terça-feira, 28 de agosto de 2012

A história de Heitor

Olá, pessoal!
Acompanhem aqui no blog, a história em capítulos de autoria da escritora Nilza Azzi, associada da regional paulista da AEILIJ.
Um beijo,
Regina Sormani







A história de Heitor 
capítulo I

Eram tempos de lua cheia. Para alguns animais isso era bom porque melhorava as condições de caça.. Outros, não gostavam tanto, pois ficavam desprotegidos... 

Mas, aquela gruta era escura e ainda não havia amanhecido. Tudo estava muito silencioso e Lorena continuava deitada na parte mais funda, quieta, meio enrolada. Já era final de agosto; a primavera estava bem próxima. No bosque, perto do rio e da cascata, algumas aves começaram a piar. Ainda não eram aqueles cantos dobrados e prolongados; ouviam-se barulhos que pareciam chamados, conversas... Lorena sentiu as primeiras dores e contrações e começou a fazer força. A loba escolhera um lugar abrigado, mas que estava perto da água e onde poderia caçar sem precisar ir muito longe, deixando os filhotes desprotegidos. 

Mercúrio era um lobo vermelho, muito forte e valente, mas não estava ali por perto naquele dia. Andava por outras trilhas do bosque, nos limites de seu território, à procura de caça e aventuras. Ele sabia que Lorena queria receber os filhotes sozinha. Lorena tinha a pelagem amarelo dourada, com manchas escuras nas pontas das orelhas, no peito e nas patas dianteiras. 

O barulho dos pássaros aumentou – cada vez mais alto, cada vez mais vozes. Naquele dia de metade de agosto, exatamente na hora em que um raio de sol esticou-se pela gruta e quase tocou Lorena, foi que o primeiro lobinho nasceu. Heitor, decidiu Lorena... Depois vieram mais dois, Hiran e Horácio. Com cuidados de mãe, ela limpou os filhotes, depois engoliu tudo ao redor, a fim de não deixar sinais de sangue que pudessem atrair predadores e virou-se para o lado, no chão de terra vermelha, para que os filhotes pudessem mamar. 

Nilza Azzi

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Canto&Encanto da Poesia


Olá, pessoal!

PINTANDO O SETE e A JOANINHA, fazem parte de livro POESIAS A GRANEL, (para ler, sonhar e colorir) de Marciano Vasques e Regina Sormani, lançado na Bienal do Livro de São Paulo, no dia 18 de agosto de 2012. Com capa e miolo feitos pelo Marchi, na primeira capa: ilustração da poesia  A Joaninha. Na quarta: Pintando o sete.

Um abraço,
Regina Sormani




Pintando o sete

Com esmero,
um mero
menino
pinta
 de
 verde
e amarelo
Um mero sete.

Marciano Vasques 


A Joaninha

Amiga da rosa,
do cravo, da camélia e do jasmim.
A joaninha é preciosa.
Elegante! Isso sim.
Pois, num instante,
exclui o pulgão,
esse vilão.
Ela protege as flores,
multicores do jardim.

Regina Sormani


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Vice-Versa de agosto de 2012




Meus caros!
O Vice-Versa completa 4 anos neste mês de agosto. Apresentamos as entrevistas da escritora Maria Amalia Camargo e da ilustradora e escritora May Shuravel, ambas associadas da regional paulista da AEILIJ.
Obrigada, meninas. Parabéns!
Um beijo, pessoal!!!

Regina Sormani


Respostas de Maria Amalia




1 - O que você lia, quando criança? Tinha livros em casa? Frequentava alguma biblioteca?


Lia muito gibi, em especial da Turma da Mônica. Ah! E muitas histórias sobre animais, de um livrão chamado Maravilhas e Mistérios do Mundo Animal. E lia a relia os livros da Fernanda Lopes de Almeida e da Ruth Rocha. Mas apesar de adorar o “Sítio do Pica-pau Amarelo” na televisão tinha muita preguiça de ler Monteiro Lobato. Aliás, só comecei a lê-lo pra valer depois de adulta, quando decidi escrever para crianças. Sempre tivemos muitos livros em casa. De faltar lugar para guardá-los. Acho que por conta disso nunca fui uma frequentadora assídua de bibliotecas porque era possível achar de tudo naquelas estantes: culinária, botânica, história, religião, enciclopédias de todas as épocas... 
Bem, na verdade eu frequentava a biblioteca da escola às sextas-feiras e um dos empréstimos que mais me marcou foi uma adaptação da Ana Maria Machado para o Sonho de uma Noite de Verão.


2 - Quando foi que você se deu conta de que poderia escrever livros para as crianças? Antes disso, pensou em escolher outra atividade profissional?


Quando eu estagiava no serviço educativo do Museu de Arte Contemporânea da USP escrevia para crianças e professores sobre as obras e os artistas do acervo. E ali também eu convivia com alunos de 5 a 12 anos que chegavam para as visitas escolares. Desde então, fiquei com essa vontade: fazer ficção para crianças. Mas faltava coragem de dar o primeiro passo: escrever. Só depois de seis anos e muitas indefinições profissionais é que resolvi colocar as ideias no papel e descobri, finalmente, com o que eu queria trabalhar.
Antes de prestar vestibular para Letras minha grande vontade era ser artista plástica. Depois cenógrafa, fotógrafa, pesquisadora de arte... Aí, entrei em Letras e pensei em virar publicitária. Fiquei desanimada durante a faculdade porque não conseguia me decidir e resolvi que eu precisaria de menos sonhos e de um diploma. Um ano depois de ter me formado em Letras, pensei seriamente em usar meu diploma como jogo americano na mesa de jantar e fazer faculdade de Biologia. 


3 -Qual o primeiro texto seu que foi aprovado e publicado por uma editora? Você ainda lembra qual foi a sensação de pegar o livro prontinho, pela primeira vez? Agora, com tantos belos livros já publicados, mudou alguma coisa?

Foi o Laranja-pera, couve manteiga, publicado em 2006 pela editora Girafinha. Fiquei encantada quando vi as ilustrações originais do André Neves. Cada PDF que a editora mandava para eu acompanhar era uma surpresa. Então, o que mais me marcou quando peguei o livro pela primeira vez em mãos, não foi tanto o visual, mas o cheiro!


4 - Tuas histórias, sempre muito engraçadas, são cheias de brincadeiras com palavras e com expressões populares, como no teu último livro, "salada de letrinhas". Você parte de algum tipo de pesquisa para escrever, ou apenas solta a franga e manda bala? Escrever é fácil? E ser escritora é fácil?


O que eu mais gosto, além de escrever, é pesquisar. Sempre abro o dicionário tentando descobrir uma palavra ou uma expressão nova. Gosto também de prestar atenção no que as pessoas falam. Tenho vários cadernos de anotações cheios dessas pesquisas. É quase impossível começar a escrever do zero, soltando a franga. Bem que eu gostaria...
Uma das grandes dificuldades que eu encontrei quando comecei a escrever para crianças foi abandonar a linguagem acadêmica que demorei anos para aprender na faculdade e adaptar o discurso escrito para o público infantojuvenil. Escrever não é nada fácil porque existem mil jeitos de se contar uma história. E não dá pra ser de uma maneira pomposa nem simplória. A dificuldade está em achar o equilíbrio.
Ser escritora neste país não é nada fácil. Pior ainda ser escritora de literatura infantojuvenil. Além de ganharmos mal, nossa literatura ainda é vista como um gênero menor – ou como um não-gênero. E, fala a verdade, May: ganhamos mal – quando temos a sorte de receber alguma coisa – e “ser escritor” ainda é uma profissão vista como hobby. A única coisa que consola é trabalhar com aquilo que a gente gosta!



Respostas de May

ilustração de Maria Eugênia




1 - E você, May, o que lia quando era criança? E o que lia para seus filhos quando eram pequenos? 


Quando ainda era minha mãe quem lia pra mim, lembro de poucos: “Juca e Chico”, de W. Busch, tradução de Olavo Bilac, o meu preferido! “The adventures of Mr. Toad”, uma adaptação de “The wind in the willows”, de Kenneth Grahame, feita pelos Studio Disney(estão aqui do meu lado, por isso “lembro” bem,rs.) Um outro que eu adorava era “os pimpolhos”, uma história sobre um casal de irmãos, que eu acreditava seriamente ser algum tipo de profecia sobre o que aconteceria em breve com meu irmão e comigo, e não sei se a profecia se cumpriu porque não lembro nadinha da história. E Andersen, e Irmãos Grimm, e Mother Goose, e Histórias da Carochinha, livros muito antigos, que tinham sido de minha mãe. E depois veio Monteiro Lobato, claro. E aí eu já sabia ler, não precisava mais esperar a hora de dormir pra ouvir histórias, maravilha! 
Naquele tempo, nada de literatura infantil na sala de aula. Nenhuma adoção, nenhum incentivo pra se visitar a pequena biblioteca, muitos nem sabiam onde era. Felizmente, meus pais se encarregaram de abrir as portas desse mundo pra mim... 


2 - Como se deu a passagem da Arquitetura para a Literatura infanto-juvenil? 

Bem, a Arquitetura eu nem vi, rs. Escolhi estudar na FAUUSP, já sabendo que jamais me tornaria arquiteta. Era uma ótima escola pra quem queria estudar mas, ainda não sabia o queria ser quando crescesse, e de lá saíram muitos fotógrafos, escritores, bailarinos, ilustradores, músicos, sociólogos, cozinheiros, etc. O mais conhecido crítico gastronômico de Sampa estudou lá,rs. Até mesmo alguns arquitetos e urbanistas se formaram pela FAU... Meu trabalho de graduação foi sobre ilustração. Bem ruinzinho, aliás. Ninguém teorizava sobre o assunto, na época. Nada de bibliografia, além de alguns livros sobre estética comparada, e ninguém para orientar. Acho que só fui aprovada por falta de professor com conhecimento do assunto. Depois de formada, passei a dar aulas de desenho e comunicação visual, e desenhava, e pintava, e lia muito. E sonhava em ilustrar, mas textos adultos, aquilo que eu lia. Dei sorte, conheci o editor Massao Ohno, que publicava heroicamente livros de poesia, e ilustrados. Trabalhei com ele por um bom tempo. Quando surgiu o primeiro convite pra ilustrar livro para crianças, quase recusei, de medo. Não conhecia crianças, nem livros para crianças, além dos lidos na infância. Mas acabei aceitando, e deu certo, e gostei da brincadeira. 


3 - Se você pudesse escolher algum autor ou alguma obra – de qualquer época - para ilustrar, qual seria? E se você pudesse escolher um artista para ilustrar um texto seu, quem seria?Quando você começou ilustrar a escrever suas próprias histórias? E o que é mais divertido - e menos difícil: escrever ou ilustrar?

Vou escolher entre os mortos, que não podem reclamar: gostaria de ilustrar algum poema do Federico Garcia Lorca. Ou da Elizabeth Bishop. Ou do Alphonsus de Guimarães. Ou um conto do Dalton Trevisan. Para ilustrar texto meu, quero Edward Gorey. Ou Edmond Dulac. Ou...difícil, ein? Tanta gente maravilhosa... Quem sabe um ilustre ilustrador de primeira viagem, pra ter uma surpresa!
Comecei a escrever depois que tive meus filhos. Inventava histórias pra eles todas as noites, todos os dias ilustrava histórias dos outros, para as editoras. Daí...
Eu não acho nada muito divertido, tenho grande dificuldade pra fazer as duas coisas, sofro, me descabelo, fico com medo de não conseguir um resultado decente. Mas é bom, é muito bom. Com toda a angústia que acompanha o processo, é bom. 


4 - Existe alguma fórmula mágica para aproximar a criança da leitura?
 Algum encontro em escola ou alguma oficina com o público infantil te marcou de forma especial?

Acho que a maneira mais simples é fazer o que meus pais fizeram comigo: contar histórias, colocar livros nas mãos das crianças. O que, na verdade, não é nada simples num país como o nosso. Em quantas casas brasileiras existem pais alfabetizados, mais que isso, leitores, mais que isso, com tempo disponível e condições de ter um livro nas mãos para apresentar para as crianças? O acesso ao livro ainda é muito limitado, mesmo com as compras de governo. As bibliotecas são poucas, e os professores, em sua grande maioria, também não tiveram a oportunidade de se aproximar da literatura. Não são leitores. Como é que alguém que não lê, que não teve o privilégio de ser contagiado pela literatura, vai conseguir formar leitores? E a tarefa está nas mãos deles... Quando é que vai se começar a investir seriamente na formação desses professores? Quando é que essa profissão vai ser valorizada, em todos os aspectos?
Quanto aos encontros com o público infantil, já fiz muitos, e todos foram especiais, cada um à sua maneira. Até mesmo quando são mal planejados (o que, felizmente, é raro), quando as crianças nem ao menos conhecem algum livro que a gente escreveu, nem sabem o nome do autor e o que ele foi fazer ali, é só começar a ler uma história, e tudo dá certo, e tudo vira mágica...mesmo que só por um instante.




segunda-feira, 6 de agosto de 2012

MURAL 32 - AGOSTO DE 2012


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NÚMERO 32 - Agosto de 2012
O Mural é uma agenda cultural postada todo início de mês,
porém, editada ao longo do mês conforme os eventos surgem.
A agenda das bibliotecas é renovada semanalmente.
Amigo associado de qualquer cidade do Estado de São Paulo,
contribua...
aguardamos notícias dos eventos do interior.
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NOTICIAS DE ASSOCIADOS
Colega associado, de toda parte, se tiver uma noticia para nós,
por favor nos envie para que possamos divulgar.
Jamais se sinta desprezado;
sua noticia pode não estar aqui
porque não sabemos a respeito dela,
nos ajude. Obrigado

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MONIKA PAPESCU

NOVO LIVRO


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OUTROS LANÇAMENTOS

 ANDREA VIVIANA TAUBMAN

11 de Agosto - FNAC Paulista - O menino que tinha medo de errar


15 de Agosto - Parque Novo Anilinas - Cubatão - O deifrador de poemas




No dia 25/08, será o lançamento oficial da coleção dos livros da CEPE, no Museu de Pernambuco, no Recife/PE, às 10h.

No dia 13/09, Viviane estará na Associação Viva e Deixe Viver, dando uma oficina para os voluntários. 
Os dados da oficina estão neste link abaixo:


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ILAN BRENMAN




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BIENAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Local: Pavilhão de Exposições doAnhembi

Endereço : Av.Olavo Fontoura, 1.209 –Santana–São /SP
CONFIRA AQUI A PRESENÇA DOS ASSOCIADOS
 
 
"São cinco livros infantis impressos em fonte ampliada e braille. O objetivo é estimular a educação inclusiva e abordar cada uma das deficiências: física, visual, auditiva, intelectual e múltipla.

Os autores e ilustradores da coleção, sob a coordenação do Presidente da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), Escritor e ilustrador Hermes Bernardi Jr, autor de inumeros sucessos literários, engajado há tempos na literatura infantil e juvenil brasileira, e tambem sob a orientação dos profissionais especializados da Fundação Dorina, criaram histórias e desenhos que pudessem ser reproduzidos em fonte ampliada, textos em braille e imagens divertidas em relevo, a fim de possibilitar que crianças cegas e com baixa visão leiam o livro em companhia da família e dos colegas de classe, proporcionando uma leitura interessante e prazerosa, com recursos de acessibilidade importantes para a compreensão de pessoas com e sem deficiência visual.

Com o patrocínio da Transmissoras Brasileiras de Energia –TBE, a Fundação Dorina distribuirá 3 mil exemplares da Coleção Diferenças para cerca de 600 bibliotecas, escolas, prefeituras, secretarias e ONGs nos estados do Maranhão, Amapá, Pará, Pernambuco e Ceará.
Segundo o IBGESite externo., no Brasil, existem 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual. Entre elas, 20% são crianças e adolescentes que não têm respeitados os seus direitos humanos mais básicos, como o do acesso à educação.

Serviço:
Lançamento da Coleção Diferenças
Dia 10/08 (sexta-feira) às 14h
Estande Fundação Dorina Nowill | Rua L 64
Cinco livros infantis impressos em tinta e em braille com ilustrações coloridas em relevo
R$25,00 cada

O lanterna, de Alexandre de Castro Gomes
Ilustrador: J.P. Veiga
Sobre deficiência intelectual

Pedrinho tem 13 anos, gosta de assistir esportes na TV e de colecionar carrinhos, como todos os meninos de sua idade. Ele vive de uma maneira comum, só precisa de mais tempo para aprender as lições e os hábitos de casa. Certo dia, um menino o chama de lanterna. Sabe por quê?

Abraço de Urso, de Cláudia Cotes
Ilustrador: Osnei Roko
Sobre deficiência visual
Em uma floresta bem longe daqui, a mamãe ursa esperava seu primeiro filhote e quando ele nasceu, teve uma surpresa: os olhinhos do ursinho eram brancos, porque ele nasceu cego. Quando cresceu, surgiu um problema: como o ursinho poderia fazer para ir para a escola?

Agora é comigo, de Manuel Filho
Ilustrador: Fábio Sgroi
Sobre deficiência física
Toninho é um garoto esperto, que vive com seus pais, e anda em uma cadeira de rodas. Durante uma aula na escola, surge a questão: o que você vai ser quando crescer?

Aninha, me conta uma história?, de Hermes Bernardi Jr.
Ilustradora: Monika Papescu
Sobre surdez
Aninha não ouve. Ela nasceu assim, sem ouvir. E por conta disso, ela não sabe falar com a boca. Como é que alguém que não ouve consegue repetir os sons para aprender a dizê-los?

Volta às aulas, de Tonton
Ilustrador: Danilo Marques
Sobre deficiência múltipla"

Na volta às aulas, Zezinho passa a ser um novo integrante na turma. Todos olhares curiosos se voltam pra ele, afinal, era a primeira vez que tinham entre eles alguém em uma cadeira de rodas tão diferente. A turminha ficou curiosa para entender por que o novo colega de classe não falou sobre suas férias?

(Fonte - site "Vida mais livre")


Nós agradecemos a confiança e coordenação de nosso presidente Hermes Bernardi Jr, desejando a ele muito sucesso, realizações e que colha muitos bons frutos de seu excelente trabalho literario bem como de coordenador e lider de nossa associação
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FLÁVIA MUNIZ

Flávia Muniz lançará oficialmente 8 livros na Bienal, 7 infantis e 1 juvenil. 

Aqui, a "trilogia" da FTD: Diversão e desafios para a garotada! 

- O Jogo do
Pega-Pega
- O Jogo do Vai e Vem
- O Jogo do
Puxa-Puxa



E Pela Positivo: "Sabido e Danado" e "Toma lá, dá cá": rimas e cidadania para leitores iniciantes!



E mais... "FANTASMAGORIAS" - Editora Moderna


Data do evento 14/8
Horário a partir das 14 horas
Estande da Editora Moderna

E mais... Sabores Incriveis - histórias para devorar! - Melhoramentos
E A
Coleção BUU, o Fantasminha! Pra brincar de assombrar! - Girassol






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MARCIANO VASQUES E REGINA SORMANI


Dia 18 de agosto, sábado, a partir das 13 hs, no estande da Delicatta, os escritores Marciano Vasques e Regina Sormani estarão autografando o livro "POESIAS A GRANEL", escrito em parceria e ilustrado pelo grande mestre GILBERTO MARCHI. 
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SIMONE PEDERSEN

Poemas Minimalistas
Editora RHJ



18 de Agosto às 18 horas - N50
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ROSANA RIOS


Rosana Rios lançará três livros nesta Bienal, uM solo e dois em parceria, confiram...



Rosana Rios e Martha Argel
"Contos de Horror - Histórias para (não) ler à noite" - Selo Farol Literário
10 de agosto, sexta-feira - 15h
Estande da Editora DCL

Rosana Rios
"Pão Feito em Casa" - Ed. Besouro Box
11 de agosto, sábado - 16h
Estande da Câmara Riograndense do Livro

Rosana Rios e Regina Drummond
"O Despertar das Tatuagens" - Giz Editorial
11 de agosto, sábado - 18h
Estande da Ed. Giz


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ALESSANDRA ROSCOE

Lançamentos, bate papo, oficina de memória,
momenos sempre inesqueciveis om Alessandra Roscoe





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REGINA DRUMMOND

"Meu (lindo) livro novo da Ed. Girassol, já disponível na Bienal:
 "Seres fantásticos do folclore brasileiro"."


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CESAR OBEID


18/08 - Sábado -14h- César Obeid – Livro: “ Criança Poeta” – Ed. Do Brasil
18/08 - Sábado - 11h – César Obeid – Livro “Rimas Juninas” – Ed. Moderna
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REGINA GULLA


Convido a todos, a trocar balas de revólver por música e palavras.

*Essa história é a história da Alegria tomando o lugar da violência. E está surgindo como de um vulcão,
metal de dentro do planeta da editora Planeta,
direto para uma alquimia no nosso coração. Beijos a todos, Otacília. Grata pela sua dedicação na composição do livro,
você é uma editora compositora participativa, que comunga com a gente, autor e ilustrador,
você é maravilhosa, e parece estar no Planeta certo.
Beijo da Regina Gulla e do Cisco Alegria, a todos.
Aqui vai um trecho deste livro, que é eminentemente um caminho musical e poético para o desarmamento
sobretudo desta nossa alegre sociedade, brasileira, que ama cantar e dançar.

Naquele domingo, lá ia o Cisco Alegria
para sua primeira apresentação no Circo
Pimenta Malagueta.
Buquê de flor na mão,
violino pendurado
feito gravata
ensaiava sua última composição: "Piruetas Sobre uma Lata de Massa de Tomate ".
Na outra calçada, a Bala, presa dentro do revólver...


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SERSI BARDARI


"No dia 12 de agosto, domingo, na Bienal, estande da Editora Paulinas, será lançado o livro gerado a partir da minha tese de doutorado, defendida em agosto de 2009, sob a orientação da Profa. Dra. Lúcia Pimentel de Sampaio Góes.
O tema interessa a professores, educadores, mas também a escritores de LIJ. O título: A alquimia do "adultescer": a literatura para juventude como rito de passagem, com texto de quarta capa assinado pela Profa. Dra. Maria Zilda da Cunha. Segue imagem da capa do livro.

Ficarei feliz com a presença dos que puderem comparecer." 



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NIREUDA LONGOBARDI


A Abelhinha, de Nireuda Longobardi
Ilustrações: Ismael Martinez Pascoal

No estande da PAULUS,
Data: 11 de agosto, sábado, às 11h

Rua C – Estande nº 80



Atividades no estande da FNDE/MEC:


Tema 1: Oficina deXilogravura

Data: 11 de agosto de 2012 (sábado)                            hora: das 13h às 14h
 

Tema 2: Cinelivro – Mitos eLendas
Data: 14 de agosto de 2012(terça-feira)                       hora: das 14h30 às 15h30

Tema 3: Oficina de Kiriê –teatro de sombras

Data: 14 de agosto de 2012(terça-feira)                   hora: das16h às 17h

Estande: FNDE /MEC (Stand J70)
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AGUARDEM ATUALIAÇÕES 



domingo, 5 de agosto de 2012

PÁGINA DO ROSPO — 12


NA PADARIA RUBI


—Qual a razão do ódio às sapas nos últimos 2000 anos?
—Gore Vidal responde, minha querida.
—Obrigado, Rospo, mas sei que tem algo a ver com...
—Isso mesmo!
—Já aconteceu no passado, no período medieval, por exemplo, de se disfarçar a defesa de um totalitarismo com...?
—Com...?
—Bem, todo poder centralizado resvala no totalitarismo... ou serve de cobertor...
—Sapabela, hoje é domingo, dia de se refletir leve.
—As coisas imensas não sossegam...
—Verdade, mas às vezes você quer pensar pelo mundo...
—Rospo, acredite, não estou sozinha...
—Eu sei, milhões de sapas no mundo também já estão refletindo sobre as razões da opressão e do ódio às sapas nos dois últimos milênios.
—Rospo, você anda esquecido...
—Você que pensa! Quero convidá-la agora para...
—Aceito!
—Vamos até a padaria Rubi.


*
—Rospo, nada como o licor de domingo... Logo ao amanhecer, abrindo o dia...
—Verdade, Sapabela. Estarei aqui sempre, com você...
—Às vezes, ser alienada é uma opção. Você pode ficar parada, com seu barco, na beira do cais, esperando a noite chegar... E depois, adormecer... E então se dar conta da sua dormência durante o dia...
—O entorpecimento seria a vida sem autenticidade, não é?
—Escritores, poetas, filósofos, artistas, sempre alertaram, emitiram seus gritos como feixes de luzes sonoras de besouros celestiais, sempre alertaram, clamaram, pela vida autêntica...
—Por que me disse que ser alienada é uma questão de opção?
—Às vezes, Rospo. Na maioria dos casos é opressão mesmo... Mas tem casos em que a sapa se nega a ver, e a lutar... Prefere viver uma circunstância de acomodamento... Se todas entendessem que o sacolejar da alma é tudo. As aventuras só querem existir... Não podemos bloquear a energia universal que nos perfura, nos atravessa, a cada nova manhã...
—Uma coisa é o medo... do desconhecido...
—Uma vez, faz tempo, uma sapinha perguntou: “Por que devo temer em vez de somente amar?”
—Incrível! Você voltou ao ponto de partida!
—Rospo, certa vez estava lendo um livro e o considerei meio difícil, porém saboroso...
—E então?
—Então, compreendi pela primeira vez que eu era a grande parceira do autor... E compartilhei o livro com a minha alma... Fui em direção ao livro. Estive nele... Descobri que ele estava lá, em minhas mãos, esperando por mim...
—Sapabela, você é a alegria da minha vida.


sábado, 4 de agosto de 2012

QUEM CONTA UM CONTO


Olá!
Mais um mês se passou, Agosto chegou e com ele o Dia dos Pais.
Convidamos a ilustradora da regional paulista, LUNA VICENTE, para, com suas ilustrações primorosas, homenagear a todos os pais.
As imagens abaixo, feitas pela Luna, são do livro Como é Bonito o Pé do Igor, com texto da autora Sonia Rosa, publicado pela editora DCL.


Papai se apaixonou na primeira vez em que o viu:
_ Como é bonito o pé do Igor!

Lua, vento, chuva, sol, tempo
Acordar, brincar, dormir, crescer...