quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Era uma vez...Espelhos Partidos e O Ser / O Ter



Espelhos Partidos – um conto sem fadas  é um livro juvenil da escritora Sonia Salerno Forjaz, associada da AEILIJ paulista. publicado pela  Editora Aquariana – selo DeLeitura -isbn: 978-85-7217-126-7, ilustrado por Thais Salerno Forjaz.

Espelhos Partidos conta a história da paixão de Flávia, uma adolescente de quinze anos, por um homem mais velho. Paixão que evolui em encontros secretos, dentro de auras de proibição e sedução capazes de envolver uma garota romântica; e que reacende um conflito familiar. Depois de algum sofrimento, ajudada por uma psicóloga, Flávia dá os primeiros passos em direção ao amadurecimento que resulta dessa dor.
O tema central do romance é a busca do autoconhecimento pela via do amor. Em especial: a oportunidade de enfrentar o “lado escuro”, o lado não aceito socialmente, que rasga a máscara de “boazinha” da face que os outros veem e que Flávia quer ver no próprio espelho.
Espelhos Partidos pode ser caracterizado como narrativa maravilhosa, mas não tem fadas. As fadas foram substituídas por mulheres fortes que encaram e resolvem seus problemas a despeito da dor. Convivem com elas homens que, mesmo se expondo menos às emoções, também buscam um rumo nas relações interpessoais que os tempos redesenham.

Sinopse:

Flávia, uma adolescente de quinze anos, se apaixona por Júlio, que tem o dobro de sua idade. A paixão evolui em encontros secretos que a envolvem completamente. O fato de o pai ter-se separado de sua mãe e casado com uma mulher mais jovem, faz com que Flávia queira que Júlio abandone a mulher para viver com ela, a “outra” – uma identificação em espelho ainda inteiro. Quando o romance é descoberto, Flávia se vê incompreendida e sozinha. O espelho está partido. Flávia não se enxerga mais nele.
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O SER / O TER - infantil, de Sonia Salerno Forjaz, publicado pela Aquariana, selo DeLeitura. ISBN 978-85-7217-116-8, com ilustrações de Tati Móes.

Uma nave pode modificar a vida de uma aldeia, de um castelo, de qualquer lugar onde Ser possa fazer diferença? Ser ou Ter? Escolha seu caminho.

Livro com duas capas diferentes (1ª e 4ª), de modo que o leitor tenha de virá-lo para ler suas duas histórias. O Ser conta sobre o aparecimento de uma nave espacial em um campo de trigo de uma aldeia, cujo mistério é desvendado pelas crianças. Seu tripulante, chamado de Ser, vem de um mundo justo, sem preconceitos e sem posses. O Ter trata de um rei, Terêncio, que de tanto acumular riquezas é conhecido por rei Ter. Autoritário e egoísta, ele ouve o boato sobre a espaçonave, decreta que ela é sua propriedade, mas acaba sozinho e deprimido no seu palácio. Entre o Ser e o Ter, no meio do caminho (do caminho para onde?), há uma mata que tem segredos, mete medo, uma mata que mata ou transmuda. Mas transmuda o quê?
O Ser/O Ter traz duas histórias paralelas. Seus protagonistas não interagem, mas um deles determina a atuação do outro. Alguns poucos personagens movimentam-se no texto, permeando as duas histórias. Nas páginas centrais, uma ilustração comum as integram. A linguagem, construída com ritmo e algumas rimas, soa agradável e lúdica. A obra aborda a ética e questões humanas essenciais com a delicadeza de que as crianças necessitam. E valoriza a clareza com que as crianças são capazes de perceber os valores que realmente importam em nosso mundo: “Só as crianças sabem o que nem mesmo o rei pode saber".



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Palavra do leitor

Olá, pessoal! 
Jânia  é uma assidua leitora e  participante de uma Oficina de Leitura e Literatura que fazemos juntas há mais de 6 anos. É enfermeira,  faz especialização para trabalhar com  idosos, frequenta muitas reuniões literárias e poéticas na  Casa  das  Rosas, Saraus de Poesia, Flip. etc.  Ela comentou o meu livro A TURMA DA POROROCA publicado pela Nova Didática,  com ilustrações de Theo Cordeiro. 
Um abraço a todos da Fábia Terni  - associada da AEILIJ paulista 

Vim lendo  A Turma da Pororoca durante o trajeto de metrô que, com a chuva foi demorado, mas agradabilissimo com a leitura. Que gracinha o seu livro!!!  Muito obrigada por  me proporcionar o prazer da sua leitura. De hoje em diante usarei os neologismos Euologia e o Meuologia nas palestras das escolas. Que bacana! O que me deixou mais feliz é que nossos pensamentos (a matéria do blog, Hérnia Umbilical) estão irmanados. Conviver com as pessoas está muito dificil, mas, é possivel com a TOLERÂNCIA, conforme ensinou o Prof. Justo e como aprenderam os membros da Turma da Pororoca.
Tenha uma boa semana e que os deuses continuem a fazer fluir nessa cabecinha  as histórias mais lindas e humanas que seus olhinhos de criança possam traduzir. Seus filhos são pessoas de muita sorte e seus netos, privilegiados.
 Meu abraço mais carinhoso ainda,
Jânia



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um livro do qual gostei muito - TAGARELA -


Quero começar falando sobre a autora do livro TAGARELA, a Alina Perlman, associada da regional paulista da AEILIJ. Ela é uma amiga querida, e, na minha opinião, uma das melhores escritoras de livros infantis da atualidade.
Tagarela conta a história de Cecília, uma garotinha simpática, alegre e inteligente.
Porém, essa graça de menina falava o tempo todo, sem parar. Falava, falava, falava...ufa! Em casa, não dava sossego aos pais, perguntava a respeito de todos os assuntos e na escola, então, deixava a professora maluca. Era, sim, muito querida pelas colegas, mas, nem elas aguentavam tanta falação.
Cecília adorava sair para ir ao teatro ou cinema, mas, ficar quieta nesses lugares era um problemão. Como controlar aquela coceirinha na língua?
Certo dia, porém, a menina começou a ficar rouca e a mãe a levou ao médico que receitou vários remédios para rouquidão. Nada adiantou e então Cecília foi levada a um especialista que explicou que a menina tinha um problema numa das cordas vocais e decretou:
— Operação simples. É feita no consultório e a menina pode voltar para casa no mesmo dia.
Bom, a tal operação foi feita com sucesso, mas, Cecília teria que ficar sem falar durante uma semana. Ficou combinado que os pais dariam a ela um sininho para chamar as pessoas, um caderno e uma caneta para escrever aquilo que precisasse.
Nem é preciso dizer que a carga da caneta acabou, muitos outros cadernos foram comprados e as pessoas ficaram malucas de tanto ouvir o sininho tocar...
Certa noite Cecília acordou com sede e tocou o sininho pra chamar alguém. Tocou, tocou e ninguém ouviu. Ficou muito brava mesmo, mas, como gritar? Estava proibida de falar. De repente ouviu uma explosão seguida de um grito. Olhou-se no espelho e percebeu que  havia um buraco em cada um dos seus cotovelos. Vocês devem conhecer a expressão"falar pelos cotovelos". Era isso, exatamente, o que estava acontecendo.
A essa altura, a história se torna mais e mais interessante, com passagens muito engraçadas. Mas, não vou contar o final, não. Recomendo a leitura a todos, tenho certeza que vocês irão gostar. E pra finalizar, quero dizer que as ilustrações são da Ana Raquel e que este livro foi publicado pela editora Formato.

Um forte abraço,
Regina Sormani

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 23 - ALEXANDRE SIQUEIRA


PÁGINA DO ILUSTRADOR 23

Nesta edição apresentamos o ilustrador
ALEXANDRE SIQUEIRA

Ilustrador e Caricaturista, nascido em 1976 natural de São Paulo capital.
Formado pela EPA Escola Panamericana de Arte em 1993;
com o (apadrinhamento) do professor e grande amigo LUIZ ROSSO;





Alexandre Siqueira iniciou sua vida profissional
na produtora credenciada a Walt Disney,
HGN Produções Cinematográficas,
em seguida estagiou na Andrade & Strelniek Propaganda.





Através da Impacto de Quadrinhos atuou no mercado americano,
entretanto, como diretor de arte, na RTB;
participou de produções junto as grandes produtoras/estúdios
de desenhos animados e agências de publicidade,
também dividiu trabalhos com outros artistas
e é criador da Turminha da Fidelidade.



Com enorme experiência, Siqueira, fundou seu estúdio com um novo conceito de superação,
inovação e ousadia, assim, desfrutando da alta tecnologia e atendendo a diversidade de mídias,
propõe para seus clientes de qualquer segmento soluções criativas e ousadas
nas produções de Filmes Publicitários,
Animações 2d/3d, Ilustrações, CG, entre outros métodos/estilos.




Graduando pela UNIFEV em Produção de Multimídias,
concluído o curso sequencial de Produtor em Audiovisual,
também é colaborador do Folha de São Paulo
e atende toda a demanda de trabalho do território nacional e internacional.






Nos colocamos a disposição

Um grande Abraço,

http://siqueirarts.com.br

contato@siqueirarts.com.br

Tel: (17) 3423.4743



Ilustrador associado AEILIJ de todo Brasil,

participe da página do ilustrador,

envie seu material para

contato@danilomarques.com.br



Canto e Encanto da Poesia - Plenilúnio



Plenilúnio


Ah, que alegria!...
Um anjo em liberdade.
Tão belo tão doce!...
E, ao leve, brilha no azul de uma noite de lua prateada de abril.


É ela, imagino.
Imagino.
Ó, linda mulher, és tu?


Quero
Colher a flor de teu sorriso.
Quero
florescer no intenso de teus olhos.
Quero
mergulhar no uniVerso encantado dentro de ti.


Venha,
Tranquila e silenciosa a noite convida
Venha. Vamos dançar. Tenho fome sem fim
de vida. Vamos dançar.




• FBN© 2007 * Prenilúnio - Categoria: poesia. Autor: Welington Almeida Pinto

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Era uma vez...O dia seguinte

Meus caros,
Saboreiem o livro de Luis Eduardo Matta.
Boa leitura!
Um abraço,
Regina Sormani



Uma aventura eletrizante pela Nova York pós-11 de setembro
Atentado às Torres Gêmeas é o ponto de partida para uma história de suspense que celebra a amizade entre os diferentes.


Antônio, um adolescente paulistano de 14 anos, acabara de chegar a Nova York, na companhia de sua mãe. Mas nada de férias ou diversão. O motivo da viagem era dos mais tensos: os dois estavam na cidade em busca de pistas do pai de Antônio, desaparecido há algumas semanas. Farid Wassouf, um brasileiro de origem síria, era um dos diretores de uma empresa de comércio internacional, e havia viajado até os Estados Unidos para investigar uma fraude que descobrira na firma. Desde então, sumiu sem deixar vestígios.

Naquela manhã, a mãe de Antônio iria se encontrar com Yaakov Zilberman, um judeu americano que era sócio de Wassouf na empresa, além de ser seu amigo de longa data – ignorando a persistente rixa entre judeus e árabes. Ela tinha esperanças de que Zilberman pudesse lhe ajudar a encontrar seu marido. Marcaram o encontro no terraço do World Trade Center. A data era 11 de setembro de 2001. Poucos minutos depois de se despedir de sua mãe, no lobby das Torres Gêmeas, Antônio viu, atordoado, o prédio vir abaixo.

O ataque terrorista orquestrado por Bin Laden é apenas o ponto de partida para uma aventura eletrizante, que leva Antônio a se enredar numa sequência de revelações e perigos encadeados com a velocidade dos melhores thrillers. Com a morte súbita da mãe, só resta ao garoto tentar desvendar, por conta própria, o paradeiro do pai. Para isso, seu único aliado é Michael, filho de Yaakov Zilberman, que tem a mesma idade e sente a mesma dor: seu pai, afinal, também fora vítima do atentado contra as Torres Gêmeas.

Michael, porém, faz questão de se revelar pouco simpático à presença de Antônio. Uma antipatia que muda com o decorrer dos sobressaltos. Juntos, os dois saem por Nova York em 12 de setembro, um dia estranho na cidade, em busca de pistas de Farid Wassouf. Tudo o que sabem é que o empresário sumira após ter se encontrado com o detetive particular que investigava a fraude na companhia. Este, por sua vez, fora cruelmente assassinado.

O dia seguinte retoma o estilo das deliciosas narrativas de suspense dos livros para adolescentes dos anos 80, escritos por craques como Marcos Rey e Lúcia Machado de Almeida. Imbuídos apenas de valentia e muita criatividade, Antônio e Michael precisam desvendar enigmas e se safar de bandidos perigosos, enquanto estreitam a confiança um no outro.

Os mistérios, com o decorrer das páginas, se multiplicam. Quem é Bispo, o hábil enxadrista que surge como um nome temido em diálogos dos adultos? Será ele mocinho ou vilão? Por que a mãe de Michael insiste em esquecer a fraude na empresa? E o misterioso Barba Negra, qual o seu papel nessa história? Com uma rara habilidade para construir suspenses, Luis Eduardo Matta fisga a curiosidade do leitor até a última linha.



TRECHO

Antônio estava há um minuto no quarto ocupado por ele e pela mãe, no décimo andar do hotel Marriott, e havia acabado de encontrar sua carteira no fundo da mala, quando ouviu um estrondo do lado de fora. Talvez tivesse sido só impressão, mas ele era capaz de jurar que o quarto havia tremido ligeiramente.

O que teria sido aquilo?

Ele foi até a janela, que dava para os fundos, para a praça interna do complexo do World Trade Center, e viu algumas pessoas correndo. Algumas gritavam e gesticulavam freneticamente, olhando para o alto. Antônio seguiu o olhar delas e viu uma fumaceira densa se espalhando pelo ar. Ela estava saindo de uma das Torres Gêmeas. A da esquerda. Onde estava sua mãe.




O AUTOR

Luis Eduardo Matta nasceu no Rio de Janeiro, em 1974. É autor de vários livros, entre eles, os thrillers O véu, 120 horas e Ira implacável, e os juvenis Morte no colégio, Roubo no Paço Imperial e O rubi do Planalto Central. Participou de antologias de contos, como Território V, Jogos criminais e Internautas: os chips reinventando o nosso dia a dia. Tem diversos artigos e ensaios publicados, a maioria no portal Digestivo Cultural. Mais informações sobre ele podem ser encontradas no site www.lematta.com.


Título: O dia seguinte  
Autor: Luis Eduardo Matta
Público-alvo: a partir de 12 anos

ESCRITA FINA EDIÇÕES


sábado, 10 de setembro de 2011

PÁGINA DO ROSPO — 3



A LUA E A SAPABELA








No brejo, Rospo, o sapo brejeiro, enamorado que só ele, tentava, com seus boleros de amor, conquistar a sempre tão distante e bela Lua.

Derramava ao luar a sua elegante voz.

Como se fosse o último romântico do século, tocava a sua viola e, bolerando, bolerando, declarava seu impossível amor pela insensível Lua, que no azul, distraída passeava.

Entre as folhagens, a Sapabela, entristecida, ouvia o sapo cantor e suspirava.

—“Que pena que ele só pensa na Lua. Se ao menos lembrasse que eu existo!”

E o sapo a cantar desabafava:

—“Não adianta! A lua nem ouve os meus boleros. Serei sempre um sapo solitário...”

E porque às vezes o amor está tão perto, mas a gente nem repara, o sapo continuava sonhando com a distante Lua, dedicando-lhe seus apaixonados boleros de amor, sem ao menos ouvir, atrás das folhagens, o palpitante coração da Sapabela.


MARCIANO VASQUES