, muitas décadas atrás, a carteira de habilitação era fornecida pelo delegado, importante autoridade da cidade. E lá foi meu pai, certa manhã, para a delegacia solicitar um exame para se habilitar a dirigir.
Lá chegando, havia uma multidão se acotovelando na pequena sala. Ladrões de galinha, vizinhos briguentos, jovens que haviam quebrado vidraças jogando bola, enfim, ocorrências típicas de uma cidadezinha do interior. Empurrando aqui e ali, "seu" Lano conseguiu chegar até o delegado e explicar o que queria. O delegado, muito atrapalhado em meio a tantos problemas, chamou um ajudante e ordenou:
— Sampaio! O "seu" Lano, cidadão aqui presente veio tirar carteira de motorista. Hoje, a coisa "tá" complicada por aqui. Então, você vai no meu lugar. Acompanhe este homem e observe como ele vai se comportar no teste. Quero a volta completa no quarteirão. Não deixe escapar nenhum detalhe, "tá" entendendo?
E lá foram, meu pai e o Sampaio para o temível teste do quarteirão. Na volta, o Sampaio se apresentou ao delegado, sorridente, missão cumprida.
— E então—perguntou a autoridade — "seu" Lano fez tudo certo? Como estava o trânsito?
Ele atropelou alguém?
— Tudo certo, sim senhor! O trânsito "tava" andando bem. Ninguém foi atropelado não senhor.
— Isso quer dizer que ele foi aprovado?
— Por mim, "tá" aprovado — assegurou o Sampaio.
Instantes depois, já com a autorização para dirigir em mãos, "seu" Lano entrou em casa soltando boas risadas. Minha mãe e meus irmão estavam ansiosos para saber das coisas. O teste tinha sido difícil? Qual o percurso? O delegado era muto bravo?
Meu pai, rindo sem parar, contou o que havia se passado, enfatizando que fora o Sampaio quem o acompanhara no teste do quarteirão.
— E foi tudo bem?— minha mãe perguntou.
Meu pai respondeu:
— Melhor não poderia ter sido. Nunca ninguém tirou a carteira assim, tenho certeza.
— Ora, não entendi...
— É que eu e o Sampaio demos a volta completa no quarteirão. É verdade! Só que demos a volta...a pé.


Um forte abraço,
Regina Sormani

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 17 - ANDREA EBERT

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 17 Nesta edição : Andrea Ebert



A ilustradora nascida em São Paulo que mora em Natal-RN desde 1996 traz para os navegantes do Blog AEILIJ Paulista as imagens do livro "
Duelo Danado de Dandão e Dedé - cantoria em trava-linguas"
, escrito por Lenice Gomes e Arlene Holanda - Editora Elementar Sinopse do livro:
"Um maravilhoso duelo sertanejo, cujas armas são violas e rimas fiadas. Dedé e Dandão, dois cantadores de primeira, enfrentam-se num desafio danado, de dar nó na língua de qualquer um, com trava-línguas e muitos versos. Animação sem parar e uma dúvida: quem será o vencedor?"




Palavra da ilustradora:

"Todo o livro é escrito com trava-língua - e percebi que tinha um ritmo seco e duro e como fossem recortes. Então decidi fazer o livro todo com recortes. No texto também havia um duelo - sempre um positivo e negativo, isso ficou mais interessante porque na hora que eu cortava um figura, sobrava o negativo que também servia para a ilustração. "




Técnica:
"Usei papel, cortiça e tecido. Achei que seria mais prático cortar com bisturi e comprei muitos bisturis. Usei uns 3 e agora tenho um estoque de bisturi no estudio."




Realização:
"Gosto muito do trabalho da artista Mira Schendel e neste livro tem uma página que me senti "A" Mira Schendel.

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Para conhecer mais sobre o trabalho de Andrea Ebert acesse:
http://www.andreaebert.com.br

e-mail:
contato@andreaebert.com.br
84 9901-2262
84 3207-3473


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TODOS OS ILUSTRADORES ASSOCIADOS DA AEILIJ NO BRASIL INTEIRO PODEM PARTICIPAR DA PÁGINA DO ILUSTRADOR, PARA TANTO, MANDEM IMAGENS E EXPLICAÇÕES PARA O E-MAIL contato@danilomarques.com.br