Amigos! Enfim a PRIMAVERA DOS LIVROS voltou para São Paulo. O local é nobre, vale a pena visitar. Segue convite para sessão de autógrafos.
Um abraço,
Regina Sormani
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Canto&Encanto da Poesia
Abelha
Qual abelha, da flor, querer-te-ia
doce, meu doce amor, de tal doçura,
que o mel que eu fabricasse fosse pura
delícia ao paladar, fosse iguaria,
inesgotável fonte de ternura...
E assim chegar-me a ti, dia após dia,
supondo que esse amor recriaria
a luz que minha alma inda procura.
Então a cor dourada do meu mundo,
em si, traria um brilho esplandecente
― a força criadora de uma aurora.
Mas isso é uma ilusão, sonho infecundo;
é voz de um sentimento que não mente,
mas baila, diz adeus, e vai embora.
Nilza Azzi
Nilza Azzi é escritora associada da AEILIJ SP
sexta-feira, 21 de março de 2014
quinta-feira, 6 de março de 2014
Pé de Meia Literário
PÉ DE MEIA LITERÁRIO
LEITURISMO e LEITURAMENTO
É bem provável que estes dois termos, Leiturismo e Leituramento, nada signifiquem para além da curiosidade. O que é Leiturismo e o que é Leituramento? Que relações pode haver entre eles?
O Leiturismo está para o espontaneísmo assim como o Leituramento está para o planejamento.
Aqui vamos, inicialmente, nos acercar de uma possível definição desses termos. Espontaneísmo apareceu como a designação de fenômenos sem ligação orgânica entre si, como eventos fortuitos, oportunistas, gerados ao acaso, como um lance de dados, as coisas acontecendo ao sabor delas próprias, sem rumo previamente traçado, sem planejamento. Nesse sentido, eis aí a alma do leiturismo: o espontaneísmo.
Letramento, conceito novo e ainda complexo, nos faz pensar nas relações de aprendizagens da leitura e escrita num mundo pleno de signos verbais e suas muitas significações. Diferentemente do espontaneísmo, o letramento pressupõe a preocupação consequente, o planejamento, o estudo das necessidades, o fortalecimento das relações entre sociedade e sujeito. Nesse sentido, eis aí a alma do Leituramento: o planejamento consequente.
Leiturismo é o espontaneísmo, o fogo que arde sem queimar, o embarque atropelado na canoa dos movimentos efêmeros, não duradouros, nem contínuos. É a arte fogueteira do marketing, é o discurso dos programas de governo, antes da eleição, e a ausência na prática política do cotidiano. Leiturismo é a construção de prédios e, às vezes, compra de acervos e equipamentos para inaugurações rápidas, festeiras e inundadas de holofotes, para depois, acabar na quarta-feira de cinzas, morna, sem programa, sem mediador de leitura, sem reposição de acervo e sem propostas de atuação diárias, cotidianas e contínuas. É um número na estatística e quase nunca passa disso. Números mortos em páginas oficiais: pouco ou nada dizem da prática efetiva de leitura. É um nome na lista de eventos e projetos/programas que, depois, dorme na calmaria das listagens. Leiturismo é pleno de eventos bombásticos, números afoitos, discussões acaloradas, vozes em mil alto-falantes. Leiturismo é a aprovação tresloucada, pipocando a todo o momento, de planos estaduais e municipais de leitura, do livro, de biblioteca. Aprovadas as leis, para consumo de planos de governo e de ações marqueteiras, elas vão, quase sempre, para o ninho do sono eterno.
Do Leiturismo fazem parte diversas ações, entre as quais, para o que nos interesse aqui e agora, as estatísticas vazias de número de bibliotecas públicas, o abandono da maioria dos prédios e equipamentos, a ausência de programas de reposição de acervo com a participação dos interessados, de formação dos mediadores e de incentivo cultural aos eventos de formação de leitores.
O Leiturismo é a festa, o elefante branco, o anúncio, os fogos de artifício, a estatística formal no espaço comprado a peso de ouro do jornal, a luz apagada depois do “e agora, José?”. Tem a ver com a política populista, atropelada, rápida, que responde à demanda do momento, à moda da hora. É a inconsequência com a cara de fragmentos brilhantes e coloridos.
Leiturismo busca votos passageiros. Não se preocupa com um projeto de sociedade e nesse projeto o espaço da leitura como ação salutar para a vida inteligente.
E o Leituramento, o que é?
O Leituramento é a ardência do cozimento brando e contínuo, a cadência do movimento constante, a amarração firme e forte dos cabos, das vigas, dos suportes, um amálgama contra a fragmentação. É a preocupação conseqüente, fora dos oportunismos, longe da fogueira das vaidades, distante da superficialidade; é a proposição com começo, meio e fim, olhos aqui, ali e além, a previsão de quem faz, onde faz, com o quê faz e como faz. Leituramento é o contraponto às inaugurações apressadas, aos projetos de nomes pomposos e estrutura oca, à superficialidade da luta por espaços que travam os que querem o seu nome na mídia.
Do Leituramento fazem parte diversas ações, entre as quais interessa-nos citar: definição de uma agenda nacional para os eventos da leitura; formulação de uma política consistente, contínua e objetiva para construção, manutenção e recuperação dos prédios das bibliotecas públicas; definição de uma política de formação de mediadores de leitura para atuar nas bibliotecas; formulação de uma política eficiente de reposição de acervo, dando voz aos mediadores; investimentos concretos em uma ampla rede de bibliotecas escolares; envolvimento efetivo dos municípios na vida de suas bibliotecas, organizando leitores e mediadores em uma cidade-leitora.
Leituramento busca a ação concreta da sociedade pela leitura, um projeto de sociedade onde a leitura-ação-e-reflexão esteja presente como forma de garantir inteligência saudável em nossas vidas.
Leiturismo é, enfim, o desejo afobado, a festa pronta, o discurso na ponta da língua e... os espaços de leitura vazios.
Leituramento é, afinal, a atitude firme e definida, o planejamento consequente, o trabalho contínuo e amarrado e... os espaços de leitura abertos e pulsando as muitas significações possíveis.
EDSON GABRIEL GARCIA
(escritor e educador)
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Cinemateca - Programação de Carnaval -
Pessoal!
Pra quem não conhece, a Cinemateca Brasileira fica no Largo Senador Raul Cardoso 207, cep: 04021070 - próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111 (ramal 215)
www.cinemateca.gov.br
Vale a pena dar uma chegada e conhecer. Abaixo, segue a programação de Carnaval.
Abraço,
Regina Sormani
Programação
CARNAVAL NA CINEMATECA
27 de fevereiro a 02 de março de 2014
ENTRADA FRANCA
A Cinemateca Brasileira celebra o carnaval 2014 com uma mostra reunindo filmes passados durante a tradicional festa. Entre os títulos estão Noel por Noel e Isto é Noel, dois belos filmes de Rogério Sganzerla, abordando a música e figura do genial compositor Noel Rosa; a metalinguagem de Ladrões de cinema, de Fernando Coni Campos; as imagens de um carnaval carioca na década de 1920 registradas por Silvino Santos em Rio - Anos 20 – Carnaval; uma das obras-primas de Walter Lima Jr, A lira do delírio, com grande interpretação de Anecy Rocha, e Tieta do Agreste, adaptação de Carlos Diegues para o romance de Jorge Amado, com trilha sonora de Caetano Veloso. Todas as sessões têm entrada franca.
PROGRAMAÇÃO
27.02 | QUINTA
SALA CINEMATECA BNDES
18h30 | TIETA DO AGRESTE
28.02 | SEXTA
SALA CINEMATECA BNDES
20h30 | NOEL POR NOEL | ISTO É NOEL
01.03 | SÁBADO
SALA CINEMATECA BNDES
19h00 | LADRÕES DE CINEMA
02.03 | DOMINGO
SALA CINEMATECA BNDES
18h00 | RIO – ANOS 20 – CARNAVAL | A LIRA DO DELÍRIO
SINOPSES E FICHAS TÉCNICAS
Isto é Noel
Dir.: Rogério Sganzerla
Rio de Janeiro, 1990, cor/pb, 47'
Elenco: João Braga
Os últimos dias da vida de Noel Rosa, vítima de uma dupla pneumonia, vagando sozinho pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval.
Classificação indicativa livre
Ladrões de cinema
Dir.: Fernando Coni Campos
Rio de Janeiro, 1977, 35mm, pb/cor, 127’
Elenco: Milton Gonçalves, Jean-Claude Bernadet, Luiz Lutero, Antonio Pitanga, Wilson Grey
Durante o carnaval, no Rio de Janeiro, uma equipe de cineastas norteamericanos tem seu material de filmagem roubado pelo bloco que eles documentavam. Os ladrões, moradores do morro do Pavãozinho, resolvem eles mesmos fazer um filme tendo por tema a Inconfidência Mineira. Toda a população do morro adere à idéia com o mesmo espírito e a alegria da preparação de uma escola de samba.
Não indicado para menores de 16 anos
A lira do delírio
Dir.: Walter Lima Jr.
Rio de Janeiro, 1978, 35mm, cor, 105'
Elenco: Anecy Rocha, Cláudio Marzo, Paulo César Pereio, Antonio Pedro, Tonico Pereira, Otoniel Serra
Os participantes do bloco de carnaval Lira do Delírio se cruzam num cabaré da Lapa carioca, onde o filho de uma dançarina é seqüestrado. Para descobrir o autor e as razões do crime, ela conta com a ajuda de um repórter policial, que ao mesmo tempo também investiga o assassinato de um homossexual.
Não indicado para menores de 16 anos
Noel por Noel
Dir.: Rogério Sganzerla
Bahia/Rio de Janeiro, 1981, 35mm, cor, 10’ | Exibição em Beta Digital
Ensaio documental sobre a música e o tempo de Noel Rosa, com colagens de imagens de arquivo, fotografias de época e filmagens de blocos carnavalescos em Vila Isabel.
Classificação indicativa livre
Rio - Anos 20 - Carnaval (Título atribuído)
Operador: Silvino Santos
Rio de Janeiro, 1922 - 1926, 35mm, preto-e-branco, 7 min a 16 qps | Exibição em DVCam
Registro do carnaval carioca da década de 1920: pessoas nas ruas, desfiles militares, cerimônias oficiais. Carros alegóricos são puxados por cavalos nas ruas, enquanto pessoas acompanham o desfile nas calçadas. Na rua, a movimentação de carros. A praia de Copacabana deserta. A fachada do prédio da Assembleia Legislativa. Pessoas passeiam na praça.
Classificação indicativa livre
Tieta do Agreste
Dir.: Carlos Diegues
Rio de Janeiro, 1996, 35mm, cor, 140' | Legendas em francês
Elenco: Sonia Braga, Marilia Pera, Chico Anisio, Zezé Motta, Claudia Abreu, Patrícia França, Jece Valadão, Jorge Amado
Aos 17 anos, a adolescente Tieta é expulsa pelo pai de Santana do Agreste, na Bahia, por falta de decoro. Vinte e seis anos depois, ela volta de São Paulo e é recebida como heroína em sua cidade natal. Adaptado do célebre romance de Jorge Amado.
Não indicado para menores de 14 anos.
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