sábado, 20 de outubro de 2012

O Autor e sua Obra- Autora homenageada -

Olá, pessoal!

A AEILIJ regional SP, vai homenagear, em 2012,  a escritora e ilustradora Eva Furnari.
Parabéns à autora, merecedora dessa justa homenagem e aos associados, pela escolha.
Um abraço,
Regina Sormani




Eva Furnari

- Biografia -


Eva Furnari nasceu em Roma, Itália em 1948. Veio para o Brasil aos dois anos de idade e reside em São Paulo até hoje.
Em 1976, formou-se em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo. Foi professora de artes no Museu Lasar Segall de 74 a 79, colaborou, na década de 80, como desenhista em diversas revistas recebendo o Prêmio Abril de Ilustração em 1987. Publicou semanalmente, por quatro anos, histórias da Bruxinha no suplemento infantil do jornal, Folha de São Paulo. Começou sua carreira de escritora e ilustradora de livros infantis e juvenis em 1980, com livros de imagem e publicou 60 livros.
Seus livros já foram publicados no México, Equador, Guatemala, Bolívia e Itália. Participou da feira Internacional de Ilustradores de Bratislava em 95 e participou de Exposições de Ilustradores Brasileiros promovidas pela FNLIJ, em Bolonha. Participou da Honour List do IBBY - International Board on Book for Young People - Orgão consultivo da Unesco para o livro infantil - com o livro Feitiço do Sapo da Editora Ática em 96. Alguns de seus livros foram adaptados para o teatro: Lolo Barnabé,Pandolfo Bereba, Abaixo das Canelas, Cocô de Passarinho, A Bruxa Zelda e os 80 docinhos, A Bruxinha Atrapalhada, Cacoete e Truks, sendo que esta última recebeu o prêmio Mambembe em 94. 
Ao longo de sua carreira, Eva Furnari recebeu diversos prêmios. Entre eles, o Prêmio Jabuti de Melhor Ilustração pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) pelos livros; Truks (1991), A Bruxa Zelda e os 80 Docinhos (1996), Anjinho (1998), Circo da Lua (2004), Cacoete (2006) e Felpo Filva (2007), este pelo texto e ilustração. Foi premiada por nove vezes pela FNLIJ (Fundação do Livro Infantil e Juvenil) e recebeu Prêmio APCA pelo conjunto da obra. Foi vencedora do concurso promovido em 2000 pela Rede Globo de Televisão para a caracterização dos personagens do Sítio do Pica Pau Amarelo.


Fonte: http://www.bibliotecaevafurnari.com.br/biografia.php

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

MURAL 33 - Outubro de 2012

__________________________________

NÚMERO 33 - Outubro de 2012
O Mural é uma agenda cultural postada todo início de mês,
porém, editada ao longo do mês conforme os eventos surgem.
A agenda das bibliotecas é renovada semanalmente.
Amigo associado de qualquer cidade do Estado de São Paulo,
contribua...
aguardamos notícias dos eventos do interior.
____________________________________________

NOTICIAS DE ASSOCIADOS
Colega associado, de toda parte, se tiver uma noticia para nós,
por favor nos envie para que possamos divulgar.
Jamais se sinta desprezado;
sua noticia pode não estar aqui
porque não sabemos a respeito dela,
nos ajude. Obrigado

__________________________________
 
PROGRAMAÇÃO DAS BIBLIOTECAS DE SÃO PAULO
 


__________________________________
 
ÓPERA FANTÁSTICA

ROTEIRO E APRESENTAÇÃO DE ROSANA RIOS


O Mundo Fantástico da Ópera é o título da apresentação 2012 do grupo Ópera Fantástica. Traz a aventura de três amigos em um mundo paralelo, conhecendo histórias e árias famosas de óperas (Rinaldo, Carmen, la Traviatta, Tosca, Romeu e Julieta...). 

Veja aqui as datas, locais e horários:


* 13 de outubro, sábado, 11h *
Biblioteca Belmonte – Rua Paulo Eiró, 525 
Santo Amaro - 5687-0408

* 14 de outubro, domingo, 11h *
Biblioteca Cora Coralina – Rua Otelo Augusto Ribeiro, 113
Guaianazes - 2557-8004

* 17 de outubro, quarta-feira, 14h30 *
Biblioteca Monteiro Lobato – Rua General Jardim, 485 
Vila Buarque - 3256-4122

* 21 de outubro, domingo, 16h *
Biblioteca Viriato Correa – Rua Sena Madureira, 298 
Vila Mariana - 5573-4017

* 27 de outubro, sábado, 14h *
Biblioteca Mário Schemberg – Rua Catão, 611
Lapa - 3672-0456

* 17 de novembro, sábado, 16h *
Biblioteca Hans Christian Andersen – Av. Celso Garcia, 4142
Tatuapé - 2295-3447

* 18 de novembro, domingo,11h *
Biblioteca Álvares de Azevedo – Praça Joaquim José da Nova, s/nº – Vila Maria
2954-2813
ENTRADA GRATUITA
 
Ficha Técnica

Roteiro e apresentação – Rosana Rios 

Produção – Luís Flávio Fernandes /Reflex Music

Piano – Cesar Patoulos

Narração  Virgínia Montesino

Cantores – Regina Rios e Raquel Gillio (Sopranos)

                   Gustavo Tassi (Tenor)

                   Michel Souza e Diego Maurilio (Barítonos)

____________________________________________
 
TREVO DE LEITURAS
 
O Trevo de Leituras é um ciclo promovido pela AEILIJ, com a publicação de um suplemento de resenhas produzidas pelos autores associados. São sempre três livros comentados por três diferentes autores.

Inicialmente hospedado no site Dobras da Leitura sob a coordenação de Rosana Rios, o Trevo é agora publicado diretamente no site da nossa Associação.

A nova coordenação é de Cristina Villaça e Naná Martins. 
 
Eliane Ganem lê A fada que colecionava manhãs, de Marô Barbieri...
... que lê Castelos, princesas e babás, de Leo Cunha...
... que lê O coração de Corali, de Eliane Ganem.  


____________________________________________
 

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A história de Heitor



A história de Heitor
Capítulo VI

Rio acima, um dos cães adoeceu e morreu. As crianças ficaram muito tristes. Enterraram-no num lugar um pouco afastado da casa, junto a um pé florido de cega machado.
Chuva nenhuma caía do céu; o lavrador começou a cortar o capim que juntou num monte no meio de uma área que depois iria plantar Quando chegou a hora do almoço, amontoou algumas pedras e fez um fogo para aquecer a sua marmita...
Na hora do sol mais quente, o capim começou a arder. O fogo espalhou-se. O vento soprava na mesma direção por onde escorriam as águas: – rio abaixo. Quem teve tempo de fugir... fugiu, mas foram poucos; apenas os mais ágeis, os maiores, algumas aves, antes da fumaça espalhar-se, os que não ficaram encurralados em algum canto. As labaredas, ainda não muito altas, consumiam toda a vegetação rasteira, arbustos e gramíneas, capim e flores, e chamuscavam o tronco das árvores. Os troncos grossos e cascudos eram a sua proteção. As mais baixas queimavam mais, perdiam galhos e folhas; as mais altas resistiam melhor, ficando apenas com os troncos enegrecidos. O fogo foi correndo os campos, estalando, aproximando-se das margens do rio, cessando ali, onde começava a areia e nada mais havia a alimentá-lo. Samantha, naquele dia, havia se desenroscado da sucupira e deslizado para o rio. Os lobos estavam perto de seu abrigo, sempre sob a supervisão de Lorena. Mercúrio não estava nas redondezas; afastara-se para caçar...
Primeiro a loba, depois até mesmo os filhotes, ouviram os estalidos, sentiram o cheiro de fumaça e se assustaram.
– Fogo! – avisou Lorena – Vamos sair daqui depressa! Para o rio!
Mas quando se aproximaram da margem avistaram Samantha logo abaixo. Assustados, Hunter e Horácio correram em outra direção, seguidos por Lorena que procurava orientá-los...
Heitor, porém, mais valente e destemido, pulou para a areia e de lá para uma pedra, e de lá para outra... E continuou pulando e correndo até que encontrou uma reentrância no barranco, um lugar fresco e fora do alcance do fogo e da sucuri. Um longo tempo passou até que esfriasse um pouco e Heitor tivesse coragem de sair do seu abrigo. Ele subiu o barranco e, até onde podia ver, além de algumas árvores esparsas, nada restara dos prados a que estava acostumado. Ele voltou para a margem, bebeu água e conseguiu achar um pequeno molusco grudado numa pedra. Apurou os ouvidos, o olfato e andou um pouco pela margem para cima e para baixo; ele procurava por Lorena e pelos outros filhotes, mas não havia sinal deles. Foi até o alto mais uma vez. O solo ainda estava quente, mas ele caminhou pelas beiradas, negras como suas patas. Procurou mais um pouco. Nada! Com o rabo entre as pernas, voltou para o abrigo e passou sua primeira noite sozinho.


Nilza Azzi

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Canto&Encanto da Poesia



Homenagem ao professor


Volta às aulas

Estudantes aos bandos
correm pra escola,
carregando a sacola
cheia de livros.

É bom rever os amigos.
Sentar-se à antiga cadeira.
No recreio, abrir a lancheira.
Saborear novidades.
Abrir o coração,
recheado de saudades.

Regina Sormani

Volta às aulas faz parte do livro de poesias para colorir POESIAS A GRANEL, de MarcianoVasques e Regina Sormani.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

QUEM CONTA UM CONTO

Olá!
O mês de Outubro, para nós, que temos como ofício a literatura infantil e juvenil, é muito especial. É o mês das crianças.
Desde que assumi a responsabilidade de postar o Quem Conta um Conto, tenho procurado mesclar autores e ilustradores da regional de São Paulo. Mas este mês, com a anuência das coordenadoras regionais: Rosana Rios e Nireuda Longobardi, dei-me o direito de ocupar este canto de entretenimento com uma pequena história sobre as crianças.
Espero que gostem.
                                
                                   CRIANÇA DIZ CADA UMA!

A mãe estava toda alvoroçada preparando a casa para receber uma visita.
_ Quem que vem aqui, mã? _ perguntou o menino.
_ O Cássio Ribeiro.
_ Aquele do livro???!!! Que tem a cara dele na última folha?
_ Ele mesmo.
_ Mas você conhece ele, mã?
_ Conheço. É meu amigo. A gente se conheceu em uma feira de livros. Foi lá que ele deu o livro autografado para eu trazer para você.
O menino pensou, pensou e soltou esta:
_ Ainda bem que ele vem aqui.
_ Por quê? _ quis saber a mãe.
_ É que daí eu vou conhecer o corpo dele; porque, até agora, só conheço a cabeça.

                                   FELIZ DIA DAS CRIANÇAS!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A história de Heitor


A História de Heitor
Capítulo V

  Quatro luas depois do nascimento, Heitor, Hiran e Horácio já tinham a cor dos adultos, castanha, de um vermelho puxando para o dourado, a pontinha do rabo e das orelhas branca. Os pelos do
cangote já estavam mais longos e formavam uma pequena juba; na região dorsal tinham uma faixa de pelos pretos e as pernas, inteiramente pretas, como se acabassem de passar por um charco
cheio de lodo.
– Como estão crescidos –pensou Lorena – e lindos!
A tarde já estava pelo meio. Naquele dia os três filhotes brincavam com uma bola de capim seco. Ainda eram desajeitados e perdiam o equilíbrio, rolavam pelas inclinações do terreno, junto com a bola, levantavam uma nuvem de poeira. Com isso, pequenos pontinhos cintilavam como um arco-íris contra a luz do sol. Faziam barulho, rosnavam uns para os outros, disputavam o brinquedo. De repente, trocavam a brincadeira por algum outro interesse, cada um por seu lado: – um inseto, o voo de uma ave, algum bichinho rastejando.
Geralmente Heitor ficava mais isolado dos irmãos; era mais curioso e mais independente... e mais peralta. Ao ver aquela cena, Lorena sugeriu a Mercúrio que os levasse junto na caçada daquela tarde.
– Bem que pensei nisso – comentou ele. Foi na direção deles e avisou com firmeza que iriam caçar.
– Tenho algumas coisas para ensinar-lhes – disse. – E está na hora.
Chega de brincar por hoje.
Partiram para o interior da savana, na direção oposta ao rio. Logo desapareceram, confundiram-se com a paisagem, a cor do pelo misturada à cor do capim seco. O comportamento de Heitor e de seus irmãos mudou. Embora ele fosse o mais esperto e o mais atento, todos queriam aprender e imitavam o lobo, farejando, remexendo as narinas, ouvindo, mexendo as orelhas alternadamente, observando, procurando lugares mais altos, pequenas encostas, pedras ou cupinzeiros que fossem pontos de observação. Eles aprendiam muito rápido. Já sabiam o que fazer; só precisavam de um empurrãozinho para descobrir que sabiam.
Quando os lobos começaram a perseguir suas presas, um casal de falcões da região estava por perto. Túlio e Tina já sabiam que Mercúrio caçava por ali. Nem sempre as tentativas, ainda mais desta vez com os filhotes, de capturar uma codorna avistada dava certo.
Quando a ave escapava piando e conseguia voar, era a vez dos falcões fazerem um voo de mergulho para pegá-la. Quando terminou de escurecer, voltaram para a toca e caíram no sono.
No dia seguinte, foi Lorena que resolveu caçar com eles, porém no rio, aonde as aves vinham alimentar-se e os pequenos peixes e moluscos, com as águas mais baixas por causa da estiagem, estavam mais expostos e eram mais facilmente percebidos. Mais habituados ao convívio com a mãe, a responder aos seus estímulos e sinais, saíram-se muito bem e, ainda, divertiram-se muito. Porém, logo que começaram a algazarra, afugentaram tudo que havia naquele pedaço de rio...
– Coisas de filhotes – ponderou Lorena – quando tiverem que cuidar de si mesmos e conseguir alimento sozinhos; quando estiverem com fome, isso vai mudar.
Nilza Azzi

Apoio teórico:
Fernando Magnani - Biólogo
Diretor do Parque Ecológico de São Carlos / SP

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A história de Heitor



A história de Heitor - Capítulo IV

A região em que Mercúrio, Lorena e os filhotes viviam era habitada por vários lobos, dentro de territórios escolhidos e demarcados, nessa época reunidos em clãs, pois era o período de reprodução. Mercúrio percorria longas distâncias à procura de comida; ele era um hábil caçador, também muito elegante e altivo, capaz de avistar suas presas de longe. Como todos os de sua raça, tinha as pernas longas e um caminhar ondulante, porque mexia as duas patas de cada lado ao mesmo tempo; primeiro as duas de um lado e depois as duas do outro; muito diferente do andar dos outros animais que mexem as patas de forma alternada. Naquele dia de começo de primavera, Mercúrio havia subido no alto de um cupinzeiro de quase dois metros. Queria enxergar mais longe a savana abaixo, para poder vasculhar melhor seu território de caça. Decerto ele encontraria alimento, mas já não era tão fácil, principalmente com as secas prolongadas. Ele chamara Heitor para acompanhá-lo, mas o filhote não o seguiu; preferiu ficar ali perto do rio, com as brincadeiras habituais.
– Ainda não está pronto – pensou Mercúrio – mas da próxima vez os três virão comigo!

Foi nesse momento mesmo que avistou uma codorna. Deu um salto, com as duas patas da frente dobradas, prendeu a codorna contra o chão e devorou-a inteira, ali mesmo; há três dias não se alimentava.
Em seguida saiu a procurar outra caça para levar para os filhotes...
Quando chegou, já estava escuro e foi a vez dos filhotes refestelarem-se. Lorena saiu para caçar ali por perto; ainda não se afastava muito de suas crias. Quando amanheceu, todos dormitavam entre as palhas do capim.

Começara a esquentar e o clã estava perto do rio, numa região do cerrado que ficava mais perto do campo aberto, longe da mata. 
O capim estava cada vez mais seco e o calor, mais forte. A árvore onde Samantha costumava ficar estava com poucas folhas. Ela deslizava para o chão, logo cedo, e descia para as margens do rio. Algumas vezes entrava na água para caçar e se refrescar. No seu caminho, passava pela toca de Lorena, mas a loba estava sempre atenta; ela tinha poucas chances com os filhotes, que já estavam grandinhos e cada vez mais espertos, preparados para se defender.
Tudo que se via era terra ressecada, alguns grupos de árvores tortas e o capim da savana, também amarelado, onde um lobo poderia esconder-se, misturar a cor da pelagem com a do capim, mas onde o alimento era cada vez mais raro. Àquela altura, muitos animais passavam a maior parte do tempo refugiados na mata, onde ainda havia sombra e frescor. No solo inerte, porém, a vida apenas dormia, à espera das primeiras chuvas.

Rio acima, a família de lavradores, um casal com quatro crianças, também sofria com o calor. No quintal da casa, havia um balanço,numa das poucas árvores frondosas que oferecia sombra.
 Ali, as crianças brincavam até não aguentar mais o calor e a poeira. Então desciam para as margens do rio, entravam na água de roupa e tudo, para um banho gostoso e refrescante.

Nilza Azzi
A escritora Nilza Azzi é associada da AEILIJ regional de São Paulo