quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Vice-Versa de outubro de 2011




Caros amigos!
O Vice-Versa de outubro traz as entrevistas do ilustrador Alexandre Siqueira (Sika) e da escritora Nilza Azzi, associados da regional paulista da AEILIJ. Agradeço a participação de ambos.
Um grande abraço,
Regina Sormani





Respostas do Alexandre 

1- Sika, certa vez, um compositor comentou comigo que música é repetição. Até aquele momento ainda não havia atentado para isso. Escrever, de certa forma, também o é; cada vez mais é intertextualidade. Como você relaciona essa afirmação ao seu ofício? Desenhar, o que é?

R.- O meu ponto de vista, posso lhe dizer que é o mesmo!!! Quer ter um ótimo trabalho?... então faça o mesmo repetidamente. No desenho, não é diferente. Um dia eu disse a um amigo: “o interessante é que, cada vez que repetimos o mesmo trabalho, ele fica melhor, esse, eu já o fiz mais de 10 vezes!” Então ele respondeu: “Só isto? Quando chegarmos a fazer a mesma coisa dez milhões de vezes, aí sim, começaremos ter um resultado um pouco melhor, mas ainda não é o bastante.” Concluo que a repetição é fundamental, independentemente da área.

2- Entendo, mas você define seu trabalho como ousado, inovador. Então deve haver um momento de passagem, de transição... o insight, o salto adiante. Como isso acontece?

R.- Exato. Temos a tecnologia à disposição e, usando as ferramentas necessárias, sejam elas, manuais ou digitais, ou até a mistura de ambas, podemos obter ótimos resultados, diferenciando uma obra da outra. Isto faz com que saiamos um pouco do tradicional, do mesmo estilo, do mesmo conceito, ou melhor, da mesmice! Eu entendo o seguinte, não podemos ficar parados no tempo presos a algo único; quando falo em ousadia, significa que são trabalhos inovadores, diferentes do que o mercado está acostumado, ou melhor, oferecendo; são trabalhos “abusados” e é claro, respeitando a solicitação do cliente para determinada arte. No entanto, precisamos estar sempre estudando, experimentado novos materiais e ter uma boa criatividade, embora tenhamos traços próprios, uma identidade própria, vejo que hoje, precisamos ser ecléticos, temos que ser o famoso Bombril... mil e uma utilidades!!! (risos).

3- E por falar em prá lá de mil, sei que você é um profissional versátil, mas... tenho a curiosidade de saber: – Qual é a menina dos olhos? E, por favor, podemos saber por quê?

R.- A menina dos meus olhos? É a minha esposa (risos)... bom, embora eu goste muito de todas as áreas (campos), o que me chama muito atenção e, ainda, por mais que tenha havido a transição para o 3d e, assim, sofrido as consequências do mercado, a menina dos meus olhos é o desenho animado clássico 2d. Foi onde eu comecei minha carreira profissional, colorindo personagens em acetato (na transparência) da Walt Disney, numa produtora credenciada aqui no Brasil, HGN produções. Na época, participei das séries do Alladim, contudo, também colaborei em diversas produções em outros estúdios, na parte de clean-up (traço final, ou melhor, a limpeza do desenho), até que cheguei a produzir ilustrações de cenários para os mesmos. No entanto, é onde atuo também até o momento, quando me convidam, é claro, (risos). Desde pequeno sou fascinado pela animação; lembro-me que queria saber como eram feitos os desenhos, como se mexiam..., até que um dia comecei a fazer parte das produções; com isto, a animação me deu esta versatilidade de traços, embora, como já disse: “eu tenho a minha identidade”. Sou muito grato a um grande professor e amigo, LUIZ ROSSO, que me apadrinhou, apostou em meu potencial, acreditou e deu aquele empurrãozinho... a equipe na HGN era muito grande e, por incrível que pareça, teve “algumas destas cenas” que era do professor e aluno (risos). Na época, o Rosso fazia a Direção de Arte e também ilustrava os cenários e eu ia colorindo os acetatos, a cor era nossa .... (risosssss)... que saudade!!!, tempos que não voltam mais (risos).

4- É uma história incrível! O desenho animado clássico... mundo fascinante! Lembro-me de ter assistido a uma série em que o próprio Disney explicava como os desenhos eram feitos, como sua equipe trabalhava... Não troco um bom desenho animado pelo melhor filme de um diretor premiado. O fato é que, apesar da evolução, os clássicos são eternos... Qual a sua visão de futuro dentro da sua área. O que ainda virá? Projetos seus? Aqueles que não são segredos profissionais, claro (rs...)!

R.- Dá para escrever um livro (risos). Bom, sou suspeito em falar, concordo contigo!!! Prefiro mil vezes um desenho animado.Vemos o mercado oscilando muito em todas as áreas, embora, a tecnologia e o 3d tenham evoluido intensamente. Isto também ajuda muito na produção. No entanto, quem não dançar conforme a música vai ficar para trás, quero dizer: “precisamos acompanhar este desenvolvimento computadorizado, aderir a novas ferramentas de trabalho, estar sempre no ritmo, não deixar de estudar e oferecer o melhor”. Agora, eu creio que o desenho nunca vai acabar!!! Principalmente nas Hq’s, nas literaturas, nos didáticos... e assim por diante. Voltando um pouco à animação, por mais que exista esta tecnologia, sem desenho 2d, não acontece o 3d... contudo, o 2d acontece sem o 3d (risos). Vamos ser realistas, hoje o 3d está estrelando, está em alta e irá cada dia se aprimorando; isto é fatal. Projetos? Quem não tem? Infelizmente estão engavetados! E muitos me perguntam: Por quê? Eu respondo: “É a lei da sobrevivência; não posso parar para me dedicar aos meus próprios projetos, tenho que pagar as contas diárias... a não ser que eu encontro um empresário disposto $$$$” (risos) -









Respostas da Nilza

1º. Eu particularmente vejo que, escrever é um dom maravilhoso, criar histórias literárias, educativas, didáticas, poesias, rimas, roteiros, contos e assim por diante... e isto também faz parte da comunicação. Bom, como é este processo de desenvolvimento, a narrativa de livro? Qual a relação entre este texto e a ilustração?

R.- É maravilhoso descobrir nosso dom. Quanto mais cedo, melhor. Escrever é uma forma muito particular de comunicação. A leitura de um texto exige a cumplicidade da imaginação do leitor. Uma história depende de certa estrutura; de começo, meio e fim; introdução, clímax e desenlace. Isso é elementar. Mas o autor utiliza a ideia, o clima emocional, a sinestesia e outros recursos, para criar sua história, com um propósito. No meu entender, é que seu leitor refaça o percurso da criação e tenha uma experiência leitora próxima daquilo que ele concebeu para a obra em questão. A ilustração tem um papel complexo. É um complemento à leitura, mas não a substitui – enquanto nas HQs, o texto é complementar ao desenho e pode até ser dispensado – e deve fornecer estímulos à imaginação. Creio que a ilustração tem uma função cênica.

2º. A Sra. já escreveu diversas obras, também para diversos segmentos. Entre elas, qual a que mais gostou, ou melhor, fascinou? E também, qual o tipo de público que melhor se identifica com seu perfil? Por quê?

R.- O trabalho do qual mais gostei, escrito há três anos e publicado no final de junho deste ano, foi um projeto aprovado pelo MinC, incentivado pela Lei Rouanet. Foi patrocinado pela Sealed Air Cryovac Brasil, graças ao importante apoio e à confiança  da equipe, liderada pelo Sr. Gercino Brito Lopes. O livro chama-se "O banho da Terra". A diferença nele é que nosso planeta, a Terra, é que é a personagem. Desde o início fui segura de que era uma boa história. A edição (15.000 exemplares) foi toda para distribuição gratuita. A quatro meses da publicação, o retorno que recebi dos leitores, bem como de professores, pais e alunos, tem sido muito gratificante. Quando comecei a procurar as editoras e ouvi o frequente "não", nem me aborreci, como ocorreria em outras situações. Nesse caso, eu pensava: – Que pena! Um dia vocês vão lembrar que este livro esteve em suas mãos e irão arrepender-se de ter deixado passar a oportunidade. "O banho da Terra", um dia vocês ouvirão falar dele! Para uma edição comercial, o livro precisa de ajustes (foi uma edição do autor), mas ficou bom mesmo. Não me expresso assim por orgulho. Foi apenas o acaso de uma boa idéia que deu certo, graças à minha persistência. Sempre tive afinidade com os bem pequenos e os adolescentes. Deve ser porque sou uma pessoa aberta e maternal, uma canceriana... rsrsrs

3ª. Parabéns pelo projeto... que Deus a abençoe ricamente! Bom, no mundo em que estamos vivendo, nos deparamos com todo o tipo de criminalidade e infelizmente, as crianças são os maiores alvos e, também, embora o brasileiro não tenha a cultura de ler, isto tem uma influência negativa no desenvolvimento cultural da criança e assim, muitas delas ficam expostas  ao vento. Qual seu ponto de vista, ou melhor, o que precisa seu feito para que a “Criança” volte a ter o hábito da leitura? Precisa de algo encantador, que atraia?

R.- Acredito que o livro é magico, encantador o suficiente. E também, que a atual estrutura das livrarias, com espaços desenvolvidos para a leitura, além da atitude dos educadores, que estimulam, e dos pais que levam seus filhos, com consciência do que estão fazendo, ou simplesmente para ocupá-los um pouco, acaba por ser estimulo à leitura para crianças e adultos. Na Livraria da Villa, em Moema, as babás levam as crianças ao espaço de leitura... Isso abrange uma classe, a dos que têm poder aquisitivo e podem comprar tais livros. Desconheço a estatística, mas não acho que o brasileiro lê pouco; creio que lê mais do que no século passado. Resta a questão de como o cidadão seleciona suas leituras e que tipo de leitor ele é. Preparar bons leitores não é fácil e depende essencialmente da alfabetização. Nem cabe aqui abordar essa questão, mas ela é séria. Contudo, há uma classe muito interessada nos livros, a das crianças expostas ao vento, mas que não têm poder aquisitivo, nem para ir a essas grandes livrarias, nem para comprar os livros... além de não ter quem as oriente em casa. No desenvolvimento do Projeto O banho da Terra, entreguei livros a crianças que nunca tiveram em mãos um livro novo. O Governo Federal têm consciência disso e um programa a respeito.
Fiquei feliz com a notícia.

4º. Para terminarmos, defina com uma frase ou estrofe, o que é ser Escritora?

R.- Em poesia, em prosa, para adultos, adolescentes ou crianças, o que penso a respeito está definido neste poema antigo. É uma poesia retrô, um soneto alexandrino...

Para falar da dor, uma palavra: basta!
Mas ao falar de mim, confesso que não sei,
se aquela que busquei foi pecadora ou casta,
contida ou arrojada, em vidas que sonhei.

Ao se falar do amor, despreze-se à Jocasta
que ao filho se entregou, desrespeitando a Lei
e a sorte lamentou, na sina tão nefasta.
Eu já não sofro a pena, a sorte revirei!

Em busca da Palavra, eu sigo vida afora
e já não tenho filho ou homem que me atarde,
não creio na ilusão; nem Édipo me castra.

Das vinhas colher mel, é o meu desejo agora
e ao que me ouve atento, eu digo com alarde:
– Na fala do Poeta, há um sonho que se alastra.

MURAL 24 - OUTUBRO DE 2011


NÚMERO 24 - OUTUBRO DE 2011

O Mural é uma agenda cultural postada todo início de mês,
porém, editada ao longo do mês conforme os eventos surgem.
A agenda das bibliotecas é renovada semanalmente.
Amigo associado de qualquer cidade do Estado de São Paulo,
contribua...
aguardamos notícias dos eventos do interior.
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EXPOSIÇÃO CORES E FORMAS QUE CONTAM HISTÓRIAS
Na Biblioteca Alceu Amoroso Lima - Pinheiros - SP

São 25 painéis com reproduções das artes de ilustradores brasileiros de literatura infantil e juvenil.
Ficará exposta até o dia 15 de outubro, na Biblioteca Alceu Amoroso Lima - Pinheiros - São Paulo. Logo depois irá para a Feira Literária de Porto Alegre - RS.






Endereço da Biblioteca:

Rua Henrique Schaumann, 777
Pinheiros 05413-021 São Paulo, SP
Tel. 11 3082-5023
Horário: 2ª a 6ª feira das 8h às 17h e sábado das 9h às 16h
Núcleo de Poesia: 2ª a 6ª feira das 8h às 19h e sábado das 9h às 16h
Coordenadora: Ana Teresa M. Toledo
bmalceualima@yahoo.com.br

Caso deseje promover esta exposição, entre em contato com a associada Marília Pirillo (responsável pela exposição da AEILIJ) pelo e-mail marilia@laboratoriodedesenhos.com.br ou com a Diretoria da AEILIJ através do site www.aeilij.org.br

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FLIPORTO NOVA GERAÇÃO

Antonio Nunes, coordenador da AEILIJ em Pernambuco anuncia

a nova geração da Festa Literária Internacional de Pernambuco

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ISABEL

Novo livro com texto e ilustrações de Carolina Vigna Marú

A história do Brasil está repleta de personagens importantes, e uma particularmente sempre desperta curiosidade: a famosa Princesa Isabel. O que você sabe sobre ela? E sobre o que fez pela política nacional? Muito mais do que a princesa que assinou a abolição da escravatura, Isabel foi uma mulher de coragem, que investiu em conhecimento e trabalho, e acreditou no Brasil e no amor – tanto que a história de sua vida mistura-se à da arte, inspirando cantigas da tradição oral brasileira como “Se essa rua fosse minha...”. Mergulhe nesta delicada narrativa, que, com leveza e alegria, conta-nos sobre a construção de nosso país e sobre o sonho de cada um.

MAIS INFORMAÇÕES AQUI

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OUTROS LANÇAMENTOS DE ASSOCIADOS AEILIJ POR TODO O BRASIL












quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Era uma vez...Espelhos Partidos e O Ser / O Ter



Espelhos Partidos – um conto sem fadas  é um livro juvenil da escritora Sonia Salerno Forjaz, associada da AEILIJ paulista. publicado pela  Editora Aquariana – selo DeLeitura -isbn: 978-85-7217-126-7, ilustrado por Thais Salerno Forjaz.

Espelhos Partidos conta a história da paixão de Flávia, uma adolescente de quinze anos, por um homem mais velho. Paixão que evolui em encontros secretos, dentro de auras de proibição e sedução capazes de envolver uma garota romântica; e que reacende um conflito familiar. Depois de algum sofrimento, ajudada por uma psicóloga, Flávia dá os primeiros passos em direção ao amadurecimento que resulta dessa dor.
O tema central do romance é a busca do autoconhecimento pela via do amor. Em especial: a oportunidade de enfrentar o “lado escuro”, o lado não aceito socialmente, que rasga a máscara de “boazinha” da face que os outros veem e que Flávia quer ver no próprio espelho.
Espelhos Partidos pode ser caracterizado como narrativa maravilhosa, mas não tem fadas. As fadas foram substituídas por mulheres fortes que encaram e resolvem seus problemas a despeito da dor. Convivem com elas homens que, mesmo se expondo menos às emoções, também buscam um rumo nas relações interpessoais que os tempos redesenham.

Sinopse:

Flávia, uma adolescente de quinze anos, se apaixona por Júlio, que tem o dobro de sua idade. A paixão evolui em encontros secretos que a envolvem completamente. O fato de o pai ter-se separado de sua mãe e casado com uma mulher mais jovem, faz com que Flávia queira que Júlio abandone a mulher para viver com ela, a “outra” – uma identificação em espelho ainda inteiro. Quando o romance é descoberto, Flávia se vê incompreendida e sozinha. O espelho está partido. Flávia não se enxerga mais nele.
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O SER / O TER - infantil, de Sonia Salerno Forjaz, publicado pela Aquariana, selo DeLeitura. ISBN 978-85-7217-116-8, com ilustrações de Tati Móes.

Uma nave pode modificar a vida de uma aldeia, de um castelo, de qualquer lugar onde Ser possa fazer diferença? Ser ou Ter? Escolha seu caminho.

Livro com duas capas diferentes (1ª e 4ª), de modo que o leitor tenha de virá-lo para ler suas duas histórias. O Ser conta sobre o aparecimento de uma nave espacial em um campo de trigo de uma aldeia, cujo mistério é desvendado pelas crianças. Seu tripulante, chamado de Ser, vem de um mundo justo, sem preconceitos e sem posses. O Ter trata de um rei, Terêncio, que de tanto acumular riquezas é conhecido por rei Ter. Autoritário e egoísta, ele ouve o boato sobre a espaçonave, decreta que ela é sua propriedade, mas acaba sozinho e deprimido no seu palácio. Entre o Ser e o Ter, no meio do caminho (do caminho para onde?), há uma mata que tem segredos, mete medo, uma mata que mata ou transmuda. Mas transmuda o quê?
O Ser/O Ter traz duas histórias paralelas. Seus protagonistas não interagem, mas um deles determina a atuação do outro. Alguns poucos personagens movimentam-se no texto, permeando as duas histórias. Nas páginas centrais, uma ilustração comum as integram. A linguagem, construída com ritmo e algumas rimas, soa agradável e lúdica. A obra aborda a ética e questões humanas essenciais com a delicadeza de que as crianças necessitam. E valoriza a clareza com que as crianças são capazes de perceber os valores que realmente importam em nosso mundo: “Só as crianças sabem o que nem mesmo o rei pode saber".



terça-feira, 27 de setembro de 2011

Palavra do leitor

Olá, pessoal! 
Jânia  é uma assidua leitora e  participante de uma Oficina de Leitura e Literatura que fazemos juntas há mais de 6 anos. É enfermeira,  faz especialização para trabalhar com  idosos, frequenta muitas reuniões literárias e poéticas na  Casa  das  Rosas, Saraus de Poesia, Flip. etc.  Ela comentou o meu livro A TURMA DA POROROCA publicado pela Nova Didática,  com ilustrações de Theo Cordeiro. 
Um abraço a todos da Fábia Terni  - associada da AEILIJ paulista 

Vim lendo  A Turma da Pororoca durante o trajeto de metrô que, com a chuva foi demorado, mas agradabilissimo com a leitura. Que gracinha o seu livro!!!  Muito obrigada por  me proporcionar o prazer da sua leitura. De hoje em diante usarei os neologismos Euologia e o Meuologia nas palestras das escolas. Que bacana! O que me deixou mais feliz é que nossos pensamentos (a matéria do blog, Hérnia Umbilical) estão irmanados. Conviver com as pessoas está muito dificil, mas, é possivel com a TOLERÂNCIA, conforme ensinou o Prof. Justo e como aprenderam os membros da Turma da Pororoca.
Tenha uma boa semana e que os deuses continuem a fazer fluir nessa cabecinha  as histórias mais lindas e humanas que seus olhinhos de criança possam traduzir. Seus filhos são pessoas de muita sorte e seus netos, privilegiados.
 Meu abraço mais carinhoso ainda,
Jânia



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Um livro do qual gostei muito - TAGARELA -


Quero começar falando sobre a autora do livro TAGARELA, a Alina Perlman, associada da regional paulista da AEILIJ. Ela é uma amiga querida, e, na minha opinião, uma das melhores escritoras de livros infantis da atualidade.
Tagarela conta a história de Cecília, uma garotinha simpática, alegre e inteligente.
Porém, essa graça de menina falava o tempo todo, sem parar. Falava, falava, falava...ufa! Em casa, não dava sossego aos pais, perguntava a respeito de todos os assuntos e na escola, então, deixava a professora maluca. Era, sim, muito querida pelas colegas, mas, nem elas aguentavam tanta falação.
Cecília adorava sair para ir ao teatro ou cinema, mas, ficar quieta nesses lugares era um problemão. Como controlar aquela coceirinha na língua?
Certo dia, porém, a menina começou a ficar rouca e a mãe a levou ao médico que receitou vários remédios para rouquidão. Nada adiantou e então Cecília foi levada a um especialista que explicou que a menina tinha um problema numa das cordas vocais e decretou:
— Operação simples. É feita no consultório e a menina pode voltar para casa no mesmo dia.
Bom, a tal operação foi feita com sucesso, mas, Cecília teria que ficar sem falar durante uma semana. Ficou combinado que os pais dariam a ela um sininho para chamar as pessoas, um caderno e uma caneta para escrever aquilo que precisasse.
Nem é preciso dizer que a carga da caneta acabou, muitos outros cadernos foram comprados e as pessoas ficaram malucas de tanto ouvir o sininho tocar...
Certa noite Cecília acordou com sede e tocou o sininho pra chamar alguém. Tocou, tocou e ninguém ouviu. Ficou muito brava mesmo, mas, como gritar? Estava proibida de falar. De repente ouviu uma explosão seguida de um grito. Olhou-se no espelho e percebeu que  havia um buraco em cada um dos seus cotovelos. Vocês devem conhecer a expressão"falar pelos cotovelos". Era isso, exatamente, o que estava acontecendo.
A essa altura, a história se torna mais e mais interessante, com passagens muito engraçadas. Mas, não vou contar o final, não. Recomendo a leitura a todos, tenho certeza que vocês irão gostar. E pra finalizar, quero dizer que as ilustrações são da Ana Raquel e que este livro foi publicado pela editora Formato.

Um forte abraço,
Regina Sormani

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 23 - ALEXANDRE SIQUEIRA


PÁGINA DO ILUSTRADOR 23

Nesta edição apresentamos o ilustrador
ALEXANDRE SIQUEIRA

Ilustrador e Caricaturista, nascido em 1976 natural de São Paulo capital.
Formado pela EPA Escola Panamericana de Arte em 1993;
com o (apadrinhamento) do professor e grande amigo LUIZ ROSSO;





Alexandre Siqueira iniciou sua vida profissional
na produtora credenciada a Walt Disney,
HGN Produções Cinematográficas,
em seguida estagiou na Andrade & Strelniek Propaganda.





Através da Impacto de Quadrinhos atuou no mercado americano,
entretanto, como diretor de arte, na RTB;
participou de produções junto as grandes produtoras/estúdios
de desenhos animados e agências de publicidade,
também dividiu trabalhos com outros artistas
e é criador da Turminha da Fidelidade.



Com enorme experiência, Siqueira, fundou seu estúdio com um novo conceito de superação,
inovação e ousadia, assim, desfrutando da alta tecnologia e atendendo a diversidade de mídias,
propõe para seus clientes de qualquer segmento soluções criativas e ousadas
nas produções de Filmes Publicitários,
Animações 2d/3d, Ilustrações, CG, entre outros métodos/estilos.




Graduando pela UNIFEV em Produção de Multimídias,
concluído o curso sequencial de Produtor em Audiovisual,
também é colaborador do Folha de São Paulo
e atende toda a demanda de trabalho do território nacional e internacional.






Nos colocamos a disposição

Um grande Abraço,

http://siqueirarts.com.br

contato@siqueirarts.com.br

Tel: (17) 3423.4743



Ilustrador associado AEILIJ de todo Brasil,

participe da página do ilustrador,

envie seu material para

contato@danilomarques.com.br



Canto e Encanto da Poesia - Plenilúnio



Plenilúnio


Ah, que alegria!...
Um anjo em liberdade.
Tão belo tão doce!...
E, ao leve, brilha no azul de uma noite de lua prateada de abril.


É ela, imagino.
Imagino.
Ó, linda mulher, és tu?


Quero
Colher a flor de teu sorriso.
Quero
florescer no intenso de teus olhos.
Quero
mergulhar no uniVerso encantado dentro de ti.


Venha,
Tranquila e silenciosa a noite convida
Venha. Vamos dançar. Tenho fome sem fim
de vida. Vamos dançar.




• FBN© 2007 * Prenilúnio - Categoria: poesia. Autor: Welington Almeida Pinto