quarta-feira, 7 de abril de 2010

QUINTAS




QUINTAS






QUINTAS - 2

Marciano Vasques
  

A MÚSICA 
DAS MULHERES 
DE MARÇO


 

Enquanto uma só oprimida no mundo houver haverá algo que nenhum discurso de quaisquer povos poderá afirmar, mesmo que autêntico e sincero se declare. Mas quero falar das mulheres que cantam.
Alguns homens são mulheres também. Estava em Brasília no meu carro quando fui obrigado a chorar. Pus-me pela primeira vez uma canção muito dolorida e ao ouvir a voz do Renato Russo cantando “Longe do meu lado” chorei ao volante olhando para a catedral. A canção triste tomou conta de mim, eu que já tinha ouvido “A Via Láctea”. Como é possível um moço cantar tanta dor? Então ela surgiu, a curiosidade. O acompanhamento musical de fundo lembrou-me uma outra melodia, singela.
A canção chamada “Devolva-me” que me foi devolvida na melodia do pranto do Renato Russo, eu a ouvi depois “naquela estação” cantada na voz de Adriana Calcanhoto. Meu Deus! “Quero que sejas bem feliz/junto do seu novo rapaz”. É a recuperação das formas simples da Jovem Guarda.
Então chega o dia 8 de março, e comecei a vasculhar os canteiros da minha memória, buscar a voz da mulher. As diversas vozes, timbres encantados. E então me dou conta de que poderia passar a velhice física que dentro de alguns anos em mim estará, ouvindo a música das mulheres de março, ou seja: as diversas vozes femininas que cantaram as mais doces canções que a vida generosa me ofertou. Como é bom ouvir uma mulher cantando.
This is my song. Será que eu gostaria tanto dessa canção de Charlie Chaplin, ou melhor, será que teria prestado a devida atenção se não a tivesse ouvido pela primeira vez na voz de Petula Clark? Nunca saberei ao certo, interessa-me apenas ficar na voz de Petula.

Gigliola Cinquetti cantando “Quando m’ innamoro”, as duas mulheres fofas do “The Mama”s & The Papas” cantando “Monday, Monday” numa segunda-feira feira que não é uma qualquer quando se trata de um 8 de março.


La partita di pallone. Rita Pavoni cantando alegremente o drama “italiano” de mulheres que ficam sozinhas no domingo por causa do futebol.


Saudade da voz de Joan Baez. 



Timbre doce cantando Diamonds and Rust. Quisera ouvir todas as cantoras que nos embalam durante a vida com suas canções que  essencialmente de amor falam.
Veinte Años. Agora é querer ouvir a voz de bolero de Omara Portuondo. O que é da alma de Cuba sempre será, isso se aplica a qualquer lugar do mundo. 


Dulce Pontes, portuguesa, cantando “Estranha forma de vida”. Como gosto dessa canção! Também a ouvi muitas vezes com Caetano.
No tic–tac do meu coração estou indo em frente, lembrando de outras mulheres cantoras. Momentaneamente penso em falar das mulheres que foram cantadas, como a Carolina e outras do universo de Chico Buarque, ou as de Tom Jobim. "Nunca fui ao cinema".
O “tango da Raquel”, que em troca de pinga um homem sofrido cantava no tempo das ruas largas, Amanda, de Taiguara, e Ana, do Roberto. Todo tempo que eu vivi procurando o meu caminho...
Bravo Pour Le Clown. Viva para sempre Edith Piaf. Que cantem todos os pardais.


Mas quem era aquela cantora cantando Pierrô Apaixonado? Depois, bem depois, noutra canção, ela me diz: “Não tenha medo”. Maria Bethânia, que nasceu porque o irmão ouvia Nelson Gonçalves.
Três apitos. Elizeth Cardoso cantando a música que fala da fábrica. Viva todas as cantoras que cantaram Noel Rosa...
“Ài, Moraria”. Que beleza ouvir Angela Maria. Tenho uma vontade louca de ver essa gente no palco. Há coisas grandiosas que o brasileiro desconhece. Penso num show com Angela Maria, Caetano, Agnaldo Timóteo, Caubi Peixoto, essa forma de sentir reunida num único palco. É o Brasil com saudade dos pedaços da sua alma.

Vou deitar e rolar, quaquaraquaqua. 


A nossa Elis, que tantas canções de dor e de liberdade cantou, tão alegre nessa canção estava. Às vezes penso que o Brasil nunca mais vai ter essa alegria. Mas isso é apenas um pensamento de nuvem, pois alguns aprendizados são duros e o Brasil talvez esteja aprendendo o que Epicuro ensinou no passado: não se encontra a felicidade na política. Como é uma lição súbita (comparado aos longos anos de sonhos e esperanças) fica-nos a sensação estranha de que o riso de Elis presente nessa canção nunca mais estará nas ruas e nos corações do Brasil.
Cogitei inicialmente homenagear as mulheres neste Dia Internacional delas, mas penso que estou mesmo é homenageando o meu coração ao recordar a Música das mulheres de março.

MARCIANO VASQUES
QUINTAS - 2



sábado, 3 de abril de 2010

Uma doce Páscoa

Queridos amigos,
Desejo-lhes um gostosa Páscoa recheada com chocolate, carinho, amor, saúde, paz, força, amizade.....
O trecho abaixo foi extraído do meu livro: "Quem tem medo do porão?", editado pela Cortez Editora.



A todos, aquele abraço bem apertado!
Regina Sormani

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Um livro do qual gostei muito

Caros associados,

Já estamos na segunda edição desta página intitulada: Um livro do qual gostei muito.
O comentarista é o escritor Manuel Filho, associado da regional de São Paulo.
A todos, um grande abraço,
Regina Sormani



Nome do Livro: O LIVRO DO LOBISOMEM
Autor e ilustrador : FÁBIO SGROI
Editora: LETRA ILUSTRADA


O lobisomem é um mito universal. É interessante saber como ele tem o poder de assustar diferentes povos nos cantinhos mais diversos do mundo. E como tudo isso aconteceu? Por que esse ser sobrevive há tanto tempo em filmes, contos orais e, principalmente, em livros?
Para começar a entender um pouquinho sobre a história desses "monstros", nada melhor do que ler O LIVRO DO LOBISOMEN de Fábio Sgroi. O autor não pretende "esconder" o lado assustador do "bichão", muito pelo contrário, apresenta histórias assustadoras, contos e até ensina como alguém pode se transformar em um deles. Sempre pode haver quem o queira, não é mesmo? Entretanto, o humor está presente por todo o livro; a risada logo toma conta quando você começa a sentir algum medo. As crianças estarão 100% seguras.
Além de escritor, o autor é um talentoso ilustrador que apresenta uma persona diferente para cada evento do lobisomem: uma hora ele é um escultor, outra uma "inocente" velhinha deitada numa cama.
As referências do mundo pop e do cinema permeiam todo o livro tornando-o ainda mais divertido e interessante. Há muito mais para se aprender sobre os lobisomens do que sua antiga intimidade com a lua cheia.
E, como se não bastasse, lendo o livro você vai saber até que existe a "lobismulher".



Comentarista: Manuel Filho
Saiba mais sobre o escritor acessando: www.manuelfilho.com.br

quarta-feira, 31 de março de 2010

QUINTAS - 1

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 QUINTAS
 PÁGINA DE MARCIANO VASQUES 
PUBLICADA 
NA QUINTA- FEIRA



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REFLEXÕES SOBRE A LITERATURA INFANTIL



O que há entre Branca de Neve e Moisés? A pergunta tem sentido. Quando a Branca  chega à casa dos anões (sete!), instaura a limpeza, a organização, ela organiza, promove a limpeza na casa, ensina a higiene, impõe as regras básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições. Enfim, ensina o que a humanidade demorou séculos para aprender, e a criança, representada pelos anões, aprende em duas horas.
       Moisés, quando retornou do monte, com os mandamentos inspirados no código de Hamurabi, o que traz é na verdade regras. Os mandamentos são regras sociais. Ele ensina ao povo as regras básicas de higiene, como lavar as mãos antes das refeições. Educa o povo através das regras.
       Com o aperfeiçoamento dos tempos, os mandamentos são reduzidos a dez (sistema decimal), os prioritários, como: não matar, e entre eles, um curioso, não desejar, não cobiçar a mulher do próximo, mandamento visivelmente vinculado ao patriarca, ao patriarcal. Com o estabelecimento do monoteísmo, surge o Deus masculino, o senhor, e a mulher do próximo (uma propriedade) não pode ser cobiçada, ela passa a ser representada como a idéia do desejo, o valor da mulher é o valor do desejo. Bem, vamos retornar.
       Branca de Neve, a mulher, organiza, arruma a casa e ensina regras  básicas de higiene. Educa.
       Mas eis um apaixonado que nos comove, o soldadinho de chumbo, ele mesmo, o persistente. Soldadinho de chumbo significa persistência, honradez, ética; a sua ética  é a mais profunda! Seu profundo sentido ético orienta a sua vida. Ao se recusar a pagar os impostos para o ratão do esgoto,  age em conformidade com a sua ética.

In CONTOS DE ENCANTAR
       E o seu persistente e destemido amor pela bailarina? Que amor maior pode ter havido neste mundo? Tristão e Isolda? Romeu e Julieta? Abelardo e Heloisa?
Cena do filme "Doutor Jivago"

Doutor Jivago e Lara? Dostoievski e Ana Grigórievna? Rimbaud e a liberdade? Falo dos amores literários, dos amores históricos. Que bela história de amor é a do soldadinho de chumbo!

In CAVALEIRO DA DINAMARCA
       Andersen tanto ensinou aos pequenos, com o seu Soldadinho, o seu Patinho. Andersen! Que encantou Kierkegaard, Andersen, que foi o primeiro que me fez pensar num aspecto da filosofia: Teriam os filósofos nascido sem infância? Quase não se sabe nada da infância dos filósofos, parecem até produtos acabados. Seria o filósofo alguém que nasceu adulto, como se estivesse num paraíso? Um produto acabado, que passa a existir a partir da existência de um sistema de pensamento. Como filosofia é texto, realmente para ela não interessa, em hipótese alguma, a infância do filósofo. Seria isso mesmo? Mas, e para a literatura?

        Cada conto infantil tanto nos ensina! Cada conto é um tesouro infinito, um tesouro de mil possibilidades. Ficando apenas nos clássicos: Cinderela nos ensina, entre outras coisas, que a medida certa é o absoluto, a exatidão.O sapatinho é o que importa! Não adianta inventar! O sapato entrou é o que importa.Isso é algo tão certeiro como uma lei de uma ciência exata, uma lei matemática, universal, que não se altera na regência do universo.
       A fábula O Lobo e o Cordeiro  nos transmite que contra a força não há argumentos. A Guerra das Formigas (Não é um clássico!) de Julian Murguía, um simpático livrinho editado no Rio Grande do Sul, é a literatura que vale por um mês de aula. Tantos são os seus ensinamentos! Nós, humanos, somos aquelas formigas. Há uma formiga preta e uma vermelha em cada um de nós! As formigas, as pretas e as vermelhas, são iguais. Não há diferença entre elas.Tão importante como ler, por exemplo, Análise do Homem, de Erich Frohmm, é ler A Guerra das Formigas. Literatura infantil obrigatória para os adultos.

In TRIBO DA LEITURA
O Casamento da Dona Baratinha, de origem oriental (a barata é um animal nobre em certas regiões), um clássico encantador – como as crianças o amam! Quem quer casar com a dona Baratinha? Todos querem! Pois ela tem dinheiro na caixinha. Mas ela casa com o Dom Ratão e o rato é vil, é um sujeito baixo,  demasiado voltado para os prazeres físicos, adora feijoadas e a comida é mais importante que o resto. Dona Baratinha aprende uma bela lição!
       A atração que a literatura infantil (que deve ser a protagonista em qualquer projeto de alfabetização) e as cantigas exercem sobre as crianças é impressionante. E a cantiga nem sempre é politicamente correta. Não é certo, por exemplo, atirar o pau no gato.
O sapo príncipe é maravilhoso. A sua lógica é da ética. Você prometeu terá que cumprir! -diz o pai. E a princesa terá que aprender a dura lição! Ela está diante de seu primeiro grande desafio, é o momento da perda da inocência, quando o jogo da vida se apresenta, quando você se torna a pessoa que decide, quando aprende o significado da palavra, quando aprende que promessa é dívida. Quando compreende duramente, que o verbo às vezes rege a vida.
Com a literatura infantil universal (Além dos clássicos, temos a literatura infantil africana, e a tradição oral em várias regiões do mundo!) aprendemos todos os valores. Todos! Conhecemos a inveja, o ódio, a mágoa, a má água, a amizade, as traições, os porões da mente, os belos ideais, os corações imensos voltados para o que permanece, e os pequenos, voltados para o transitório, para o efêmero.
Conhecemos a malignidade do invejoso, a cobiça, o amor irracional, a competição, o herói, enfim, os mesmos valores que encontramos em Othelo, em Iago. O que encontramos em Othelo, na literatura universal  já está na literatura infantil, nos contos de fadas, como a eterna luta entre o bem e o mal dentro do homem, a mesma que encontramos no zoroastrismo, em Osmurd na ponte enfrentando a sua outra metade, nos manuscritos do Mar Morto; a eterna luta interior entre o bem e o mal, cujo campo de batalha é a consciência, está aqui, na literatura infantil, simbolizada por fadas e bruxas.
A mulher que covardemente espanca uma criança, que a explora. Sim, essa devemos temer! A que permite que a menina seja explorada por um mísero. Eis a bruxa. Existe sim. Essa é uma outra espécie de bruxa.
Os contos de fadas podem salvar a criança. Ela estará protegida deste mundo se estiver sob a proteção dos príncipes encantados, das bruxas, das fadas e dos duendes. Mas os contos infantis não existem para proteger a criança do mundo, como se esse fosse uma entidade fictícia, algo fora de nós, como certas criações  evangélicas. A literatura infantil e os clássicos das fadas existem para ensinar a criança a viver no mundo. Para mostrar os caminhos da consciência, para orientá-la, os contos de fadas dizem: vá por ali!
Uma criança alfabetizada com o alfabeto das fadas é feliz e aprende a desligar a televisão sozinha.
Todas as pessoas que se dedicaram à literatura infantil são pessoas que deram uma contribuição imensa para o aperfeiçoamento da humanidade, para a lapidação da consciência humana. Pode parecer exagero afirmar que os contos de fadas têm a mesma importância que os grandes sistemas filosóficos, mas eu me atrevo. Sempre fui atrevido.
Mesmo as contribuições mais recentes, como o nosso Monteiro Lobato,
Walt Disney - Reprodução

Walt Disney, levando os clássicos para a indústria cultural, modificando, mas, inegavelmente embelezando-os. Todas as contribuições são importantes, e, enquanto houver uma cigarra cantando, uma menina levando doces para a vovó, o mundo terá esperanças brancas como a neve.
É oportuno encerrar com a verificação de que todo o encantamento  dos contos de fadas é medieval, castelos, reis, seres fantásticos. É apenas uma curiosidade, mas faz lembrar que não apenas os contos de fadas, mas muitas coisas da nossa cultura são medievais, talvez por isso os contos exerçam tanto fascínio sobre as crianças.
Muita gente não considera a literatura infantil como literatura. Infelizmente. Mas são  apenas intelectuais equivocados. Posso citar um exemplo. Já aconteceu de ser organizada caravana de escritores para representar o Brasil em evento literário internacional e na lista governamental nenhum nome de autor infantil.

Versão cinematográfica da Bela Adormecida
Porém, enquanto houver no mundo uma floresta, sempre haverá em algum coração de menino ou de menina a certeza de que em algum lugar, em alguma clareira, dorme a Bela Adormecida do bosque.

 MARCIANO VASQUES

terça-feira, 30 de março de 2010

Os nove pontos

Caros associados,

Leiam atentamente.O texto é do interesse de todos.

Um abraço,

Regina Sormani


Os nove pontos
Tradução livre de Leny Werneck (autora associada-La Charte)


Boletim de La Charte
Hotel de Massa 36, rue du Fbg. Saint-Jacques 75014 Paris

CHARTE- INFO
La Charte dos autores e ilustradores para crianças e jovens


Os “seis pontos” viram... “nove”

Faz já algum tempo que, diante da falta de transparência de certas práticas editoriais, uma complexidade crescente, não necessariamente justificada, de contratos de edição e uma degradação das condições de trabalho dos criadores, os autores e ilustradores para crianças e jovens decidiram, para se defender, jogar a carta da solidariedade.
Assim, durante anos, La Charte assinalou 6 pontos a serem respeitados. As coisas mudam, o digital mostra bem o seu nariz... Então, por ocasião do CA (Conselho de Administração) do 9 de março de 2010, esses seis pontos se tornaram 9 pontos essenciais a serem respeitados.

1.Uma cessão, uma remuneração

Confirme e verifique que a cada cessão de direitos corresponde uma remuneração.

2. Montante de direitos autorais

Aconselhamos a não assinar abaixo de 6% (como todo, para um livro, a repartir entre eventuais co-autores). É um mínimo. Não esqueça, ainda, de pedir direitos progressivos.

3.Cessão digital

Os direitos digitais serão objeto de um acordo em relação ao contrato inicial.
Esperando que as coisas fiquem mais claras, a duração dessa cessão será limitada a três anos tacitamente renovados e o percentual de direitos não será de modo algum inferior aos direitos papel.

4. Formato de bolso

Quando houver uma passagem ao formato de bolso, conserve a
mesma porcentagem de direitos autorais.

5. Preço fixo (forfait) limitado

A remuneração a preço fixo é limitada unicamente a obras coletivas do gênero enciclopédia ou à cessão de algumas ilustrações (artigo I. 131 -4 do Código da Propriedade Intelectual). Segundo o Código dos Usos (Code des Usages) a remuneração fixa só se aplica a uma primeira tiragem. Prever no contrato uma nova remuneração a cada reimpressão.

6.Direitos audiovisuais

Os direitos audiovisuais devem ser objeto de um contrato distinto dos direitos de edição. A sua cessão não é nem obrigatória nem automática. Aconselhamos esperar uma proposta de adaptação para assiná-lo.

7.Provisão para o retorno

A provisão para o retorno (devolução) é objeto de visíveis abusos da parte de certos editores. Fique atento para que ela não ultrapasse 20% no primeiro ano e seja reintegrada no ano seguinte.

8. Prestação de contas

Uma prestação de contas conforme o artigo L 132 - 13 do CPI deve obrigatoriamente comportar o número de exemplares fabricados no curso do exercício, a data e a quantidade das tiragens e o número de exemplares em estoque. Verifique se essas menções figuram em seus contratos e em suas prestações de contas.
O acúmulo de vendas permite considerar a aplicação dos direitos progressivos.
O editor deve “fornecer ao autor todas as justificativas próprias ao estabelecimento de suas contas (artigo L 132 -14) e tem uma obrigação legal de prestar contas sobre a utilização (publicação) das obras no estrangeiro.”

9. Encomendas recusadas

O ressarcimento em caso de obra de encomenda executada pelo autor, mas recusada in fine pelo editor, está previsto por uma clausula do Código dos Usos (Code des Usages) assinado pelo Sindicato Nacional da Edição (Syndicat National de l´Édition) em 1978. Foi fixado em 30% mínimo do valor inicialmente previsto. Para isso, na falta de contrato, pense em guardar os traços escritos de toda encomenda.
Seja vigilante antes de assinar seus contratos.
Faça circular esses nove pontos...
Ser Chartista é isso, também.
Até breve! La Charte

terça-feira, 23 de março de 2010

Canto & Encanto da Poesia




A poesia que apresento este mês consta do meu livro interativo"As aventuras do Pintinho Azul" que é a continuação do "O ovo Azul da galinha Rosa". Azul é o filhinho da galinha Rosa e do galo Tenor e objeto do desejo da Perua, a vilã. Frustrada por nunca ter conseguido chocar um ovo, a Perua passa a história toda perseguindo Azul.
São quatro quadras, representativas das aventuras que aconteceram naquele galinheiro...

Quiquiriqui, quiquiriqui,cocorocó.
Rosa e Tenor estão de fazer dó!!
Adivinhem o que aconteceu:
O pintinho Azul desapareceu!

A Angola gritou, amedrontada:
— Imaginem se Azul levar uma pernada
Daquela estranha eremita,
A esquisita coelha Chiquita...

Para aumentar a confusão,
Alguém se lembrou do Corujão,
O misterioso mocho mateiro.
Um perigo verdadeiro!

A Perua se fez de desentendida,
Mas, estava feliz da vida.
Maravilhosa, sensacional!
Inteligente, linda e fatal!


Quem quiser desvendar o mistério do sumiço de Azul, pode ler "As aventuras do pintinho Azul" da Paulus Editora.
Um beijo,
Regina Sormani