quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Feliz Natal!!!!



Desejo a todos um Natal de Paz e União e um 2012 com muitos e muitos livros.
Grande abraço,
Regina Sormani 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Homenagem 2011

Amigos,

Dando continuidade à tradição da AEILIJ Paulista de homenagear pessoas ligadas ao mundo dos livros, este ano temos o grato prazer de anunciar que iremos homenagear um livreiro.
E, em votação num dos encontros dos associados paulistas, não apenas uma pessoa foi escolhida, mas duas!

Por sua atuação pela divulgação da LIJ e pelos anos de desenvolvimento de um trabalho sério com autores, editores e educadores, rendemos nossa homenagem às queridas Denize Carvalho e Ângela Aranha, da Casa de LIvros.

A Homenagem se dará a partir das 19h do dia 30 de novembro de 2011, quarta-feira, mais uma vez no Auditório Teotônio Vilela, na Assembleia Legislativa de São Paulo - Av. Pedro Álvares Cabral, 201 - Ibirapuera.

Contamos com sua presença!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Um livro do qual gostei muito - A Turma da Pororoca



Este livro, repleto de diálogos aparentemente cômicos, traz embutido os diferentes tipos humanos que andam por aí. Uma boa análise dos textos, ajudará os alunos a desenvolverem um senso mais aguçado para captarem o que os colegas estão realmente dizendo. Fato de grande importância quando o tema principal é a tolerância. Trata a necessidade de sentir-se parte da turma, de forma carinhosa. Relata as diferentes reações
dos alunos com a chegada de um novo colega. Foi editado pela  Nova Didática em 2003 e ilustrado por 
Theo Cordeiro. Em 2010, A TURMA DA POROROCA foi reeditado pela Cortez.
Fabia Terni é escritora associada da regional paulista da AEILIJ

domingo, 13 de novembro de 2011

Era uma vez...O monstrinho medonhento

O monstrinho medonhento
Caros amigos,
"O monstrinho medonhento", obra do grande ator, autor e compositor -Mário Lago- é uma história interessante, um pouco alegre, um pouco triste, surpreendente.
Creio que não será muito fácil encontrá-la nas grandes livrarias, pois foi publicado pela editora Moderna em 1984. Alcançou mais de 20 reedições. Recomendo que procurem num sebo, onde, sabendo-se escolher, pode-se encontrar bons livros. Meus filhos leram esse livro para trabalhos escolares e lembro-me que gostaram muito.


Quando os habitantes da Cidade dos Homens souberam que um monstro iria nascer, ficaram assustados e muitos deixaram a cidade. Medonhento nasceu no Palácio dos Horrores, herdeiro de seu Monstro Terrível e de dona Monstra Perigosa. Para esperar pelo momento do nascimento, vieram monstros, feiticeiros, bruxas e todo tipo de criaturas pavorosas. Todos, muito ansiosos para ouvir o primeiro urro de Medonhento. A imprensa e a televisão lá estavam, é claro, para noticiar tão impressionante evento.

No exato momento do nascimento, o mensageiro do palácio gritou:
- Parem com essa barulheira! Está nascendo!
Quando Medonhento acabou de nascer, a multidão rodeou seu berço que era uma panela feita de esqueletos e todos ficaram aguardando o tal urro medonho. O urro que iria rachar o mundo no meio. O monstrinho abriu a boca e...sorriu ao dizer:
- Com licença...
Disse isso, com voz de anjo, o que é muito pior, em se tratando de monstros. E não parou por aí. Quem ler....verá!


Numa entrevista, o autor explicou que a história surgiu de uma pergunta feita por sua esposa, durante uma conversa a respeito dos dias atuais:

- Será que os filhos dos monstros não acham desagradável a profissão dos pais?
Convido os leitores a responder essa pergunta e descobrir outras respostas, lendo este livro muito, muito interessante.


Um beijo e boa leitura,
Regina  Sormani

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

PÁGINA DO ILUSTRADOR - 24 - MONICA FUCHSHUBER


PÁGINA DO ILUSTRADOR - 24

Nesta edição apresentamos a ilustradora
MONICA FUCHSHUBER


Mônica Fuchshuber é uma designer e ilustradora carioca.

Estudou Comunicação Visual na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ e fez Pós Graduação em Comunicação na ESPM – São Paulo.

Mônica nasceu no Rio de Janeiro, mas assim que se formou, em 1988, foi morar em São Paulo. Nessa cidade permaneceu por mais de 20 anos e foi lá que construiu sua carreira na área de ilustração.

Inicialmente, começou trabalhando para confecções, desenhando estampas para camisetas.

Interessada em partir para novos desafios, mudou radicalmente sua area de atuação. Foi nessa época que surgiram os desenhos para cartões comemorativos.




Logo a seguir, começaram a surgir os trabalhos para o mercado Editorial.


Ilustrações para a Editora Escala




Ilustrações para a Editora Nova Cultural



Ilustrações para a Editora Online


Ilustrações para a Editora do Brasil


Ilustrações para a Editora FTD



No início do ano de 2010, Mônica retornou à sua cidade natal, o Rio de Janeiro, onde vive desde então. Naquela cidade, seus desenhos com temas brasileiros começaram a fazer sucesso em cangas, que se espalharam pelas praias de todo o Brasil.



Para saber mais sobre o trabalho da Mônica Fuchshuber, visite o seu site:

www.monicafuchs.com.br

contato@monicafuchs.com.br

Tel: (21) 2288-6947

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

QUEM CONTA UM CONTO


Olá!



Cá estou, de novo, para compartilhar com você a história deste mês.





Contada pela associada escritora Regina Drummond e enviada diretamente de Munique, Alemanha, garanto que é diversão na certa.





Prepare seu cafezinho e saboreie com a história.





SERÁ QUE O PAPAI ESTÁ GRÁVIDO?

Eu tinha certeza de que o meu pai estava mesmo grávido. Primeiro, porque tudo estava acontecendo do mesmo jeito que as coisas se passaram quando a minha mãe teve a minha irmã nenê. Segundo, porque todo mundo ficava falando nisso. E terceiro, por causa de uma pergunta que eu sempre me fiz. Vou contar só para você, por favor, não espalhe (a minha avó é quem fala assim), mas nunca entendi porque só a mãe carrega o filho dentro da barriga, enquanto o homem, que não faz nada, vira “o pai”.
No começo, meu pai ficou esquisito, meio sonhador, como se vivesse nas nuvens, distraído. Eu falava com ele, ele nem respondia. Quando eu insistia, ele fazia “Ahn?”. E todo mundo parecia preocupado com ele: “O Thomas está bem?”, perguntava um; e logo vinha outro: “Como vai o Thomas?”
Ele, quieto no canto, poucas palavras, muito olhar. Médicos. Exames. Remédios.
Em seguida, a barriga começou a crescer. E não apenas para a frente, para os lados também. O corpo dele pouca diferença fazia, mas a barriga foi indo, foi indo, igual balão soprado de mansinho... Fiquei com medo de que estourasse, já pensou? Estoura e voa tripa pra tudo quanto é lado, voa comida mastigada, coca-cola e hambúrguer, carne, arroz e feijão? Eca, que meleca!
Não estourou, mas cresceu mais um pouquinho. Estufou. Encheu.
Ele parecia entupido. Para andar, precisava apontar o bico dos pés para o lado de fora e jogar o corpo, passo da esquerda, perna da direita, passo da direita, perna da esquerda, quase andando de lado, marinheiro em alto mar. Eu, que já viajei de navio, sei que é assim: mesmo querendo ir para a frente, a gente não consegue, joga o corpo para os lados sem querer, empurrado pelo doce balanço das ondas, ai, ui!
Os amigos riam e diziam:
- O Thomas está grávido!
Ou perguntavam, zombeteiros:
- Quantas semanas já tem esse nenê?
Uns diziam que ele estava na trigésima semana, outros contavam por meses:
- Já deve ter uns sete ou oito!
E nada daquele nenê nascer!
Certo domingo, no almoço, ouvi uma conversa secreta das mulheres, daquelas que elas sempre mudam de assunto quando a gente chega. Minha tia dizia que achava muito estranho que as mulheres tivessem meninos e meninas na barriga.
- Injusto! – exclamou ela, nervosa, falando mais alto do que deveria e provocando um monte de psius. – Dos homens deveriam nascer os meninos! Das mulheres, as meninas! Ou o contrário, tanto faz. Qualquer coisa, menos desse jeito que é! Sobra tudo pra nós e eles ficam aí, em berço esplêndido!
Não entendi direito, mas já ouvi uma voz que parecia ser a da vovó, dizendo:
- Ser mãe é um presente da vida!
Se foi mesmo ela quem disse isso, posso apostar que se benzeu, fazendo o sinal da cruz várias vezes.
- Na opinião da senhora, seria melhor se as mulheres botassem ovos? – quis saber a minha prima mais velha.
Diante da ideia dela, minha tia ficou ainda mais brava e gritou, saindo da sala:
- Mal educada! Vá se meter na conversa de outro!
Bem... concluí, talvez o desejo da minha tia estivesse se realizando agora: dos homens nasceriam os meninos. E, a partir daquele momento, tive certeza de que meu pai estava com o meu irmão na barriga!
Resolvi perguntar:
- Pai, quando é que o meu irmão vai chegar?
Ele riu, surpreso:
- Que irmão? – Depois, piscou um olho para mim e respondeu: - Não sei. Nem sabia que você tinha irmão!
Eu fiquei toda desconsertada, mas minha avó entrou naquele minutinho e mudou o assunto.
O tempo ia passando e a barriga ia crescendo mais e mais. Com vergonha de perguntar, eu ficava imaginando coisas.
Se não fosse um filho, o que poderia ser?
Será que meu pai estava encantado ou tinha sido enfeitiçado por alguma bruxa?
E o que ela faria com ele agora?
Teria um monstro no barrigão?
Nesse caso, como ele tinha ido parar lá dentro?
Vai ver eram sapos. Isso. Meu pai bebeu água do rio, engoliu uns girinos e agora eles estavam crescendo, crescendo...
De que tamanho ficariam?
Fiquei apavorada! Tinha medo de que essas criaturas matassem meu pai!
Eu tinha muitas perguntas, mas nenhuma resposta.
De repente, me lembrei: De que rio meu pai poderia ter bebido água? Nem passava rio nenhum na minha cidade! Ali não havia nem riacho, nem córrego, nem mesmo um lago!
Não. Era uma bola o que ele tinha engolido. Ou melhor, ele tinha engolido o meu irmão. Só podia ser mesmo isso.
E, quando a barriga ficou de um tamanho tão grande que não tinha mais por onde crescer, resolveram operar. Era o nascimento.
Papai foi levado para o hospital. Mamãe preparou tudo, cuidadosamente. Pegou a mala que tinha feito na noite anterior e ajeitou no porta-malas; depois, ajudou-o a entrar no carro, perguntando, a todo momento, se ele estava bem. Eu fiquei com a minha avó, dando tchauzinho da porta. Mamãe dirigia devagar e custou para dobrar a esquina e desaparecer. Parecia que ela tinha dez dedos em cada mão e o carro, pneus de balão.
A notícia chegou logo: tudo correra bem.
Só mais tarde me contaram...
Sabe o que saiu de dentro do barrigão?
Uma melancia.
Foi aí que eu compreendi tudo: papai adorava melancia. Certamente, na pressa de comer, ele tinha engolido alguns caroços. Um deles brotou, e cresceu, e cresceu...
Ele tinha uma barriga de melancia!
E eu, querendo tanto um irmãozinho...




sábado, 5 de novembro de 2011

Palavra do autor




Sobre a qualidade dos livros infantis

Por Antonio Nunes (Tonton)
Mais importante do que escrever em estreita consonância com as teorias pedagógicas ou psicológicas do desenvolvimento infantil é escrever com o coração. E isto não quer dizer que aquilo não será alcançado. Mas, a reciproca nem sempre será verdadeira. Há de se escrever com naturalidade, sem artificialismos, pois, do contrário, tal será prontamente percebido e - via de regra - rejeitado pelas crianças. Em sua criação, o texto deve fluir livremente, para de igual modo ser consumido. Como será possível se produzir leveza se, de pronto - ainda em seu nascedouro - o texto trouxer em seu DNA rigorosos limites? Se assim fosse exigível, somente os iniciados naquelas ciências poderiam produzir belezas. E tantos criadores - dos mais populares aos clássicos - já criaram textos tão esplendorosos, plenamente isentos desta preocupação, que esta inegável constatação  põe por terra tamanha insustentável pretensão.

Antonio Nunes é coordenador da regional AEILIJ de Pernambuco